Capítulo 2

2816 Palavras
Juliana Após tomar um banho frio, foi direto pra cama. Deitou e esperou o sono chegar, demorou, mas ela nem percebeu quando dormiu. Teve um sonho que ela nunca tinha tido antes. Sonhou com o James. Sonhou com as mãos dele a tocando. Com a sua boca contra a sua pele. O toque suave mas preciso dele. Acordou com seus próprios gemidos, estava suada e sem roupa. Não sabia o que tinha acontecido, mas as sensações do sonho pareceram tão reais, passou a mão pelo seu rosto molhado do seu suor, decidiu que era melhor levantar e tomar um banho. Só então reparou nas horas, eram quatro da madrugada, sabia que não voltaria a dormir, mandou uma mensagem pra Nat esperando que a ajudasse a entender o que estava acontecendo com seu corpo. Levantou e foi ao banheiro, se olhou no espelho e percebeu que seus s***s tinham marcas de suas mãos, estavam vermelhos e sensíveis. Reparou em seu corpo, ela não tinha nada contra si, a achava uma pessoa bonita e gostava de ser como era, nunca teve nenhum problema em aceitar suas curvas, amava ser assim. Entrou debaixo do chuveiro, a água passando pelos seus s***s, suas costas e sua b***a, ela ignorava o fato de que naquele mesmo chuveiro teve seu orgasmo pensando em James. Sabia que não podia se sentir assim, ele é seu paciente, é errado. As únicas palavras que rodavam em sua mente eram essas. É errado. Muito errado. Quando saiu do chuveiro seu celular piscava, era uma mensagem da Nat perguntando o que tinha acontecido e por que estava acordada essa hora, ela apenas respondeu que teve um sonho estranho e não ia voltar a dormir. Nat a chamou pra torre, pra tomarem café juntas, claro que Juliana aceitou. Pegou uma lingerie simples, preta com renda. Gostava de se vestir sensualmente, apesar de ninguém ver, ela se vestia pra si mesma. Colocou uma blusa de tecido leve, cinza, de manga comprida junto com uma calça preta que ia até sua cintura, marcando suas curvas perfeitamente. E seu tão amado tênis preto. Arrumou seu cabelo, deixou ele natural, que era um ondulado onde algumas mexas faziam um cacho. Fez a maquiagem de sempre, um delineador preto estilo gatinho, com um rímel e um pouco de iluminador. Passou sua manteiga de cacau nos lábios e seguiu para a "casa" de seus amigos. Apesar de ter chegado muito mais cedo do que o comum, os seguranças a deixaram passar. Passou em sua sala deixando seus bolsa e jaleco, seguiu para os apartamentos onde tocou a campainha e logo a porta foi aberta. - olá, quem a senhorita é? - perguntou o homem n***o, alto e forte, com um sorriso maravilhoso nos lábios - ah oi, não acho que nos conhecemos mesmo, meu nome é Juliana, mas pode me chamar como quiser. E você seria o Sam Wilson né? O grande falcão? - disse Juliana, vendo o homem corar. - isso mesmo! Entra por favor! Aí galera eu já gostei dela ein! - disse Sam gritando pros outros na cozinha. - a Nat está na cozinha junto com o Steve, estamos vendo tv, quer se juntar a nós? - não obrigada, na verdade eu vim aqui ver a Nat mesmo... Vocês sempre acordam cedo assim? Quer dizer, não são nem seis da manhã ainda... - ah é que tivemos uma missão e acabamos de chagar! Sabe onde fica a cozinha? - sei sim! Obrigada Falcão! - é sério gente eu gostei dela! Chagando na cozinha se separou com Steve fazendo as panquecas e Nat comendo uvas sentada no balcão. - então já massageou o ego do Sam? - disse Natasha ironicamente -HAHAHA! Olha ele parece ser legal! E você sabe que eu gosto de conhecer novos vingadores! - sim, sim! Quer uma uva? - Não ela não quer, se ela comer isso aí ela não come minhas panquecas! - disse Steve. - então, vai nos contar por que está aqui tão cedo? - ah... Nada de mais, apenas não consegui voltar a dormir depois do meu sonho. Antes que me perguntei, não foi um pesadelo ou nada assim, e sim eu estou bem. - disse sentando do lado de nat. - então quer que a gente acredite que você mandou uma mensagem as quatro e meia da madrugada, por conta de um sonho bom? Aham sei. - disse Nat olhando nos olhos de Juliana. - olha pior que sim! ... Mas eu posso falar com você? Em particular? -claro! Vamos! As duas saíram da cozinha e quando Steve dizia que o café já ia ficar pronto, e seguiram em direção a grande varanda que dava uma bela vista da cidade. - então... Estamos só nós aqui... Quer me falar que tipo de sonho foi esse? - foi um sonho erótico.- disse como se fosse nada, enquanto Nat a olhava com uma cara impagável - COMO ASSIM?! COM QUEM??? AAAA COM O STEVE???? - Nat perguntou desesperadamente, afinal era a primeira vez que a amiga falava alguma coisa assim. Chegou até a pensar que era assexual. - não, não foi com o Steve. É por isso que eu tô aqui... Você sabe que eu sou virgem e nunca tive interesse em fazer isso com ninguém, mas.... Aconteceu alguma coisa comigo e não sei o que pensar. - e com quem foi?! - isso realmente importa?? - MAS É CLARO! - OKAY! mas fala baixo! E eu preciso que você jure pra mim que não vai contar e nem fazer nenhuma gracinha! - Nat fez um sinal dizendo que sua boca era um túmulo- okay...aham... Foi... Foi com o James... - James? Quem é... AI MEU DEUS O BUCKY?! -SHIIIU!!! Você prometeu que não iria julgar ou contar então fala baixo! - aí meu deus! Quer dizer, olha é totalmente normal ok? Não começa a surtar nem nada! Ele é um homem bonito e tudo mais, não é como se fosse uma grande coisa. - Nat falou tentando esconder seu entusiasmo. - ah pode ser pra você! Mas você sabe que eu não me sinto assim, queria um conselho de como fazer essas sensações irem embora! Sabe é estranho eu pensar nele debaixo do chuveiro ou dormindo! - humm debaixo do chuveiro também é? - disse com um sorriso, e a amiga a olhou seria.- olha, se eu fosse você, não daria importância pra isso. Foram só sonhos... fantasia, nada de mais. Não é como se você fosse pular no colo dele naquele sofá!- seus olhos se arregalaram a assim que ouviu a última frase. - como é que é?! Ele tá aqui???? - é claro né! Ele mora aqui, junto comigo, Steve, Clint, Wanda... Sabe... Todos os vingadores... Já que ele é um... Achei que você era mais inteligente que isso! - Nat falou brincando com a amiga. - ah para! Eu só não tinha me ligado nisso! Quer dizer, eu fico vermelha só de ver ele! Pensei até em desmarcar a consulta e empurrar ele pra outro Dr... - não! Não faz isso! Ele disse que você foi a primeira pessoa que ele se abriu! Pelo menos um pouco! Não faça isso! Além do mais, ontem acho que foi o único dia que ele não gritou durante a noite... Não pode fazer isso! - ah... Você tem razão! Não vou abandonar um paciente. - meninas! O café tá na mesa!!! - Steve gritou de dentro do apartamento. Seguimos para a mesa onde todos os vingadores estavam, assim que entrou na sala, comprimentou todos, eles já sabiam que era ela, afinal, o Steve e Nat não deixavam de chamar ela pra nada. - olha só! Minha brasileirinha!!! Quanto tempo! Está me devendo uma partida de poker! - disse Tony apontando pra ela - quer perder mais dinheiro Tony? - disse desafiando ele enquanto se sentava ao lado de Nat. Reparou que James não parava de olhar ela, decidiu ignorar, afinal ela era uma estranha na casa dele. Viu pela visão periférica Sam batendo no braço dele e dizendo pra acordar pra vida, sorriu sem que ninguém percebesse. - nossa Steve! Essas panquecas estão fenomenais!!! - disse querendo se distrair daqueles olhos azuis penetrantes. - ah eu sei! -steve disse num tom convencido. - agora estragou! - disse zuando o amigo - então brasileirinha, como vão as coisas? Faz tempo que você não sai com a gente ein...- disse Tony chamando a sua atenção - ah Tony, você sabe, meu trabalho vem antes de tudo! Disse levando a xícara de café pra boca - ah qual é! Você tem que dar um tempo! Sabe sair, namorar, transar...-disse Tony Juliana engasgou com o café, enquanto a Nat e Steve tentavam falhamente desengasgar a amiga. - meu deus Tony! - disse Clint- quer matar a menina logo cedo?! Aqui querida toma água...- disse estendendo um copo pra Juliana, que agradeceu. - Tony! Você sabe muito bem o que eu acho de namoros! - disse você tentando se recuperar. - a eu sei! " Namoros são uma distração desnecessária, blah blah blah" - disse Tony afinado a sua voz, para imitar a Juliana. - EPA! EU NAO FALO ASSIM! - disse Juliana num tom de ofensa- Mas sim, a frase infelizmente, está certa! O café passou com mais brincadeiras de Tony e provocações de Sam para James. Já era por volta das oito quando decidiu que era melhor sair para sua sala e adiantar um pouco seu trabalho. Afinal seria um dia cheio. Atendeu seus primeiros pacientes quando um desmarcou e ficou com um horário livre, decidiu ir arrumar os casos de sua mesa, quando sua secretária disse que um amigo estava esperando na recepção, achou que era o Steve então pediu pra entrar. A porta bateu enquanto ela ainda estava de costas para sua mesa, sem pensar duas vezes, pediu pra entrar. - a que devo a honra de sua visita ste... aah oi James! Desculpa eu achei que era o Steve! Entre, sente- se, fica a vontade. Ele entrou ainda quieto, sentou no sofá apenas olhando-a. - então James, aconteceu alguma coisa? Quer me dizer por que está aqui quatro horas mais cedo que a nossa sessão? -... - não quer me falar? Tudo bem, não é obrigado a falar nada pra mim, apenas achei estranho você ter chegado tão cedo... -... - tudo bem... - ficaram em silêncio, um olhando o outro por uns trinta minutos. - eu não tive um pesadelo. - disse James, perdido em seus próprios pensamentos. - isso é bom certo? - pela primeira vez em anos, eu tive um sonho bom. - falou como se estivesse incomodado. - e por que isso te incomodou? Afinal, você te um sonho bom. Não está feliz? - por que você não namora? - James a perguntou mundando de assunto repentinamente. - ah, bom, eu nunca me apaixonei por ninguém... Nunca tive o interesse. - respondeu num tom calmo, mas surpresa com a pergunta. - ... - não quer me falar sobre o sonho, James? - ... - tudo bem... Quer me falar sobre seus pesadelos então? - não. - tudo bem... Sabe James, eu sei que é difícil confiar em mim, uma pessoa totalmente desconhecida pra você, mas quero que você saiba que caso precise conversar comigo, não importa o horário, esse é meu número de celular. - entregou um cartão pra ele. - por favor me ligue, não importa o horário, se é sábado ou domingo, se precisa conversar, me ligue sem pensar duas vezes, okay? - ... - James pegou o cartão da mão da Juliana, olhando para o papel.- obrigado. - não me agradeça, esse é meu trabalho James, agora, eu peço que se retire pois meu paciente chegou e está aguardando na sala ao lado, mas agradeço a sua visita, tenha um bom dia James. - igualmente, Dra. - disse James num tom sensual que fez com que todos os pelo de Juliana se arrepiarem. Sargento Barnes Depois daquela "conversa" com a Juliana, não me saída da cabeça o fato dela nunca ter namorado. Uma mulher maravilhosa como ela. Impossível. Estava totalmente preso em seus pensamentos olhando o cartão com o telefone de Juliana. Quando Sam senta do seu lado. - olha só! Conseguiu o número de alguém... -disse pegando o papel da mão de Bucky. - essa não é aquela mulher lindona que veio tomar café com a gente? Como você conseguiu o número dela?? - me devolve Wilson! - disse pegando o papel violentamente da mão de Sam. -... e não é da sua conta! - olha só! Parece que alguém está caidinho pela doutora!!!! - Sam disse gritando. - cala a boca Wilson! - quem está caidinho pela doutora? - disse Natasha entrando na sala. - O BUCKY! - Sam gritou. - não estou não!!! Cala a boca Wilson!!! - Bucky retrucou. - uhum... Sei... - disse Natasha pegando o papel da mão de Bucky. - olha só!... Ela te deu o número de emergência dela! Será que era sabe que você nem tem um celular? - disse Natasha enquanto olhava pra o papel, com um sorriso em seu rosto. - eu vou comprar um hoje ok?! Agora me devolve Natasha! - disse Bucky num tom irritado pegando o papel da mão de Natasha e saindo da sala. - e ainda diz que não está afim dela...- disse Sam provocando Bucky que respondeu com um dedo do meio. Bucky entrou no elevador e seguiu rumo as grandes lojas da rua, onde pegou seu primeiro telefone com a ajuda do vendedor. Chegou na torre e se trancou no quando, pegando sua agenda e passando seus contatos para o novo telefone. Agradeceu pelo celular ser fácil de mexer. Nunca se deu bem com as tecnologias. Logo que adicionou o número da Juliana pensou em ligar ou mandar uma mensagem. Mas lembrou que era só para emergências, então tirou a ideia da cabeça, começou a mexer no seu celular baixando aplicativos e tudo mais. Usar o touch era difícil, por que o celular não reconhecia sua mão de metal, mas foi se adaptando a usar uma mão só. Passou o dia e chegou a noite, tomou seu banho e deitou, esperando que seria uma noite calma. Mas teve os piores pesadelos que possa imaginar. Acordou suado e com o coração na boca, sem pensar duas vezes pegou o celular e ligou para a Juliana, já que ela disse que era pra ligar. - alô?- disse uma voz sonolenta, só então percebeu que eram três da madrugada, fechou seus olhos se condenando por dar trabalho a mulher. - quem fala? - perguntou sonolenta. - oi Dra... É o James... Desculpa não queria te acordar... Boa noite - disse James meio tímido, e culpado, por ter acordado a Juliana. - oi James, não se preocupe com isso, dei meu número pra você pra isso mesmo!... Então, o que aconteceu? - eu tive um pesadelo horrível... - e você quer me falar sobre isso? - não... - não queria falar que ela estava em seu pesadelo, sonhou que dormia ao lado dela e o soldado voltava e a matava sufocada enquanto o verdadeiro James só podia olhar, vendo a luz de seus olhos se apagando lentamente...- eu só queria ouvir sua voz... Isso me acalma... - sem problemas James... sabe que estou a sua disposição... Quer me dizer mais alguma coisa? - disse Juliana tentando disfarçar a voz de vergonha por James dizer que a sua voz o acalmava. - não... Só fica comigo até eu voltar a dormir? - James perguntou envergonhado - claro James...- falou calmamente. A noite se seguiu assim, ela falando no ouvido de James e ele apenas escutando, as vezes ela nem falava mas a sua respiração significava que ainda está na linha, em algum momento os dois dormiram e esqueceram de desligar. Dormiram ouvindo a respiração um do outro e foi o melhor sono que já tiveram. James já havia acordado, mas não teve coragem de desligar, ficou ouvindo a respiração lenta e calma da Juliana. Quando ouviu um barulho bem alto, achou que foi o despertador dela, mas só teve certeza quando ouviu um resmungo. - bom dia boneca...- disse James sem pesar duas vezes. - bom dia sargento- Juliana respondeu sorridente, escondendo a vergonha. -então... Como dormiu? - muito bem... Obrigado... - James não precisa me agradecer em nada. Estou aqui pra isso. E fico feliz que se sentiu bem comigo o suficiente pra me ligar. Espero poder repetir isso. - Juliana falou, mas se arrependeu de ter dito a última frase, não era nada profissional estar caidinha pelo seu paciente. - eu também espero...- disse James sorrindo com uma voz rouca que arrepiou todos os pelos de Juliana.- te vejo mais tarde, boneca. - te vejo mais tarde, sargento. - Juliana respondeu no mesmo tom sensual que James usou. Sorrindo igual uma boba.
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