Marcos e Blake se acomodaram no lado oposto as garotas. Suzane vez ou outra jogava um pouco de charme para Blake enquanto todos na mesa mantinham um assunto formal.
— Suzie é uma ótima dançaria. Estou certa de que terão muitas oportunidades para que ela o mostre um pouco de seu talento, vossa graça. - Disse Andrea animada.
Suzane abaixou o olhar e deu um sorriso tímido, ela seguia firmemente cada passo do decoro que fora ensinado por sua mãe.
— Estou certo de que será encantador. - Blake respondeu levando a última colher de comida a boca.
Ele era o último e assim que terminara de comer todos se colocaram de pé.
— Agora que tal um pouco de música para encerramos esta noite magnífica? .- O barão falou animado.
Os olhos de Marcos brilharam e ele agradeceu internamente quando o amigo aceitou, veria anjos tocarem.
O trio de irmãs foi na frente. Suzane deu o braço para Lydia e Cecília ficou logo atrás, cabisbaixa. Blake não pode deixar de reparar e começou a se sentir intrigado sobre o porquê daquela diferença toda ...
As meninas ajeitaram-se em seus respectivos instrumentos. Suzane sentou-se graciosamente no piando, era uma magnífica pianista. Lydia sentou-se em uma pequena poltrona e tomou a flauta, enquanto Cecília se encarregou da arpa.
Parecia um verdadeiro anjo, pensou Marcos com um sorriso deslumbrado nos lábios.
Achara a prometida de seu amigo espetacular, mas a mais nova tinha uma beleza indescritível, uma beleza que não podia ser discutida. Era exótica e encantadora. Era esplêndida.
As três começaram a tocar com esplendor e era como se cada nota emitida os tocasse a alma, Blake m*l conseguia respirar. O barão analisava as filhas com orgulho, enquanto Andrea franzia o cenho para Cecília, como sempre costumava fazer. Ela dizia que o instrumento era chamativo demais e que a filha não devia querer jamais ser o centro das atenções, o fato de o duque estar presente a deixou ainda mais encabulada. Andrea observou como os olhos de ambos os cavalheiros estavam presos na pequena feiticeira.
— Excelente. - Falou enquanto se levantava e batia palmas. — Uma magnífica performance meninas. - Ele se virou para Blake e Marcos. — Lamento, mas está na hora de minhas filhas irem dormir, como bem sabem, elas tem aula de música bem cedo e precisam estar descansadas.
Marcos balançou a cabeça tentando voltar a realidade.
— Oh sra. Sheffield, entendemos perfeitamente.
— Almejamos pelo próximo momento que poderemos ouvir um som tão agradável. - Disse Blake colocando-se de pé.
O barão limitou-se a encarar a esposa com desaprovação. Andrea abriu um sorriso doce para ele que o fez desviar o olhar.
Após os devidos cumprimentos os dois rapazes subiram aos seus respectivos aposentos.
— O que foi isso? .- Perguntou o barão em um sussurro. — Elas não terão aula amanhã e eles saberão, se passará por mentiras.
Andrea se soltou do aperto de seu marido.
— A professora faltará, oras. O Duque deve sentir curiosidade e interesse em conhecer nossa filha, antes de de fato fazê-lo.
O Barão bufou.
Deu um último beijo nas três filhas e subiu, deixando Andrea com as garotas.
— Teremos aula de música amanhã? .- Perguntou Lydia.
Suzane a cutucou com o braço.
— Não seja tola. - Sussurrou para a irmã.
Lydia abaixou a cabeça, encarando os pés. Cecília permanecia alguns passos atrás e em momento algum levantava a cabeça para encarar a mãe.
Andrea deu de ombros sem dizer mais nada, tinha suas dúvidas, mas por enquanto as guardaria para si.
As três começaram a caminhar até seus aposentos que eram um do lado do outro.
— Viram só como meu noivo é maravilhoso? .- Perguntou dando pulinhos.
— Quase noivo. - Corrigiu Lydia. Cecília abafou uma risada.
— E de que está rindo? Pelo menos tenho um noivo. - Disse Suzane com desdém. — Ninguém a quererá, é uma estranha e de toda forma, eu não estava falando com você.
Ela puxou o braço de Lydia e a enfiou dentro de seu quarto. Cecília ficou de fora mais uma vez, como sempre costumava ser.
Ela bufou.
— Maldita. - Maldisse baixinho. Nunca fora uma pobre dama indefesa e maldizia muito mais do que permitia o decoro. — Por mim que vá ao inferno e deixe para trás o sir. Riverdale. - Continuou falando sozinha enquanto caminhava até seu quarto. — Uma maldita mesquinha. - Disse girando a maçaneta.