The convention, the Irish and the shirt

4112 Palavras
Havia passado uma semana desde que Harry tinha se mudado da casa de Zayn. Naquela segunda-feira fatídica, pensou que não estava exatamente habituado com o hotel, mas não sentia-se mais tão m*l. Se tinha saudades de Zayn? Sim, mas surpreendentemente, não estava sendo tão difícil ficar longe dele. Ainda não queria conversar com o professor, continuava rejeitando suas ligações, mas sabia que o momento chegaria, ele simplesmente não estava pronto ainda. Atualmente, estava pensando mais na sua situação financeira. Não tinha concentração e nem inspiração para pintar e grande parte de seu material ainda estava na mansão dos Malik. Apesar da mágoa, pensava que deveria mesmo conversar com Zayn, afinal, tinham uma história juntos. Harry não se colocava como nenhum tipo de santo naquela história, na realidade, lembrava-se muito bem das vezes que havia flertado com Louis mesmo sem achar que estava fazendo nada demais. Louis. Aí estava outro que ele começou a sentir falta. Deitado na cama, não prestando a menor atenção no que via na televisão, pensava no médico e no quanto sentia falta de olhar pra aquele sorriso e ouvir sua voz. Agora, com a cabeça mais fria, pensava mesmo que talvez estivesse sido duro demais no outro dia quando ele apareceu no hotel para vê-lo. Olhou rapidamente no relógio e pegou o celular. Lembrava-se que o médico comentou que trabalhava como cardiologista no hospital infantil que estava sendo beneficiado com as doações no almoço dado por Trisha no clube. Fez uma rápida pesquisa na internet pelo celular e descobriu o telefone de lá. Titubeou um pouco, mas ligou, pensou que talvez Louis estivesse ocupado, mas era quase hora do almoço, não havia m*l em tentar falar com ele. — Children’s Hospital Los Angeles. — A recepcionista atendeu após poucos toques. — Hm… Boa tarde. — Harry tinha a voz um pouco insegura. — Eu gostaria de falar com o doutor Tomlinson, é possível? — Dr. Tomlinson está numa convenção médica no Sunset Tower Hotel. Não volta mais hoje. — Ela disse, falando muito rápido, Harry quase não entendeu. — É urgente? Tem consulta marcada? — Não, nada demais. Só queria falar com ele. — Harry respondeu rapidamente, sentiu-se m*l por ligar, talvez estivesse atrapalhando ou ocupando a linha para alguém que realmente precisasse ligar. — Obrigada, desculpe o incômodo. — Sem problemas. — A moça respondeu educada e ambos desligaram o telefone. Certo, Louis não estava trabalhando, mas de certa forma aquilo era trabalho também. O nome do hotel lhe era familiar e nada longe de onde ele estava. Talvez pudesse fazer uma surpresa ao médico, talvez ele fosse gostar de vê-lo, já estava na hora de Harry assumir seu real interesse por Louis, porque parecia ser evidente para muita gente. Sorriu para si mesmo, encarando o celular e pesquisando o endereço correto do hotel, estava mesmo decidido a ir. .x.1D.x. Liam Payne passou basicamente a manhã inteira ao lado de Trisha, fazendo compras e levando-a para visitar amigas. Não queria apressá-la, mas teria aulas a tarde e não queria se atrasar. Estavam numa cafeteria onde Liam a esperava do lado de fora, dentro do carro, trocou mensagens com Zayn pelo celular quase a manhã inteira. Sorria cada vez que recebia qualquer coisa que fosse, sentia-se tão feliz que há tempos não lembrava como era aquilo. — Liam, podemos ir. — A mulher apareceu pela janela do carro e Liam desceu imediatamente para abrir a porta do banco de trás para ela. Estava extremamente bem vestida com uma saia de cós alto e uma camisa solta, típica de verão, montada em saltos altíssimos. Ela entrou no carro e avisou que poderiam ir pra casa. Ele até ficou aliviado porque teria tempo de ir para a faculdade. Seu celular continuava apitando com mensagens de Zayn, ele esqueceu de colocar no modo silencioso. — Está requisitado hoje, Liam? — Ela brincou, referindo-se ao celular. Procurava óculos escuros na bolsa. — Um pouco. — Liam disse ligeiramente sem graça. — Sei que tem aulas, não vou mantê-lo muito. — Trisha disse compreensiva. — Se eu precisar sair, eu mesma vou dirigir. Yaser está voltando hoje, eu mesma posso buscá-lo no aeroporto. — Eu não sabia que o senhor Malik voltava hoje, posso faltar aulas se quiser, eu… — De jeito nenhum! — Ela interrompeu-o imediatamente. — Está estudando para trabalhar com Yaser, ele ficaria furioso se o fiz perder aulas por causa disso. — Ela alertou e Liam apenas riu, era provavelmente verdade. Yaser era o que mais o incentivava a estudar. — Estou num ótimo humor, não quero saber de discussões com meu marido para estragar minha semana maravilhosa. — Fico feliz que esteja bem, senhora. — Liam tinha uma vaga noção do motivo dela estar daquele jeito. — Nem tinha muitas esperanças nesse término do Zayn com aquele pintor, mas graças a Deus, aquele homem está fora da minha casa. — Ela dizia com tanta satisfação que Liam até sentiu-se m*l. — Achei que o Zayn ia pirraçar e buscar ele de volta daquele hotel. Deus me livre daquele pintor. — Ele é legal. — Liam não queria soar afrontando muito a patroa, mas enquanto dirigia pra casa, pensava mesmo que deveria tentar entrar em contato com Styles, gostava dele e considerava que tinham uma amizade. — Tenho certeza que sim, Liam, mas aquele homem não serve para namorar meu filho! — Ela dizia convicta, mas despreocupada. — Aquele inglês não tem onde cair morto! Aposto que estava se aproveitando de Zayn, só estava querendo nosso dinheiro. Liam não respondeu. Não estava em posição de dizer coisa alguma. Primeiro porque ele igualmente não tinha onde cair morto e, segundo, sabia muito bem como era sofrer nas mãos de gente rica constantemente humilhando-o. Ela obviamente se referia a Harry Styles, mas poderia tranquilamente estar falando dele, afinal, o que o tornava melhor que o tal inglês? Harry era um homem digno, honesto e não lhe pareceu nem por um segundo interessado na fortuna de Zayn. — Mas falando nisso, Liam, sabe por que terminaram? — Ela perguntou curiosa, já que Zayn costumava não falar sobre seu relacionamento com Harry pra ela, obviamente, porque sabia de seu posicionamento sempre contra. — Não, senhora, não sei. — Mentiu Payne. Claro que “porque seu filho está apaixonado por mim” é que ele não se atreveria a dizer. — Quem sabe vocês possam conversar, vi que estão se reaproximando. — Ela comentou sorridente. — Logo vão voltar a ser como irmãos. Liam queria rir do comentário, mas não o fez, ela provavelmente veria pelo retrovisor que ele claramente não via Zayn com aqueles olhos e muito menos o moreno o via daquela maneira. Ficou um pouco inseguro ao imaginar o que Trisha acharia se ele estivesse namorando Zayn. Talvez ela igualmente não aprovasse, já que com Harry ela não fazia nenhuma questão de esconder seu descontentamento. Não demorou para chegarem em casa e Liam a ajudou com as compras. Arrumou-se e foi para a faculdade. .x.1D.x. Harry não tinha certeza sobre se deveria entrar no hotel ou não. Ficou vários minutos olhando a fachada do luxuoso hotel de convenções de Los Angeles e pensando se deveria ir atrás de Louis. Ele continuava a se vestir como se fosse algum tipo de mendigo que passava fome e sabia que as pessoas notavam isso. Los Angeles era uma cidade feita quase que cem por cento de aparências, onde as pessoas se preocupavam muito em como se pareciam. E lá estava ele, com a barra do jeans claro arrastando na calçada, um All Star branco e uma camiseta da mesma cor, lisa. Prendeu os cabelos longos num coque no alto da cabeça, em função do calor, mas alguns fios lhe caíam no rosto. Seu óculos estilo aviador protegiam seus olhos do sol. Depois de algum tempo perambulando por ali, fumou um cigarro e resolveu entrar. Soltou os cabelos, bagunçou um pouco, como se quisesse parecer mais apresentável e andou até a mesa de recepção do hotel. — Boa tarde. — Ele disse educado, com um meio sorriso. — Boa tarde, senhor. — A moça parou de mexer no computador para prestar atenção em Harry. — Estou procurando onde é uma convenção médica por aqui. — Ele disse tentando não soar muito amador, mas claramente deixou transparecer que não fazia ideia do que estava fazendo. — A III Convenção Médica de Doenças Cardiovasculares? — Ela perguntou para confirmar, franzindo o cenho. — Isso. — Respondeu Harry abrindo o sorriso. Fosse lá o que aquilo fosse, deveria ser mesmo. — Está em pausa agora. — Ela salientou, olhando de leve para o itinerário do dia do que estava acontecendo. — Provavelmente voltarão ao salão em uma hora. — Estou procurando um amigo em específico. — Harry explicou. — Olha, senhor, têm mais de cem médicos neste hotel hoje, de várias partes do mundo. Não sei se vai conseguir encontrá-lo. — Ela foi honesta na resposta, não haveria muito o que ela poderia fazer. — Mas pode perguntar entre eles, geralmente são figurões da área, acredito que a maioria se conheça. Provavelmente estão no restaurante do hotel, que fica à esquerda. Se não, podem estar no terraço, já que as apresentações estão sendo feitas no salão do último andar. — Muito obrigado. — Ele disse e ela apenas sorriu. Ele passou pelo saguão e pegou o primeiro corredor à esquerda, como orientado pela moça; O lugar era extremamente luxuoso, grande e todos vestiam ternos. Alguns garçons passavam por ele e o ambiente era tomado por conversas, haviam muitos médicos por lá, todos usando um crachá de identificação e almoçavam em grupos. Ele não queria perguntar a ninguém sobre Louis, mas quanto mais olhava ao redor, menos encontrava o cardiologista. Pensou que talvez realmente tivesse sido uma péssima ideia ir até lá. Nem de longe conseguia se misturar com o lugar, sendo que nem estava vestido de acordo e o ambiente era tão grande e tinha tanta gente, que foi ingênuo de achar que poderia encontrar aqueles olhos bonitos entre tantos pares. Por descargo de consciência, resolveu subir até o terraço do hotel, encontrou vários médicos no caminho e no elevador e a vista era realmente de tirar o fôlego. O salão da convenção estava quase vazio, as pessoas conversavam dispersas entre as cadeiras, mas nada de Louis. Saiu para a parte do pequeno jardim aberto onde muitos bebiam café e conversavam sobre assuntos que realmente Harry não entenderia. Encostou-se na grade protetora de vidro e apenas observou a imensa Los Angeles que de maneira alguma conseguia ver como lar. Ainda era uma concepção distante em seu ser. Não levou mais que dois segundos para virar-se novamente para a saída e ir embora. Mas, para sua surpresa, vestindo um terno azul impecável, que lhe cobria o corpo como se feito somente para ele vestir, Louis Tomlinson sorria conversando animadamente com alguém que Harry não conseguia ver, pois seu campo de visão estava comprometido por uma parede. Sorriu ao ver o outro e nem precisou sair de onde estava, pois Louis parecia sair para o lado de fora, exatamente onde Harry estava. Styles apenas esperou, porém não gostou do que viu em seguida. Louis estava acompanhado de um homem loiro, segurava-o pelo braço enquanto andavam até perto do parapeito do terraço e, então, numa atitude totalmente inesperada, deu um selinho no homem acariciando seu rosto. Styles tirou os óculos para ter certeza de que tinha visto corretamente. Mas sim, lá estava Louis, conversando de perto com o homem loiro, acariciando seu rosto conforme falava, sorria e arrancava sorrisos também do outro. O pintor certamente percebeu que estava encarando demais quando o homem loiro pareceu notar sua presença. Styles estava impactado demais para mudar a direção do seu olhar e percebeu quando ele cochichou algo no ouvido de Louis, claramente falando algo sobre um maluco estar encarando os dois come se estivesse pronto para pular lá de cima. Foi então que Louis virou o rosto para ver do que o outro estava falando e ficou completamente sem ação. Seus olhos encontraram os de Harry que, petrificado, continuou sem saber se ficava ali ou ia embora. Doeu ver aquilo, doeu muito mais do que ele tinha imaginado que doeria. Louis andou até a direção dele acompanhado do loiro, que parecia querer segurar em sua mão, mas Tomlinson se negou, colocando as duas mãos nos bolsos. — Harry. — Ele disse tentando soar casual, mas estava em pânico. Tanto pela situação em que se encontrava quanto pelos olhos incrédulos de Styles. — O que faz aqui? — Ele sorriu nervoso ao perguntar. — Eu… — Harry respirou como se voltasse de um transe. — Eu vim… Te convidar para almoçar. — Ele terminou a frase e olhou para o homem que acompanhava Louis, como se pedisse algum tipo de explicação. — Ahn… Este é o doutor Niall Horan. — Louis apresentou o homem, que estendeu a mão simpático, sorrindo para Styles. — Niall, este é Harry. — Como vai? — Niall perguntou no momento em que Harry retribuiu o cumprimento. — Muito bem. É um prazer, doutor. — Styles tinha o tom de voz educado, mas claramente não estava feliz. — É médico também? — O irlandês perguntou entregando o sotaque que Harry claramente percebeu. — Não. — Harry não tinha a intenção de dar aquela resposta seca, mas não estava conseguindo controlar-se muito bem. — Bem, Louis, desculpe pela inconveniência. Acho que você já tem planos para o almoço. — Styles concluiu preparando-se para sair. Louis queria desesperadamente pedir pra que ele ficasse, estava absolutamente encantado com a presença de Harry ali. Adorava quando ele ficava com os cabelos soltos daquele jeito, o vento bagunçando-os ainda mais e aquele jeito despojado de se vestir o excitava muito. Mas no meio tempo em que pensava isso, não foi capaz de dizer absolutamente nada. — Se quiser, pode se juntar a nós. — Niall convidou ao ver que o homem estava ali para ver Louis. — Estamos indo ao restaurante do hotel. — Obrigada, Dr. Horan, mas vou recusar o convite. — Styles disse com um sorriso forçado. — Aproveitem. — Ele concluiu, dando um passo para trás e encarando Louis demoradamente antes de dizer qualquer coisa. — A gente se vê, Dr. Tomlinson. — Ele foi propositalmente formal em sua despedida. Harry nunca tinha entendido quando as pessoas diziam que queriam que a terra os engolisse ou que simplesmente tivesse um buraco para se enfiar. Agora ele entendia. Deixou o hotel com sua autoestima extremamente baixa, estava emocionalmente abalado e perguntando-se o porquê de estar. Conhecia Louis há pouco tempo, não entendia porque estava deixando aquele homem o abalar daquela forma, não era normal. Ele já tinha se apaixonado muitas vezes, amou intensamente mas aquilo era totalmente diferente. Louis o despertava uma paixão fora do normal. Estava com ciúmes, queria arrancá-lo dos braços do tal doutor Horan, queria poder dizer que Louis era dele e de mais ninguém. Foi uma das piores situações que já havia passado. Saiu do hotel com tanta pressa que chegou a pensar que, mesmo que Louis quisesse segui-lo, não iria alcançá-lo. Levou muito menos tempo para voltar ao seu hotel do que levou para ir até lá. Quando chegou, bateu a porta ao entrar no quarto, sentia-se um completo i****a. Odiava aquele país novamente, queria ir embora e estava decidido a voltar a sua terra natal, na Inglaterra, ou voltar à sua vida pacata em Paris, ainda não tinha sequer alugado seu apartamento na capital francesa, ele poderia voltar pra lá a qualquer momento. Tinha perdido a fome e apenas afundou-se nos lençóis e cobertores da cama, ligando o ar condicionado na temperatura mais baixa e passou a buscar passagens aéreas para Paris. Não tinha absolutamente nenhum motivo para continuar na América. Passou quase meia hora buscando preços e decidindo rotas, checou sua conta bancária e calculou quanto tempo poderia ficar na América sem começar a passar fome. Talvez fosse hora de buscar alguma galeria que estivesse interessada em comprar seus quadros, mesmo que ele não tivesse trazido muitos consigo para o hotel, a grande maioria ainda permanecia na casa dos Malik. Distraído, assustou-se com duas batidas na porta de seu quarto. Respirou fundo, quase bufando, pois tinha uma forte intuição lhe dizendo que um certo médico estaria atrás daquela porta. Passou uma das mãos pelo rosto e sabia que não teria como escapar daquilo. Ao mesmo tempo que queria vê-lo, não queria, queria que ele fosse embora. Ainda assim, levantou-se e abriu a porta. Não precisou nem fingir surpresa, já sabia que era Louis, e o médico estava ali com cara de quem não tinha vindo para discutir. — O que você quer? — Harry perguntou mas sentiu a mão de Tomlinson tocar seu peito, empurrando-o de leve para que saísse do caminho, pois sim, ele iria entrar sem ser convidado. — Styles, eu estou tão cansado dos seus jogos… — Louis, ao contrário do que Harry tinha pensado, estava ligeiramente enfurecido. — Jogos? — Harry arregalou os olhos fechando a porta do quarto. — Você me quer, aí não me quer mais, aí depois quer de novo, aí não quer outra vez… — Tomlinson narrava o ciclo vicioso que aquilo havia se tornado em sua mente. — Eu não faço ideia do que esteja falando. — E Styles realmente não fazia. Estava surpreendido com aquela atitude do médico. — Há uma semana você me colocou pra fora daqui… — Tomlinson disse e Harry tentou interrompê-lo, mas sem sucesso. — E não se atreva a negar! — Eu tinha acabado de terminar um relacionamento e você queria o que de mim? — Styles se exaltou na voz. — Que eu pulasse nos seus braços? — Sim! — Louis gritou, ensandecido. — Era exatamente isso que eu queria que você fizesse! — Louis, você está descontrolado. — Harry disse sério. — Já chega disso! — Louis aproximou-se dele, colocando-o contra a parede. — Chega, Harry. — Louis… — Styles estava começando a ficar ofegante, com medo daquele homem. — Pare de negar o que sente por mim, pare de mentir pra si mesmo. — Tomlinson parecia ter um propósito e não largaria até que conseguisse. Ele agarrou Harry pela cintura, colando seus quadris. — O que eu preciso fazer pra que você me coma de uma vez? — O que? — Harry arregalou os olhos e sentiu sua respiração falhar ao ouvir aquilo. Ao mesmo tempo que ficou absurdamente e******o. — Vai fingir que não ouviu só pra me fazer falar de novo? — Louis passou a língua pelos lábios, falando perto do rosto do pintor. Ele tirou o próprio casaco do terno e jogou-o no chão. — Tudo bem então… — O médico não o beijou propriamente, mas simplesmente mordeu o lábio de Harry que estava paralisado demais para se negar a qualquer coisa. — O que é que eu preciso… — Ele falava devagar, perto do ouvido do p***o, sentindo o cheiro de seus cabelos e esfregando seu corpo contra o dele. — Fazer… — Louis agora tinha uma das mãos no botão do jeans de Styles, que apenas fechou os olhos sentindo Louis colocar a mão por dentro de sua cueca. — Pra que você… — Ele continuava enquanto masturbava Harry e mordia seu pescoço, chupando com força, certo de que deixaria marcas. — Me coma…? — Assim que o médico terminou de falar, Styles acabou rendendo-se à toda excitação que sentia. Harry sentia-se completamente violado ao notar seu m****o duro nas mãos de Louis e era como se tudo que ele tivesse guardado, estava vindo à tona naquele momento. Ele jogou Tomlinson em cima da cama sem o menor cuidado, praticamente arrancou suas calças e não se deu ao trabalho de desabotoar a camisa. Ficando por cima dele, abriu destruindo todos os botões e, em seguida, tirou a própria camiseta branca. Eles finalmente colaram seus lábios num beijo agressivo, demorado, quase como se fosse uma luta, pareciam brigar para quem iria controlar os movimentos e, sem cerimônia, querendo mesmo ouvir os gemidos e os gritos daquele homem, Styles colocou as duas pernas dele sobre seus ombros e o penetrou de uma vez. Tomlinson gritou em protesto, mas Styles cobriu sua boca imediatamente com uma das mãos. — Não era isso que você queria? Está gritando por que? — Harry podia ver nos olhos do outro que ele quase estava achando graça de tudo aquilo. Ele começou a se empurrar para dentro de Louis, afastando suas nádegas ainda mais para poder observar o movimento de seu m****o entrando e saindo com rapidez de um Louis Tomlinson que urrava de dor, mas não pedia pra parar. Harry estava tão e******o que nunca imaginou-se agindo daquela forma na cama, não era de seu feitio. Mas Louis o provocava tanto, mordendo os lábios e gemendo daquele jeito, que Styles não conseguia se controlar e simplesmente concentrava-se em f***r aquele homem com força, sabendo que era exatamente o que ele queria. Louis relaxou após alguns minutos e descobriu que mais do que ser fodido por Harry, ver a expressão dele enquanto fazia o deixava absolutamente alucinado. Styles saiu de dentro dele e, com agilidade, girou seu corpo, colocando-o de quatro. De um tapa forte na b***a dele apenas para ouvi-lo gritar mais uma vez e logo tratou de continuar o que tinha começado. Não queria gozar ainda, queria que aquilo durasse o máximo de tempo que ele conseguisse, segurava Louis pela cintura enquanto o outro empinava a b***a pra ele praticamente ditando o ritmo das estocadas. Harry sabia que seria inútil segurar. Gozou com tanta força que assim que tirou seu m****o de dentro do outro, viu seu próprio esperma escorrer pra fora. Styles estava ofegante, deitou-se ao lado de Louis e pensou que nunca antes tinha feito sexo daquele jeito tão violento antes. Tudo com ele era muito calmo e íntimo, mas naquele momento, Louis o deixou completamente maluco. Louis deitou-se ao lado dele, virando seu corpo e ficando de barriga pra cima. Seu m****o ainda estava duro e ele acariciava com uma das mãos, olhando Harry praticamente desfalecido ao seu lado. — Não venha querer me dizer que acabou. — O médico provocou. — É a minha vez agora. — Louis, me dê um segundo, por favor. — Harry disse respirando fundo, todos os músculos de seu corpo estavam relaxados. — Vou te dar segundo na p**a que pariu, Styles. — Louis disse sério, segurando o rosto de Harry com uma das mãos. — Me chupa agora. — Louis… — Agora, p***a! — Tomlinson falou alto, estava muito e******o e Harry gostava daquilo. — E quero ver você engolir tudo. Era como se Styles não tivesse outra opção que não fosse obedecer — e provavelmente não tinha mesmo. Ele ajoelhou-se perto da cama, puxou Louis pelo quadril até conseguir engolir seu m****o de uma vez só e passou a chupá-lo devagar, apenas ouvindo os gemidos do outro, que o segurava pelos cabelos como se estivesse esperado para fazer aquilo por muito tempo. Louis não tinha dó e fazia mesmo Styles praticamente engasgar em seu m****o, impedindo-o de respirar por alguns segundos, gostava de ver a quantidade de saliva que o outro deixava quando circulava sua língua por toda a extensão de seu m****o, engolindo perfeitamente até que seus testículos tocassem o queixo do pintor. Louis demorou tanto para gozar que Harry teve certeza que ele estava fazendo de propósito, só porque queria continuar lhe puxando os cabelos e fodendo sua boca. — Goza logo, seu filho da p**a. — Styles disse em meio a um sorriso maroto que excitou Louis ainda mais. — Enche a minha boca de p***a. A verdade era que, naquele momento especialmente, Louis faria qualquer coisa que Harry pedisse, portanto, foi exatamente o que ele fez: gozou praticamente na garganta de Styles que engoliu tudo sem nenhum esforço. Os dois deitaram-se lado a lado e não disseram nada por um longo tempo. Harry não acreditou que aquilo de fato aconteceu daquele jeito e Louis, por sua vez, nem em mil vidas imaginou que aquilo pudesse ter sido várias vezes melhor do que ele tinha pensado que seria. — Quer tomar banho? — Harry disse após ambos se recuperarem do que tinham acabado de fazer. — E acho que preciso de uma camisa também. — Louis disse pegando a própria camisa e vendo que todos os botões tinham sido arrancados. Styles apenas riu. — Foi você que pediu. — O pintor riu fazendo Louis igualmente rir.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR