Capítulo 118

437 Palavras

Cheguei em casa sem fome. Meu pai estava no trabalho então, quando o Gustavo nos deixou no portão da frente, simplesmente saí do carro e fui andar pela rua. Caminhei pelo – praticamente – condomínio fechado, pensando em nada em específico. Então escutei um grito. Um gritinho, na verdade, de pura animação. - Tio Miguel! – Ouvi uma criança me chamando e me virei no mesmo segundo. Micael era o único Rodriguez que tinha os olhos iluminados de alegria. – Me ajude a me esconder da mamãe! - Se esconder? – Perguntei inclinando a cabeça confuso. - VOLTE AQUI MICAEL! – Vi Anna berrando enquanto corria na nossa direção, respondendo minha pergunta. Micael puxou meu braço com desespero e me empurrou para trás de alguns arbustos, pressionando meus ombros para que eu ficasse de joelhos. Ele deu u

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