capitulo 61 Continuação

972 Palavras

Parei no meio da sala e respirei fundo, sentindo o sangue ferver nas veias. Aquela ladainha eu já conhecia de cor, mas hoje a minha paciência tinha ficado lá no topo do morro, no quarto 404. Virei para ela com um olhar que fez até o gelo da taça dela tremer. — Chega, Sofia! Já deu dessa tua hipocrisia barata! — disparei, a voz firme, carregada de um ódio que eu guardava há anos no fundo do peito. — Eu não sou a senhora! Eu não sou uma mulher frustrada que vive apenas de aparência vazia e de um casamento de fachada que fede a mofo. Eu tenho vida, eu tenho corpo e eu tenho vontade própria. Se a senhora escolheu se enterrar viva nesse mármore pra manter a pose de santinha da Barra, o problema é seu, amarga a tua vida sozinha. Mas não tenta me transformar no teu reflexo morto, porque eu sou f

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