The orchids, the game and the virgin

4207 Palavras
Não que Liam ligasse muito pra aquele tipo de coisa, mas Zayn realmente estava feliz por terem ganho a partida de golfe dos outros. Estavam revezando em três times de duplas e Zayn e Liam ganharam todos os jogos — Zayn realmente era um bom golfista, mas não chegava aos pés de Liam, que tinha um talento natural pra coisa, um bom balanço e uma concentração fora de série. As trocas de olhares não eram intencionais, mas os amigos de Malik perceberam que ele definitivamente não tinha esquecido de Liam durante todos aqueles anos. A tarde caía no clube em que estavam, e foi somente então que Zayn deu falta do namorado. Tentou ligar, mas ele não atendeu, então apenas mandou uma mensagem. Brent e Julian falaram sobre uma festa que iriam num clube naquela noite no centro de Los Angeles, mas obviamente Zayn não topou. O grupo já tinha ido embora quando Zayn propôs a Liam que fossem tomar uma bebida na beira do lago artificial que fora feito no meio do clube. O bar era ao ar livre e a paisagem era uma das mais privilegiadas da maior cidade da Califórnia. — Toda vez que jogamos, você me surpreende. — Zayn disse olhando para Liam que sentava ao seu lado em uma das espreguiçadeiras de frente para o lago. — Pra falar a verdade, estou um pouco surpreso que vencemos. — Liam respondeu modesto. — Achei que estaria bem enferrujado. — Qual é! — Zayn riu ao ouvir aquilo. — Até parece que faz anos que você não joga golfe! — Faz alguns meses! — O motorista retrucou também rindo. — Depois que meu pai morreu, seu pai é quem joga comigo, mas ele anda ocupado ultimamente. — Liam explicou e Zayn já imaginava que seu pai pouco tempo tinha mesmo para dedicar-se ao lazer. — Independente disso, você está em ótima forma. — Malik comentou e aproveitou para olhar Payne dos pés a cabeça, deitado na espreguiçadeira com as mãos atrás da cabeça. Nada lembrava aquele garoto franzino de quinze anos que Zayn tinha praticamente atacado em sua festa de aniversário. — Obrigado. — Liam não retribuiu o olhar, mas sorriu ao agradecer pois percebeu que Malik fez o comentário com duplo sentido. Ele fixou seus olhos no lago, mesmo percebendo que Zayn ainda olhava para ele. Malik não estava esperando nenhum tipo de elogio em troca, até porque estava tão concentrado na boca de Liam sem nenhuma razão aparente, que m*l notou o agradecimento. O percebeu fechar os olhos por poucos segundos e, mesmo que de forma dolorosa, levou sua mente de volta pra aquele passado remoto dos dois, que para Zayn agora, não parecia ter sido há tanto tempo atrás. FLASHBACK Mas talvez você não entenda Essa coisa de fazer o mundo acreditar Que meu amor não será passageiro Fazia mais de duas semanas que Zayn tentava falar com Liam e simplesmente não conseguia encontrá-lo. O garoto estava fazendo um trabalho quase sobre-humano para conseguir se esconder de Zayn. Saia cedo para a escola — antes de Zayn — e não voltava pra casa a tarde, ficava na escola ou então arrumando qualquer outra atividade, chegava em casa e trancava-se no quarto para fazer lições de casa e recusava-se a abrir a porta todas as vezes que Zayn batia. Num domingo, Liam não teve escapatória. Fora convidado por Trisha para almoçar com a família e não tinha uma boa desculpa pra dizer não. Sua mãe, inclusive, praticamente o obrigou a ir juntar-se aos Malik na casa da piscina, onde receberiam alguns amigos da família. Liam estava num canto perto da cozinha oferecendo-se para ajudar constantemente, como se quisesse se manter ocupado. Zayn conversava com Louis na beira da piscina, ambos haviam arregaçado as barras das calças e molhavam os pés na água limpa. Apesar de não saber sobre o que ou quem falavam, Liam trocou olhares com Zayn diversas vezes em que “flagrou” Malik olhando pra ele, parecendo não prestar muita atenção no que Louis dizia. Alguns minutos depois de ter desistido de se mostrar prestativo por ter ouvido muitas vezes de Trisha que ele era convidado naquele almoço, ele foi para o lado oposto do quintal, perto de uma pequena estufa com orquídeas que Trisha era simplesmente apaixonada. O local era gigantesco e abrigava as mais diferentes espécies da flor, colorações diversas e tamanhos variados. Era gradeada em branco e completamente envidraçada, para facilitar a entrada da luz do sol e manter as plantas saudáveis. Olhava despreocupado entre uma flor e outra, distraído atravessando os corredores do lugar e tocando as pétalas de algumas orquídeas. Só queria manter-se longe de todos, aproveitar aquela solidão e longe de olhos julgadores. No fim do último corredor, parou abruptamente ao ver Zayn parado impedindo que continuasse andando. Ele tinha os olhos fixos, focados nele, era impossível não se deixar prender por aquela boca que fez Liam lembrar do beijo. — Com licença. — Liam desviou o olhar para pedir espaço para passar, mas já sabia que Zayn não iria se mexer dali. — Por favor, me deixe falar com você. — Malik disse num sussurro, implorando. — Eu não quero ouvir, Zayn, não tem nada que você possa dizer que vá mudar o que você fez comigo. — Liam sentiu que era mesmo uma boa hora para conversar, não porque queria ouvir uma explicação de Zayn, mas porque ele era quem queria falar algumas verdades para o outro. — Eu estava falando a verdade, Liam. — Zayn tentou o contato, mas Payne imediatamente se afastou. — Qual parte exatamente é verdade? — O mais alto desafiou. — A parte em que disse estar apaixonado por mim ou a parte em que disse estar fazendo caridade? — Payne percebeu que Zayn corou envergonhado ao ouvir aquilo. — Eu sei que… — Malik respirou fundo, sentia que suas palavras nada valiam para aquele homem à sua frente, e aquilo simplesmente acabava com ele. Aprendera com seu pai desde criança que não importa quanto dinheiro se tem, se não tiver palavra, nada mais terá valor. — Eu estou sofrendo longe de você, Liam, eu te amo tanto… Estou completamente apaixonado por você, eu não consigo pensar em mais ninguém. — Malik tinha um desespero na voz que o fazia falar rápido. — Você significa pra mim muito mais do que pensa… Eu te amo, Liam, eu te amo muito… Por favor, sei que não mereço você, sei que não deveria estar pedindo isso, mas… Fique comigo, por favor, fique comigo... Liam fechou os olhos como se pudesse expulsar aquelas palavras de dentro de sua cabeça, ele não queria ouvir, não queria acreditar. Fez um gesto com a mão pedindo que Zayn se calasse, ele não tinha condições emocionais de ouvir aquelas palavras, porque sentia exatamente a mesma coisa. Sentiu seus olhos lacrimejarem e um filme passando em sua mente, que ia de momentos felizes que os dois tiveram juntos, abraços e toques, olhares e uma amizade cheia de lealdade e cumplicidade. Lembrou-se do beijo, dos lábios de Zayn colados nos seus, suas línguas passeando na boca um do outro, a primeira vez que realmente se sentiu seguro e amado… Payne não se deu conta, mas já estava se deixando ser tocado por Zayn, que colocou as duas mãos no rosto dele, testava com medo de assustá-lo, roçou seu nariz no dele e colou seus quadris, estavam há poucos centímetros de distância. — Me dê outra chance, por favor, me perdoe. — Zayn sussurrava entre outras coisas, implorando deliberadamente pelo perdão do outro, estava sofrendo longe dele, estava sem alternativas. Mas a lembrança além do beijo na festa voltou a atingir Liam. Ele lembrou-se muito bem das palavras de Malik, mas principalmente lembrou-se de como se sentiu. Humilhado, diminuído, confirmando a certeza de que nunca faria parte daquele mundo, nunca seria aceito e, mesmo que amasse Zayn com toda sua alma, ele finalmente tinha conseguido quebrar algo dentro de Liam, que ele sabia que provavelmente precisaria de outra vida para esquecer. — Me deixa em paz, Zayn. — Liam disse com a voz embargada, já deixando as lágrimas correrem por seu rosto, afastando-se de Zayn como se ele fosse inimigo, como se aquela sedução fosse errada e ele tinha medo, muito mais medo do que antes, de cair naquele encanto de Malik e então se decepcionar novamente. Ele deixou o jardim a passos largos e foi a última vez que conversaram. Zayn havia desistido, sabia que Liam jamais esqueceria aquilo. Nem ele se perdoava por aquilo, como poderia esperar que Liam o fizesse? Te amarei de janeiro a janeiro Até o mundo acabar FIM DO FLASHBACK Zayn esvaziou a cabeça quando decidiu parar de pensar naquilo. Não iria adiantar e nem ajudar de nada ficar lembrando do que fez e de como costumava se sentir. Liam estava bem ali, ao seu lado, com os olhos semicerrados, e sabia Deus no que estava pensando. Zayn procurou concentrar-se em outra coisa, em puxar outro assunto, mas Liam, que até então parecia estar quase dormindo, foi quem puxou um assunto o qual Zayn definitivamente não estava esperando. — Você ama o Harry, Zayn? — A voz de Liam mostrava genuína curiosidade. Não porque ele de fato estava insinuando algo, mas teve um estranho interesse em saber como Malik se sentia naquele relacionamento, que parecia mecânico demais para seu gosto. Zayn não respondeu de imediato, o que de certa forma despertou mais a consciência de Liam. Esperava mesmo um “sim” simplório, ou até mesmo um sorriso acompanhado de um olhar sonhador, típico de quando se é perguntado de uma pessoa ama outra e a resposta é óbvia. — Ele é especial na minha vida sim. — Malik respondeu após um longo silêncio. Parecia estar escolhendo as palavras. — Paris ficou menos amarga com ele, ficou mais colorida e aprendi coisas com ele que doutores em arte jamais me ensinariam. — Zayn sorria lembrando dos bons momentos que passou com Harry na capital francesa. — Costumávamos caminhar todas as tardes, procurávamos nunca repetir restaurante e estávamos constantemente experimentando coisas novas… — Malik finalmente agora encontrou os olhos de Liam, que ajeitou-se na espreguiçadeira sentando-se de frente para Zayn, não mais deitado no móvel, mas sentado com as pernas pra fora. — Isso não responde a minha pergunta. — Liam argumentou, franziu o cenho com aquela resposta bonita, porém totalmente vaga, do outro. — O que quer que eu diga, Liam? — Zayn sentiu-se afrontado. Levantou-se de onde estava, de repente, tinha ficado inseguro e confuso. Como se não tivesse pensado naquilo antes e algo lhe atingiu em cheio, tocando numa ferida que ele não sabia que tinha. Se ele amava Harry Styles? Não sabia mais a resposta daquela pergunta. — Eu acho que amo. Quer dizer, o que você definiria por “amar” uma pessoa? Liam riu daquela resposta racional, pensando que Zayn talvez buscasse uma equação matemática para a resposta daquilo. O que era amar alguém, afinal de contas? Quem havia bolado os conceitos e regras que ditavam o que era amar e o que não era? Ele teve medo daquilo por um segundo. — Você o ama ou não? — Liam continuou, imitando o movimento do outro e levantando-se. Ele colocou as mãos nos bolsos do shorts e olhava com curiosidade a leve expressão confusa de Zayn. — Quando você o beija, perde a noção do tempo? Ou talvez fique horas com ele na cama apenas conversando besteiras? Quando vocês seguram as mãos, elas se encaixam perfeitamente? Você tem vontade de estar com ele a toda hora? Quando vê um livro, um quadro ou até mesmo uma peça de roupa, pensa que talvez ele fosse gostar daquilo? — A cada pergunta que Liam fazia, Zayn entrava ainda mais em pânico. — Por que está me dizendo essas coisas, Liam? — Malik perguntou quase que em tom de desafio. — Estou perguntando, não afirmando. — Payne permanecia sério, convicto de que a resposta para sua pergunta já tinha sido respondida há tempos. — Onde ele está agora? Passou o dia inteiro e vocês sequer ficaram juntos… — A resposta de Liam acionou alguma espécie de botão de alerta que fez Malik automaticamente pegar o celular e tentar ligar para o namorado de novo. Payne se afastou para dar privacidade, mas não achou que aquilo seria necessário. .x.1D.x. Styles ria tanto que sua barriga estava doendo. Uma garrafa quase vazia de tequila estava em frente a ele e Louis, que com os olhos quase fechados, olhava Harry rindo como se aquele som e aquela cena fossem a coisa mais linda que ele já havia presenciado em sua vida. — Você está mentindo! — O pintor disparou entre risos. — Duvido que David Beckham deu em cima de você! — Bom, se não quiser, não acredite. — Louis respondeu rindo, com pouca credibilidade. Ambos estavam na sala de jogos do clube, sentados no chão perto de uma janela grande, rodeados de mesas de sinuca e pôquer. — Mas ele tem uma b***a muito gostosa e eu quase cedi. — Cala essa boca! — Harry continuava rindo ainda mais, cada vez mais alto. Tinha certeza que Louis estava mentindo, até porque ele estava mesmo. — Você não precisa contar vantagem pra cima de mim. — Contar vantagem? — Louis respondeu quase ofendido. — Estamos jogando “Verdade ou Desafio”, você qual a celebridade que eu gostaria de ir pra cama. Ambos estavam completamente bêbados. m*l conseguiam ficar em pé em dado momento e apenas sentaram no chão. Os olhos de Styles estavam vermelhos e ele sentia uma euforia fora do comum, ele sabia que ficava excessivamente carinhoso quando bebia, gostava de tocar nas pessoas, abraçá-las e dizer coisas que provavelmente não faria sóbrio. Já Louis, contava com um sono absurdo, uma vulnerabilidade desumana, o tipo de cara que quando bebia, qualquer um poderia tirar vantagem se quisesse. — Sua vez. — Harry disse tomando mais um gole de tequila, que a essa altura já descia feito água. A cada vez que um dos dois fazia uma pergunta, o outro tinha que beber. — Certo. — Louis tentou pensar racionalmente, mas não estava conseguindo raciocinar direito. — Como foi sua primeira vez com um homem? Harry riu novamente e Louis simplesmente estava adorando aquilo tudo. Styles quase deitou no chão, já não conseguia equilibrar-se direito nem ao menos sentado. Ele largou a garrafa perto de Louis e apoiou-se em uma das mãos, ficando quase deitado no chão. — Perguntas clichês, Dr. Tomlinson. — Ele brincou fazendo Louis rir e se aproximar ainda mais dele. Apenas prestando atenção no que Styles dizia. — Bem… Eu tinha dezesseis anos. — Styles começou não tendo certeza sobre sua idade. — Eu já tinha mentido para todos os meus amigos que não era mais virgem e acho que todos acreditavam. — Ele voltou a rir por um momento e Louis sorriu de canto, tinha os olhos petrificados na boca de Styles e, por algum motivo, seu pescoço lhe despertava uma vontade louca de mordê-lo. — Então tinha esse cara mais velho, veterano na escola onde eu estudava… Fizemos algumas peças de teatro juntos e conversamos poucas vezes nos corredores, até que um dia, ficamos ensaiando para a peça de final de ano da escola, e sobramos apenas eu e ele. — É, você tem cara de quem era do Clube de Teatro. — Louis comentou percebendo que Styles parou de rir por um momento apenas para passar a língua pelos lábios, mordendo-os em seguida, como se tivesse vivenciando aquela lembrança novamente. — Eu era e, ao contrário do que pensam, foi o que mais me fez me dar bem. — O sorriso de Harry era diferente dessa vez, cheio de malícia. Ele percebeu Louis respirar fundo e espelhar sua posição, quase deitando no chão. — Nesse dia que ficamos até mais tarde, estávamos ensaiando algo que eu definitivamente não me lembro, e ele me beijou quando houve uma oportunidade. Ficamos nos beijando no palco por um bom tempo, até que ele me puxou para os camarins e escolheu o mais afastado da saída. Ele pediu para que eu tirasse a minha roupa e a dele. Eu estava muito nervoso, mas extremamente e******o… — Styles fechou os olhos por alguns segundos como se pudesse voltar a sentir aquela sensação novamente. — Ele tinha um p*u enorme e estava tão duro, tudo era tão impressionante pra mim, porque eu fingi ser experiente, mas não era. — E o que você fez? — Louis sentia seu próprio corpo começar a responder àquilo tudo. Percebeu os cabelos de Styles começando a suar quando uma gota lhe escorreu pelo pescoço e indo parar em sua camiseta branca. — Ele me pediu pra chupar ele e, talvez um pouco desajeitado, eu fiz. — Styles continuou a história tentando lembrar de cada detalhe. — Ele sentou em uma das cadeiras que usavam para maquiagem de elenco e, no começo, ele me deixava controlar, eu sentia o p*u dele m*l cabendo na minha boca… Até que ele segurou minha cabeça e começou a f***r minha boca, dizendo que queria ver eu me masturbando pra ele… — Harry tinha um tom de voz cheio de malícia mesmo que não estivesse fazendo de propósito. Louis tocou o próprio m****o por cima do shorts percebendo que estava ficando duro só de ouvir aquilo. — E depois? — Louis perguntou num sussurro, como se não quisesse “acordar” Styles daquela espécie de transe. — E então ele levantou, ficou de joelhos na cadeira e me pediu pra comer ele. Dizia estar muito e******o e que queria me sentir dentro dele. — Harry continuou sem perceber direito sequer que tinha parado de falar. — Eu segurei ele pela cintura e enfiei um dos dedos nele… Ele gemeu tão gostoso… Nossa, Lou, ele gemeu muito gostoso. — E lá estava Styles igualmente com seu m****o apertado dentro do jeans. Foi somente naquela hora que ele percebeu que Louis também estava duro e, a partir daquele momento, ele destinou-se a contar a história apenas pelo prazer de ver Tomlinson e******o. — Eu não iria conseguir aguentar muito tempo e eu queria ele gemendo daquele jeito no meu p*u e não nos meus dedos. Puxei ele mais pra perto de mim e, de uma vez, enfiei meu p*u nele e, Lou… Como ele era apertado… Eu conseguia sentir todos os músculos dele fodendo meu p*u, e ele mesmo empurrando o quadril contra o meu… — Ele parou de falar por um segundo apenas para ouvir baixinho um Louis ofegante e com a boca entreaberta. — Eu gozei tão forte dentro dele que até hoje me lembro daquela sensação… Eu m*l conseguia parar em pé, e a sensação foi ainda melhor quando percebi que ele também tinha gozado sobre a cadeira. Provavelmente aquela história contada por Styles não levou mais do que dois minutos para ser completada. Ambos se olharam por vários segundos em silêncio, Louis parecia tomar uma decisão e Styles apenas tinha expectativa no olhar. Louis sentia seu m****o tão duro e pronto que teve que fazer um esforço grande para não se deixar levar pelo momento e comprometer sua dignidade permitindo que sua excitação fosse a responsável pelas decisões que tomava. Queria ir imediatamente pra cima de Harry Styles, tirar sua roupa completamente, chupá-lo bem ali e, assim como o cara da história, implorar para que ele o comesse bem ali, em cima de uma daquelas mesas. Não que Tomlinson lesse mentes, mas a expressão de Styles passava longe daquela comum que ele usava normalmente, tímida e reclusa. Ele estava praticamente deitado no chão, olhando diretamente para o volume nas calças de Louis e passando a língua pelos lábios. O pintor não conseguia deixar de pensar no quanto aquele homem deveria ser absurdamente bom de cama. Aquele cheiro de bebida impregnada nos dois deixava as coisas mais fáceis para que se deixassem levar pela libido e se atracassem bem ali, transando feito dois animais. Nada foi dito, mas muito foi pensado. Styles teve certeza, pelo jeito de Louis olhar pra ele, que ele iria beijá-lo a qualquer momento e ele sabia que não conseguiria se negar. Queria aquela boca mais do que queria respirar. Mas a figura de Zayn Malik acabava de apontar na porta e sua expressão estava longe de ser a mais satisfeita. Com muita dificuldade, Louis levantou-se e ajudou Harry a fazer o mesmo. Ambos m*l conseguiam ficar em pé sem estar apoiados nas mesas. Liam Payne surgiu atrás de Malik e estava um pouco chocado com a cena. — O que é isso? — Malik perguntou olhando diretamente para Louis, que m*l conseguia formular uma resposta. — Estão bebendo? — Seus olhos castanhos miraram a garrafa de tequila no chão que continha, no máximo, dois goles da bebida ainda. — Desculpa, Zayn, perdemos um pouco do controle. — Louis disse rindo apesar da euforia já ter passado e dava lugar à culpa e ao pânico. — Me desculpa, meu amor. — Harry disse esfregando os olhos, tentando esconder a ereção com a camiseta longa. Olhou para Louis e o médico colocou-se estrategicamente atrás de uma das mesas impedindo que sua cintura fosse vista. Zayn não sabia muito bem o que dizer ou como se sentir. Estava profundamente irritado com a cena, com ciúmes e com raiva de Louis, como se a culpa daquilo fosse dele. Trocou olhares de desaprovação com Tomlinson que sentiu-se infinitamente culpado e sequer tinha uma boa resposta pra aquilo. E, mesmo que tivesse, estava bêbado demais para raciocinar. — Liam, poderia por gentileza, levar o Harry para o carro. — Zayn tinha a voz firme, inquisidora e até mesmo Styles teve medo dele. — Claro. — Liam respondeu sentindo o clima extremamente pesado em Zayn e Louis. Payne passou um dos braços de Harry por seu ombro e praticamente o levava de lá carregado. — Zayn, por favor me perdoe, meu amor, eu te amo tanto, não brigue comigo. — Harry dizia enquanto Liam o arrastava para fora. — Vá com Liam, depois nós conversamos. — Zayn disse notando que o namorado tentava se debater e se negar a ir com Payne. — Vai, Harry. — Ele disse mais firme na segunda vez e Styles cedeu. Deixou a pequena sala rumo ao estacionamento com Payne. Malik não sabia exatamente por onde começar, mas não era nenhum tipo de i****a. Conhecia Louis e sabia muito bem como ele ficava quando bebia. Mais ainda, conhecia perfeitamente os olhares de Tomlinson e, a forma pela qual ele estava evitando o contato visual, já dizia mesmo que ele tinha culpa exalando pelo poros junto com a bebida. — Sei que está puto. — Louis começou dizendo, tentando fazer sua voz sair confiante, mas sem muito sucesso. — Conheço você muito bem, Tomlinson. — Malik se aproximou mais dele, falava quase gritando. — Ele é meu namorado. — Eu sei, Zayn, eu sei. E respeito isso. Só começamos a beber e perdemos a noção do quanto e da hora. Me desculpe. — Louis dizia sincero, sentia uma dor de cabeça se formar e uma vontade absurda de vomitar. — Fica longe dele, Louis. — Malik apontou um dos dedos para o rosto de Tomlinson. Estava num modo possessivo que Louis raramente havia visto. — Qual é! Não confia em mim agora? — Louis estava ofendido mesmo sabendo que não tinha direito de estar. — Você sabe que confio em você sim. — Zayn respondeu ainda falando alto. — Mas não confio em você quando bebe, porque a primeira coisa que você faz é tirar a roupa pro primeiro que quiser te comer! — Ei! Olha o respeito! — Louis falou no mesmo tom de voz e Malik percebeu que passou do limite. Zayn afastou-se do outro e percebeu que estava mesmo exagerando. Ele não gostou nada do que viu, pois via Harry como aquela pedra preciosa e intocável que não poderia ser corrompida. Sabia que provavelmente Louis não estava pensando direito e não podia condená-lo tão gravemente por aquilo, afinal, a ressaca de tequila que ele iria sentir no dia seguinte já seria castigo o suficiente. — Desculpe. — Malik disse baixo, passando uma das mãos pelo rosto, tentando se acalmar. — Me ajuda aqui… — Louis pediu, sentindo que precisava ir ao banheiro. — Eu vou vomitar. — Zayn o pegou pela cintura e andou com ele para fora da sala. — Se vomitar nos meus sapatos de golf, eu acabo com a sua vida, Tomlinson. — Nem de longe aquilo era verdade, mas Zayn sabia que quando Louis bebia, o estrago era grande. O médico riu pensando mesmo em fazer pirraça, mas não era hora de provocar o tigre que parecia ter adormecido novamente dentro de Zayn. Os dois andaram até o banheiro mais próximo e Zayn até esqueceu o porque de estar bravo, ali era somente seu velho amigo passando m*l, lembrando a adolescência, que sempre cuidavam um do outro naquelas situações, uma das demonstrações mais convictas de amizade verdadeira.
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