Fui ao banheiro. Parei alguns segundos extras em frente ao espelho, observando o reflexo nele. Eu demonstrava cansaço; meus olhos verdes pareciam sem luz e minha pele mais pálida do que nunca. Respirei fundo. Tinha que continuar. Troquei de roupa e desci as escadas até a sala de jantar. Nicolas comia silenciosamente à mesa, completamente imerso em si mesmo. - Bom dia – falei sentando-me a sua frente. Ele olhou para mim. - Suas olheiras estão saindo – comentou dando um sorriso sem mostrar os dentes. – Como você está? Nicolas era a única pessoa no mundo que olharia para meu rosto completamente derrubado e faria algo parecido com elogio. Nem em um milhão de anos eu seria tão bom como ele. Não que estivesse me esforçando para ser. - Como você acha que eu estou? – Perguntei de volta, tent

