Respirei profundamente, parando de tentar lutar contra isso. Deixei que as lembranças invadissem minha mente, que a dor tentasse me partir ao meio, que as lágrimas caíssem enquanto o amor, de uma forma surpreendente, fazia com que tudo valesse a pena. Fazia com que viver valesse a pena. Senti vontade de sair correndo daquele quarto e ir até meus pais, os abraçar, dizer o quanto eles eram importantes para mim e os garanti, com toda certeza, de que iria ficar tudo bem. Ao mesmo tempo, um impulso de ir até o Nicolas e o Micael também me dominara, de conversar com eles, ouvir suas palavras puras, dizer que eles seriam infinitamente felizes pelo simples motivo de que eles mereciam isso. Mas a vontade de continuar ali acabou me dominando. Liguei o abajur para poder olhar para Sophia; seus olhos

