MAYSA.
Quando me levantei vi que ja eram quase meio dia, eu havia perdido a hora da escola, me levantei ao sair do meu quarto Igor e meu irmão estavam na sala eu me aproximei
— O que quer Igor? — perguntei séria.
— Relaxa, gatinha, só vim trazer mais mercadoria para meu futuro cunhado. — ele falou rindo com ironia.
— Esta maluco?! — falo olhando para meu irmão — Você ja esta devendo um dinheiro aburdo para o Igor e eu quem estou me ferrando para você não morrer, e ainda pega mais!
—Não enche, May. — ele falou e eu joguei a tudo que vi pela frente nele em sua direção.
— Devia te deixa morrer! — falei furiosa
— Relaxa, gatinha, essa é por conta da casa por voce ter corrido todo aquele risco ontem. — Igor falou.
— Seu desgraçado, para de dar essas porcarias para ele sabendo que ele não pode te pagar. — gritei com Igor.
— Mas eu não quero que ele me pague eu quero que voce me pague. — ele falou sorrindo com malícia.
— Dois idiotas!
Gritei e fui para o meu quarto peguei uma roupa, fui para o banheiro tomei banho e sai
Eu era realmente muito i****a, corri todo aquele risco e meu irmão ainda assim fica fazendo mais dividas com o Igor .
Resolvi ir na escola, minhas amigas deviam estar saindo e precisava me distrair um pouco, meu irmão estava me deixando maluca. ele era a única família que eu tinha e não podia deixar ele se perder assim, ele era tão inteligente, porque se viciou assim?
Eu não entendia, ele tinha 27 anos e estava assim, nem quando nossa mãe morreu a dois anos ele ficou desse jeito, não podia perder ele.
— Oi, mi amor. — Fernando falou se aproximando, ele era mexicano, veio para o Brasil a uns anos atrás, ele gosta de falar comigo em sua língua, as vezes.
— Oi, Nando. — falei e ele me deu selinho e a imagem daqueles três beijando minha boca ontem veio instantaneamente na minha mente, eu havia gostado daquilo, e me envergonho disso.
Gostei daquele leve encostar de labios que eles me deram e estava comparando com o Fernando agora e isso era errado, ele era meu namorado e não tinha que pensar naqueles três gostosos.
— Não foi para escola porque? — ele perguntou. — Não pode faltar, é seu futuro e estudar é essencial
— Eu só dormi demais. — falei e ele apertou de leve meu nariz.
— Dorminhoca, não faça mais isso,estudar é importante. — ele falou sorrindo.
— Eu sei,só foi hoje, não sou de fazer isso. — falei ,e como sempre ele me deu um sermão, Fernando era muito responsável e estudioso e queria que eu fosse como ele, não que eu não gostasse de estudar, só não era viciada como ele.
DOUGLAS CASTILHO
Hoje tive que cumprir alguns mandatos no morro das pedras, não fazia isso pessoalmente, mas resolvi vir para procurar a minha bandidinha fujona, o morro das pedras era perigoso até para nós, sozinhos não tínhamos como ir.
Designei os parceiros dos meus irmãos para outras missões e vim com eles no morro, com nós três juntos esses bandidos daqui não ousariam se meter.
Aquela bandidinha sair daquele jeito me deixou um tanto impressionado com sua audácia, quanto furioso por não nos obedecer.
— Mas o que?... — quase gritei do banco de trás ao ver minha bandidinha, com um grupo de adolescentes e sentada no colo de um cara magrelo e horroroso.
— Que bandidinha. — Dario falou furioso também.
Dom jogou a viatura quase em cima deles que pularam assustados .
— Na parede e mão na cabeça!
Dario ja saiu da viatura furioso, os adolescente levaram um susto. Vi minha bandidinha perder a cor ao nos ver, ela quase desmaiou de susto.
— Qual é não fizemos nada, senhor. — um dos adolescente falou.
— Isso é nós que vamos dizer. — Dario retrucou sério, me aproximei de Maysa coloquei a mão na parede onde ela estava de costas para mim me inclinei no seu ouvido.
— Achou que não ia nos ver mais, não é bandidinha? — falei sorrindo com o pavor dela.
— O que querem de mim?— ela falou com a voz trêmula de medo.
— Você. queremos você. — respondo.
— Horas vejam só não fizeram nada e com maconha no bolso. — Dario falou ao revistar um dos moleques.
— Isso é só... — ele começou a falar.
— Cala a boca, não mandei falar nada, p***a! — Dario falou, e se aproximou de Maysa também — Nossa bandidinha curte baseado também? — ele perguntou próximo dela bem baixinho.
— Eu não uso essas porcarias. — ela falou brava.
— -Eu acho muito bom não usar mesmo, ou vamos ter que punir nossa bandidinha linda. — eu falei e me aproximei do babaca que ela estava sentada no colo.
Revistei ele, o moleque era feio pra caramba, cara de nerd e dos chatos, um magrelo, aquilo não merecia nem olhar para nossa garota, muito menos ter ela sentada em seu colo.
— Tá com drogas ai, moleque? — perguntei e ele se tremeu todo.
— Eu não uso essas coisas...
— Vou fingir que não vi essa maconha com vocês vão embora, sumam daqui!
Dario falou e todos sairam, quando nossa bandidinha tentou sair nós a seguramos.
— Você não, vai ficar aqui com a gente. — falei — Entra na viatura.
— Porque? Porque eu tenho que ir com vocês, não fiz nada. — ela falou quase chorando eu me inclinei até ela.
— Nossa bandidinha precisa ficar um tempo com seus homens, para saber quem somos. — falei no ouvido dela.
Que me olhou com aqueles olhos lindos toda assustadinha, e ela era tão linda, que garota linda, e como queria beijar aquela boca linda do caramba.
— O que a May fez? Porque vão levá-la? — o rapaz magrelo perguntou.
— May? — Dario repetiu.
— Ela fez alguma coisa?
— Não te interessas moleque, vou levá-la como testemunha de uma invasão de propriedade, que ela presenciou ontem, se você quer tanto saber. — falei encarando o magrelo
— Eu posso com ela? Sou o namorado dela e gostaria de acompanhá-la. — falou com medo visível.
— Você é o que?!
Nós três repetimos juntos, Dom colocou a cabeça para fora da viatura para olhar aquele moleque magrelo.