Eu não era bom em consolar as pessoas, mas não poderia deixá-la nessa situação. Não quando ela fazia tanto esforço para me alegrar. Mordi o canto interno da boca enquanto refletia. Com cuidado, passei o braço ao redor de seu ombro, sentindo sua cabeça se apoiando em meu corpo quase que instantaneamente. Com a outra mão, acariciei seu cabelo com suavidade enquanto tentava formar palavras para dizer. - Desculpa te acordar – murmurou baixinho –, você era o único que eu ainda não havia procurado para me ajudar a dormir. - Por quê? – Perguntei levantando a sobrancelha sem perceber. - Não sabia qual seria sua reação. Afastei-me um pouco dela para olhá-la nos olhos. - Eu só quero que você fique bem. Ao ouvir isso, uma lágrima única caiu do seu olho esquerdo. Não pude deixar de erguer a mão

