Capítulo 1

4477 Palavras
Juliana Era apenas mais um dia de trabalho, chegou na agência passou pelos seguranças e comprimentos seus colegas. Chegando em sua sala, logo viu a pilha de casos novos para serem avaliados, novos vingadores e agentes, todos tinham que passar por sua avaliação. A primeira de todas era uma mulher jovem, Wanda, pela descrição era uma feiticeira, tinha perdido os pais e o irmão. Tinha sido uma arma da hidra e usada contra os vingadores, mas tinha se tornado uma forte aliada. TOC TOC, ouviu a porta, logo pedindo para entrar viu a mulher, tinha grandes cabelos castanhos, usava um casaco grande e vermelho escuro, estava de luvas que deixavam seus dedos de fora, de cor preta, assim como suas roupas e unhas, um pouco roídas mostrando sinais de ansiedade. - Entre e sente-se por favor- disse a dra.- sinta-se a vontade. -Prazer dra... Gi..gu...ly...- tentou pronunciar seu nome, fazendo a Dra dar um leve sorriso. - Pode me chamar de Rodrigues se quiser. Você é a Wanda certo? - sim, sim- afirmou a garota um pouco encolhida em seu sofá. - Então Wanda, como você se sente? - Ah... Na maioria das vezes, sozinha. A sessão seguiu seu caminho e Wanda foi encaminhada para uma colega da Dra., já que seu caso não era TEPT. Chamou o próximo paciente, e logo quando viu, já era a hora do almoço. Seguiu para a grande cozinha no apartamento dos Vingadores, onde encontrou o Steve fazendo o bom e velho hambúrguer, eles tinham o costume de almoçar juntos todos os dias, assim botavam o papo em dia. - Está um cheiro ótimo! - disse entrando na cozinha. - É eu sei, eu cozinho muito bem! - disse Steve em um tom convencido - Ih lá vem!- os dois riram e só então Juliana percebeu mais dois homens sentados no sofá vendo tv, não ligou muito pra eles. Estava focada em conversar com o amigo. Depois do almoço, foi para o banheiro enquanto escovava os dentes, se perdeu em seus pensamentos. Olhando no espelho, vendo cada detalhe, seu cabelo amarrado, tingido de azul ( sim ela tinha o cabelo colorido desde adolescente, sempre gostou dele assim), suas sardas, seus olhos com tons levemente diferentes, azul-acinzentado e castanho-acinzentado, olhava suas sardas e lembrava de cada dia de praia onde se queimava e ganhava mais e mais pintas. Logo seu olhar caiu sobre suas tatuagens amostra por conta da camiseta de manga curta branca, onde marcava levemente seu sutiã. Tinha várias tatuagens ao longo do braço, chamando a atenção a uma em especial, Ohana bem em cima de marcas de cortes, ( quando era pequena, sempre assistia os filmes da Disney com sua irmã, ohana era mais que uma referência pra ela, sempre que pensava em cometer suicidio de novo, pensava em sua família e desistia da ideia, tatuou então o ohana de Lilo e Stitch) sorriu enquanto passava a mão sobre a tatuagem, lembrando se sua família e como sentia falta deles. Todos estavam em sua casa lá no Brasil, seus pais moravam na praia, sua mãe era psicologa, seu pai trabalhava numa empresa, e sua irmã era dentista hospitalar; todos mantiam contato constantemente, sempre buscando formas para um visitar o outro. Eram muito unidos, e Juliana sentia falta deles. Saiu do banheiro e voltou ao seu escritório, quando abriu a porta se surpreendeu com o próprio Nick Fury no seu sofá, olhando para o horizonte. - sabe Nick, se precisa de uma consulta precisa marcar horário como todos. - disse sorrindo para ele. - não estou aqui por mim, dra.- disse sorrindo de canto levantando do sofá e parando em frente a janela. - sabe o soldado invernal? Encontramos seu paradeiro, e aparentemente ele recobrou a consciência e agora irá trabalhar conosco. Mas antes de tudo, quero uma avaliação sua sobre o caso. - O soldado invernal? Quer dizer aquele que Steve não para de falar? Aquele que sofreu lavagens cerebrais constantes? - Juliana perguntou já sabendo a resposta- como você acha que minha ajuda pode ajudá-lo? Não sou mágica, não consigo fazer milagres, Nick! - o caso está em sua mesa, por favor, olhe e pense sobre. Precisamos da melhor psicóloga no caso.- disse Nick, seriamente.- espero contar com sua ajuda. Entre em contato comigo assim que souber a resposta- disse Nick saindo da sala. Juliana certamente iria olhar o caso, por respeito ao seu amigo e Nick, mas ela estava extremamente nervosa. Não ficava nervosa com facilidade, ainda mais quando avaliava um paciente. Resolveu pensar nisso após atender todos. Já eram quase 21:00 horas quando terminou com seu último paciente, sempre acabava tarde, já tinha se acostumado a isso. Mas ao invés de ir para casa, pegou o caso do Sargento Barnes e começou a olhar. Folheou até parar em um relatório, onde leu e se chocou com tantos procedimentos de lavagem cerebral passou, quantas vezes foi torturado e forçado a matar. Começou a se interessar pelo caso, ligando para Nick em seguida, nem se deu conta do horário, já se passava das 23, e mesmo assim, Nick a atendeu e concedeu mais informações sobre o caso. Nick ficou feliz pelo interesse da Dra., queria o melhor para seus agentes, e sabia que ela era o melhor. Marcaram uma consulta com Barnes no dia seguinte. Juliana seguiu seu caminho para casa, mas sua mente estava no caso, pensava em qual seria a melhor estratégia para ele. Sabia que tinha problemas em confiar nas pessoas, e no início seria quase impossível fazer ele se abrir, mas todos esses pensamentos sobre o caso a deixavam ainda mais ansiosa para conhecê-lo. No dia seguinte. Acordou com o som de seu alarme, sabia que não tinha dormido quase nada. Mesmo assim se levantou colocando uma música, ligou o chuveiro e entrou com a água ainda fria, aquilo iria acorda-la. Tomou seu café, regou algumas das muitas plantas que tinha, e seguiu seu caminho para o trabalho. Tinha resolvido que iria dar tempo ao Barnes, sabia que seria difícil ele se abrir, então irá no tempo dele. Chegando em sua sala, pode ver que sua agenda estava com uns horários livres, por conta de uma missão importante, muitos de seus pacientes não puderam ir, por isso estava com o dia quase vago. Tinha apenas dois horários um deles era Barnes, não tinha recebido nenhum comunicado do Nick ou se sua secretária sobre ele, então confirmou com seu outro paciente e perguntou se podia ir mais cedo, e, claro que o paciente concordou. Atendeu ele sem problemas, era mais um caso simples. Após seu paciente sair da sala, sua secretária a ligou dizendo que Barnes já estava a sua espera, uma hora mais cedo do que marcado, como não tinha mais nenhum paciente, deixou que entrasse. Sargento Barnes Barnes bateu na porta e entrou, quieto, olhando ao redor, passando seus olhos por cada detalhe da sala, parando em uma mulher, vestida com um jaleco branco, cabelos presos, mas conseguia reparar que tinha uma cor diferente, azul? Achou estranho uma médica, com cabelo colorido, mas não disse nada, passou a descer o olhar, parando em seus olhos, que tinham uma cor levemente diferente, um era um azul-acinzentado e o outro um castanho estranho, prestou mais atenção olhando seus óculos, não pareciam ter lentes grossas nem nada, eram delicados, apenas um arame preto, desceu para suas bochechas onde notou várias pintas, achou incrivelmente fofo, mas claro, aquela informação não sairia de sua boca nunca, desceu para seus lábios, levemente coloridos por um batom rosa, quase da mesma cor que seus lábios, eram pequenos mas carnudos com um formato de coração. Desceu e reparou em seu pescoço havia um colar com uma pedra roxa, desceu mais e parou em suas roupas, delicadas, sua blusa branca, de tecido leve que marcava seus s***s grandes perfeitamente, desceu os olhos até a cintura da mulher, reparou que ela não era magra, era meio gorda, cheia da curvas, Barnes não deixou de reparar em seu quadril largo, provavelmente tinha uma bela b***a, logo expulsou esse pensamento impróprio da mente, a Dra. usava uma calça preta, social, e um tênis preto, que parecia ser extremamente confortável. - com licença - Barnes disse entrando na sala, sentando no sofá. Na frente a Dra. estava sentada com um bloco de notas. - fique a vontade sargento - disse a Dra abrindo um sorriso. - Meu nome é Juliana, mas pode me chamar pelo sobrenome Rodrigues ou como preferir. - Juliana? Esse nome não é daqui. - disse Barnes, falando seu nome com um sotaque fofo.- meu nome é James, mas pode me chamar como preferir. - Eu não sou daqui, James, sou do Brasil. Trabalho aqui a alguns anos. - disse Juliana.- então, para a nossa primeira sessão, não precisamos nos aprofundar, podemos apenas nos conhecer ou como você preferir. - se estiver tudo bem, gostaria de fazer algumas perguntas. - disse Barnes tirando uma folha do bolso. - sem problemas, James. - Juliana notou que um leve arrepio percorreu a espinha de Barnes quando disse seu nome.- que tal um jogo? Você faz uma pergunta e eu respondo, depois eu faço uma pergunta e você responde. Que tal? - justo. - Barnes disse - eu começo.- Por que psicóloga? - minha mãe é psicóloga, me apaixonei pela profissão de ajudar as pessoas de dentro pra fora.- disse Juliana calmamente - minha vez, Por que acha que está aqui?- Barnes apenas deu de ombros, parecia não querer responder, soltou o ar criando coragem. - tenho medo que ele volte, então pedi ao Nick um acompanhamento com alguém de confiança dele.- Juliana não escondeu o sorriso quando James falou que Nick confiava nela, pra ele isso era o melhor dos elogios.- sabe quem eu sou? - sim sei quem você é. - falou mantendo o tom calmo. Não perguntou nada. - está com medo de mim? - James a perguntou olhando fixamente em seus olhos.- devia ter medo. - não, não tenho medo, e nem vou ter. Você não é uma pessoa r**m, James. Apenas sofreu nas mãos das pessoas erradas. - disse não recuando o olhar de James. - eu sou uma arma! Eu matei mulheres! Sou o assassino mais perigoso que existiu!- afirmou James, quase gritando. Mas pra surpresa dele, a Dra não recuou nem um pouco. - você disse que é uma arma certo? Vamos imaginar a seguinte situação ok? Eu vou matar alguém, pego minha arma e puxo o gatilho. Quem matou? Eu matei ou a arma em minha mão? Eu puxei o gatilho, logo eu matei. Se ninguém puxar o gatilho, a arma deixa de ser uma arma, um objeto perigoso, passa a ser apenas um objeto. Armas não matam James, as pessoas por trás do gatilho sim. Você mesmo disse, você foi uma arma, foi usado. Não tem culpa por ter matado, não tem culpa de nada. Você foi usado. Você não é perigoso, a HYDRA é. Você não me dá medo. E nunca vai me dar. Sei de sua história sargento, sei o quando sofreu nas mãos daquelas pessoas, o quanto foi torturado. Mas isso foi antes, agora você está aqui. Seguro, pronto pra salvar o mundo. Você pode nunca mais ser aquele James, o de antes da guerra, mas você pode ser uma versão melhor. Melhor de todas! E é pra isso que eu estou aqui, vou te ajudar nesse caminho. Não vai ser fácil, não vamos seguir uma linha reta. Vamos igual uma montanha russa, subindo e descendo. E está tudo bem! - Juliana parou de falar, olhou para o sargento que não piscava. A postura ainda era de defesa, mas havia abaixado um pouco a guarda. Era um passo. - belo discurso. Funciona todas as vezes? - questionou ironicamente a Dra. - funciona a maioria das vezes sargento.- respondeu com um sorriso. - me chama só de James. - sem problemas James. Nosso horário acabou, mas eu tenho horários livres hoje, deseja continuar ou quer parar e esperar semana que vem? - podemos continuar. É minha vez de perguntar.- disse James encostando calmamente no sofá.- Por que veio pro EUA? - Queria conhecer outros lugares, outras pessoas.- respondeu Juliana. - e você? De tantos lugares que podia escolher ficar, por que ficar aqui? Ganhou o perdão do mundo, mas preferiu ficar em sua cidade natal. Por que? - gosto daqui, aqui é meu lar. Steve está aqui.- James disse.- ele fala muito de você... são namorados? - Não...- Juliana riu fraco, um pouco constrangida com a pergunta íntima de James. - somos apenas amigos, bons amigos. Assim como vocês. Ele foi meu primeiro amigo daqui dos EUA. Como está a relação de vocês? Quer me contar a história dessa amizade? - nos conhecemos ainda crianças, ele sempre se metia em encrenca, sempre defendendo os outros, e eu sempre tinha que acabar com a briga dele. Ele não era muito forte sabe? Mas tinha grande espírito! - James disse com um olhar de nostalgia, sorrindo, como se lembrasse dos velhos tempos. - sempre foi assim, Steve sempre defendia os outros, e eu sempre do lado dele. Quando nos tornamos adolescentes nada mudou, claro havia algumas garotas envolvidas, mas Steve sempre foi o mesmo. Me diz, ele ainda continua r**m com as mulheres? - perguntou rindo, mas não deu tempo para a resposta. - quando eu fui para a guerra, foi totalmente ao contrário, Steve me salvou. E continua salvando até hoje. Sou grato a ele. Ele me convenceu que isso poderia ajudar. - é uma bela história James, eu agradeço por compartilha-la comigo. Sei que é difícil falar do passado pra vocês. Você mencionou as garotas. Você também tinha alguém especial? - perguntou a Dra. - não, nunca quis me apegar a alguém, sempre fui do tipo mulherengo. O que era difícil naquela época, por que sexo era uma coisa de casamento, então tínhamos que ser criativos, para nos satisfazer. - James sorria enquanto contava os diversos jeitos de se satisfazer e satisfazer as mulheres com quem ficava, deixando a Dra. um pouco incomodada sobre o assunto, afinal era virgem. Nunca teve a intenção de f********o, nunca sentiu prazer pensando nisso, mas algo no James a fazia sentir um calo interno que só crescia. Não sabia o que era, mas resolveu ignorar, afinal era um paciente. - está tudo bem Dra? - Barnes reparou o quanto desconfortável estava. Juliana apenas acenou com a cabeça e fez um gesto para que continuasse. Juliana A sessão foi longa, durou certa de quatro horas, como a Dra. estava livre não se incomodou em estender o horário. Barnes parou pois James recebeu um chamado urgente de Steve, e teve que sair. Ela apenas concordou, e pediu para que voltasse na outra semana. Mas ele pediu para que voltasse ainda essa semana, mostrando um empenho em melhorar. O que é claro que a Dra. concordou. Depois de algumas horas fazendo os relatórios necessários para que James continuasse a terapia, algo não saia da mente dela. Resolveu ignorar e apenas fazer seu trabalho. Voltou pra casa com as falas de James em sua cabeça, resolveu tomar um banho para acalmar, mas acabou que foi totalmente o oposto. Durante o banho, lembrou das falas de James, de como ele fazia para as mulheres se contorcer de prazer. Sem perceber, suas mãos começaram a massagear seus s***s, enquanto uma descia lentamente até encontrar sua v***a, latejando de prazer, começou a se tocar, não fazia ideia do que estava acontecendo, só conseguia pensar nas mãos de James, nos fortes e grossos dedos, imaginando aquela boca encostando na sua pele, começou a sentir um prazer que nunca sentiu, seus dedos passavam pelo seu ponto sensível, intercalando entre as penetrações e massagens, logo percebeu que não conseguia conter seus gemidos, a água batendo em seu pescoço escorrendo pelos s***s apenas intensificaram seu prazer, sentiu suas pernas bambas, começou a tremer e por fim sentiu um calor em seu ventre, sua v***a latejou e deixou que o prazer dominasse seu corpo, aos poucos ela foi descendo encostada na parede, até sentir o chão gelado em suas nádegas desnudas. Abriu os olhos e por um instante viu James a observando, mas logo que piscou não estava mais lá. Não sabia o que tinha feito, apenas que era bom. E não conseguia tirar isso da cabeça. Ligou pra Natasha, pediu para que fosse encontrar ela em casa. E claro que Natasha aceitou. Passou apenas alguns minutos, pois a torre da SHIELD era perto de seu apartamento, quase na mesma rua, e todos os vingadores moravam lá, então não demorou muito para a campainha tocar. - Natahsha eu preciso muito falar com voc- abriu a porta dando de cara com Natasha, Steve e claro, Bucky. - OI GENTE! - trocou a intonação da voz- Natasha, Steve e James- o nome de James saiu como um gemido e ela rapidamente tossiu, para disfarçar. Não adiantou, pois ficou vermelha do mesmo jeito. - entra gente! - espero que não se importe, trouxe convidados! - Natahsha disse entrando na apartamento da amiga. -oi Rodrigues - disse Rogers passando por Juliana. -olá Rogers! - disse respondendo o capitão, atrás dele vinha James. - olá doutora. - disse parecendo estar lhe seduzindo, logo ficou vermelha e teve que disfarçar. - por favor, doutora só quando eu estou de jaleco! Entre por favor e fique a vontade. Natasha pode me ajudar a pegar as bebidas? - olhou pra Natasha quase implorando para ir. -claro! - Nat a seguiu pra cozinha. - POR QUE NÃO ME FALOU QUE IA TRAZER ELES?! - sussurrou quase gritando pra Nat enquanto abria a geladeira. - eu não achei que ia ser um problema, quer dizer, Steve está sempre aqui! - disse como se fosse nada. - O ROGERS EU SEI! O PROBLEMA É O OUTRO ALI! - disse no mesmo tom que antes. - eu sou a psicóloga dele e pode ser estranho ele me ver apenas de pijama! - Ah relaxa! O Bucky não liga pra isso! - Nat disse saindo da cozinha com as bebidas na mão. - vocês querem comer alguma coisa? Tenho uns salgadinhos aqui- disse Juliana gritando da cozinha - acho que é melhor pedir uma pizza não?- disse Steve. - como quiserem! Rogers você sabe onde está o telefone e o cardápio.- gritou de novo. Juliana estava se escondendo na cozinha, estava envergonhada pelo que fez mais cedo, por mais que ninguém tenha visto, ela não conseguia conter o sorriso sem graça quando James a olhava. Tomou coragem e saiu da cozinha, indo em direção a sala, olhando para os amigos, Steve estava perto da janela falando ao telefone enquanto Nat olhava para a tv procurando alguma coisa, estava sentada no sofá com as pernas esticadas na mesa de centro, quase tocando suas botas no vazo que tinha na mesa, James estava de pé olhando o apartamento. Juliana chegou dando um tapa nas pernas de Nat para conseguir passar, assim que conseguiu sentou-se ao lado de Nat roubando um gole de sua bebida. Sargento Barnes Quando Steve e Nat o chamaram pra sair, não fazia ideia para onde iriam, colocou a roupa mais causal possível, uma blusa de manga comprida azul, uma jaqueta por cima, uma calça preta e uma bota marrom escura. Quando chegou no local, não podia deixar de ficar constrangido, estava na casa de sua psicóloga. Era realmente muito estranho. Ainda mais quando ele a viu, seu coração deu um pequeno pulo, olhou para sua roupa, e constatou que ela não esperava por ele, ou pelo Steve apenas pela Nat. Estava de pijama, uma camiseta bem soltinha que deixava seu ombro de fora, revelando um pouco de suas tatuagens, além de mostrar que estava sem sutiã. A blusa azul era marcada pelos s***s fartos da moça. O pequeno shorts que usava, quase não escondendo nada de sua b***a mostrava claramente que estava sem calcinha, pois não via nenhuma marca. Tentou não pensar nisso, já não bastava ter contato toda a sua vida para ela, agora estava vendo ela quase sem nenhuma roupa. Percebeu o quanto a encarava e pensou que foi esse motivo que ela foi se esconder na cozinha. Quando voltou sentou ao lado de nat, com as pernas na lateral do sofá e seu corpo um pouco em cima de Nat, que parecia nada desconfortável com aquilo, obviamente as duas era bem próximas. Resolveu sentar no sofá ao lado, ainda olhando para ela, sem perceber é claro. Quando começou a ver os sinais de excitação levantou e foi observar a janela. Ouviu o interfone e a voz de Juliana, dizendo que já vão descer. Antes que pudesse fazer qualquer movimento, Nat e Steve já passaram pela porta. Ficaram só os dois. Ele sentia que ela não estava confortável com ele, mas preferiu não dizer nada. - vou arrumar a mesa, me ajuda? - Juliana cortou o devaneio de James. - cl...claro! - James a respondeu - consegue pegar aqueles pratos? Rogers pois lá em cima de propósito! - disse Juliana quanto pegava os copos no armário de baixo.- ele diz que sou baixinha, mas eu tenho 1,75 pelo amor! Eu sou mais alta que ele antes do soro! - pra mim você é baixinha sim!- disse James brincado com a altura dela. - HAHAHA! Isso por que vocês dois são duas portas! -portas?! - James perguntou confuso. - sim, portas! Sabe, altos e fortes! - disse meio constrangida. - Ah sim... - sorriu enquanto entregava os pratos para ela. - olha desculpa se te deixei desconfortável hoje. Acho que acabei falando muito, o que nunca aconteceu, e depois apareci aqui... Te deixando obviamente desconfortável... Então desculpe... - ah não se preocupe James! Pensa que sou duas pessoas diferentes, a Dra. existe apenas quando eu visto o jaleco e amarro o cabelo, a Juliana é o resto! E não se preocupe em "falar demais" sei o quanto é difícil conversar com alguém que você não conhece... Me sinto lisonjeada que você se sentiu confortável comigo... Espero fazer você se sentir o mesmo. - essa frase saiu com um sentido s****l que não era pra ter. - obrigado. Sabe...- quando James ia terminar sua frase, a pronta se abriu, Steve e Natasha tinham chegando. Juliana correu pra ajudar eles, mas meio que não precisava, já que um é o super soldado e a outra é uma espiã russa. Mas mesmo assim foi. A noite seguiu com risadas e mais risadas, James ficou a noite toda quieto, apenas reparando no sorriso lindo que Juliana tinha, e como sua risada era deliciosa. De vez em quando, Juliana olhava para ele sorrindo, deixando ela um pouco constrangida com a troca de olhares. Mas isso não pareceu errado nenhum momento. Após a janta os amigos estavam "ajudando" com a louça, com ajudando, quero dizer fazendo uma bagunça na cozinha da amiga, que não pareceu se importar nem um pouco. Mas quando deu exatos 21:00 ela saiu da cozinha pedindo licença, assim que chegou na sala seu telefone tocou, ela atendeu e começou a andar para o quarto, James não entendeu o que ela estava falando. Achou que era espanhol ou algo do tipo. - é a família dela. - Steve disse, cortando meu pensamento. Provavelmente viu que eu fiquei olhando ela enquanto saia da cozinha.- eles sempre ligam esse horário, os pais e a irmã. Pra ele são 23:00 então estão indo dormir, ligam pra dizer boa noite. - eles são muito unidos- completou Nat - é parece que eles tem uma relação linda. - disse lembrando se suas irmãs e mãe. - e antes que você pergunte a ela, eles falam português e não espanhol, acredite, ela fica bem brava quando falam que brasileiros falam espanhol! - disse Steve. - vai por mim! - sim! Da última vez que esse aí fez um comentário errado sobre o Brasil, ela ficou uma fera! - disse Nat. Apenas sorriu, imaginado a cena dela batendo no Steve, uma " porta" apanhando de uma baixinha! Essa cena pareceu muito engraçada! Todos os olhares voltaram a ela quando voltou do quarto, com olhos vermelhos e inchados, sentiu seu peito apertar e tudo que queria era abraçar ela. Queria entender como que ela fazia pra deixar ele caidinho por ela em apenas um dia de conversa. Não entendia como isso pode acontecer. Perdido em seu pensamento viu Nat e Steve correm pra abraça-la, ela não retribuiu o abraço, na verdade ela pareceu um pouco desconfortável. - tá gente, já entendi, você me amam, agora por favor me soltem! - disse num tom de brincadeira mas como se fosse sério. - ah desculpa xu, -( assim que Nat a chamava, já que não conseguia pronunciar seu nome, acabou ficando esse apelido) - gente esquece que você não gosta, é automático! - sorriu enquanto soltava ela. - está tudo bem, não é que não goste, apenas não sou fã! - respondeu a Nat. Steve apenas olhava elas, veio em minha direção e parou ao meu lado. - sabe ela não gosta de toque. Nat me disse que isso pode ser algum trauma, ou sei lá. Estranho né? Ela é psicóloga mas tem traumas! - disse steve baixo o suficiente para apenas eu ouvir. - não é estranho, Steve, apenas mostra que ela é como qualquer um de nós! - respondeu ao amigo - hum... Verdade, não tinha pensado por esse lado! E como foi as coisas hoje? - foi bem! Consegui me abrir com ela, o que é estranho, por que m*l a conheço! - não é estranho bucky, ela tem esse poder, ela diz que puxou da mãe dela! Diz que as pessoas a contam a vida toda no elevador! Quando eu a vi pela primeira vez, também de abri com ela. Ela é boa! - com toda a certeza é! -olhei pra ele quanto respondia - gostou dela? Vai continuar a terapia? - sim, vou ver no que vai dar. Aquela noite foi acabando e quando deu 00:00 voltamos pra casa, quer dizer, torre. Entrei no quarto e fui tomar um banho. A imagem dela não saia da minha mente. Comecei a lembrar de tudo que me disse na sessão, de como ela ficou desconfortável quando eu falei sobre sexo. Será que falei alguma coisa errada? Espero que não. Gostei dela. Quero ver ela de novo. Saí do chuveiro e deitei na cama, esperando sonhar com HYDRA ou com as mortes que cometi. Mas pela primeira vez em anos, eu tive um sonho bom! Sonhei com ela, estávamos conversando e namorando. É estranho eu me senti aliviado por ter sonhado com essa estupidez? Sei que não podemos ter nada. Mas meu corpo quer muito sentir o dela, tocar, beijar, lamber, chupar. É como se eu estivesse com sede e ela fosse uma jarra gigante de água, só me esperando.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR