Por um segundo não soube o que dizer. Observei o rosto da menina a minha frente, com os olhos fechados e a expressão suave. Seu nariz era arrebitado de leve na ponta e sua boca desenhada parecia eternamente vermelha, contrastando com a pele morena e lisa. Ela parecia uma pintura feita por algum artista paciente e talentoso. E foi nesse segundo que eu percebi uma coisa; Eu achava, nesses últimos meses, que não havia nada em meu peito. Que nenhum sentimento havia sobrado depois da morte do meu irmão. Mas, agora, olhando para ela, notei que estava enganado. Eu sentia alguma coisa. Eu sentia isso. Quando percebi o que estava acontecendo, entendi que não se tratava da forma romântica da coisa. Não era desse jeito. Era melhor. Meu coração parou por um momento, acelerando em seguida. Eu

