Cap. 5 - Feito anjo

742 Palavras
Marcos e Blake se acomodaram no lado oposto as garotas. Suzane vez ou outra jogava um pouco de charme para Blake enquanto todos na mesa mantinham um assunto formal. — Suzie é uma ótima dançaria. Estou certa de que terão muitas oportunidades para que ela o mostre um pouco de seu talento, vossa graça. - Disse Andrea animada. Suzane abaixou o olhar e deu um sorriso tímido, ela seguia firmemente cada passo do decoro que fora ensinado por sua mãe. — Estou certo de que será encantador. - Blake respondeu levando a última colher de comida a boca. Ele era o último e assim que terminara de comer todos se colocaram de pé. — Agora que tal um pouco de música para encerramos esta noite magnífica? .- O barão falou animado. Os olhos de Marcos brilharam e ele agradeceu internamente quando o amigo aceitou, veria anjos tocarem. O trio de irmãs foi na frente. Suzane deu o braço para Lydia e Cecília ficou logo atrás, cabisbaixa. Blake não pode deixar de reparar e começou a se sentir intrigado sobre o porquê daquela diferença toda ... As meninas ajeitaram-se em seus respectivos instrumentos. Suzane sentou-se graciosamente no piando, era uma magnífica pianista. Lydia sentou-se em uma pequena poltrona e tomou a flauta, enquanto Cecília se encarregou da arpa. Parecia um verdadeiro anjo, pensou Marcos com um sorriso deslumbrado nos lábios. Achara a prometida de seu amigo espetacular, mas a mais nova tinha uma beleza indescritível, uma beleza que não podia ser discutida. Era exótica e encantadora. Era esplêndida. As três começaram a tocar com esplendor e era como se cada nota emitida os tocasse a alma, Blake m*l conseguia respirar. O barão analisava as filhas com orgulho, enquanto Andrea franzia o cenho para Cecília, como sempre costumava fazer. Ela dizia que o instrumento era chamativo demais e que a filha não devia querer jamais ser o centro das atenções, o fato de o duque estar presente a deixou ainda mais encabulada. Andrea observou como os olhos de ambos os cavalheiros estavam presos na pequena feiticeira. — Excelente. - Falou enquanto se levantava e batia palmas. — Uma magnífica performance meninas. - Ele se virou para Blake e Marcos. — Lamento, mas está na hora de minhas filhas irem dormir, como bem sabem, elas tem aula de música bem cedo e precisam estar descansadas. Marcos balançou a cabeça tentando voltar a realidade. — Oh sra. Sheffield, entendemos perfeitamente. — Almejamos pelo próximo momento que poderemos ouvir um som tão agradável. - Disse Blake colocando-se de pé. O barão limitou-se a encarar a esposa com desaprovação. Andrea abriu um sorriso doce para ele que o fez desviar o olhar. Após os devidos cumprimentos os dois rapazes subiram aos seus respectivos aposentos. — O que foi isso? .- Perguntou o barão em um sussurro. — Elas não terão aula amanhã e eles saberão, se passará por mentiras. Andrea se soltou do aperto de seu marido. — A professora faltará, oras. O Duque deve sentir curiosidade e interesse em conhecer nossa filha, antes de de fato fazê-lo. O Barão bufou. Deu um último beijo nas três filhas e subiu, deixando Andrea com as garotas. — Teremos aula de música amanhã? .- Perguntou Lydia. Suzane a cutucou com o braço. — Não seja tola. - Sussurrou para a irmã. Lydia abaixou a cabeça, encarando os pés. Cecília permanecia alguns passos atrás e em momento algum levantava a cabeça para encarar a mãe. Andrea deu de ombros sem dizer mais nada, tinha suas dúvidas, mas por enquanto as guardaria para si. As três começaram a caminhar até seus aposentos que eram um do lado do outro. — Viram só como meu noivo é maravilhoso? .- Perguntou dando pulinhos. — Quase noivo. - Corrigiu Lydia. Cecília abafou uma risada. — E de que está rindo? Pelo menos tenho um noivo. - Disse Suzane com desdém. — Ninguém a quererá, é uma estranha e de toda forma, eu não estava falando com você. Ela puxou o braço de Lydia e a enfiou dentro de seu quarto. Cecília ficou de fora mais uma vez, como sempre costumava ser. Ela bufou. — Maldita. - Maldisse baixinho. Nunca fora uma pobre dama indefesa e maldizia muito mais do que permitia o decoro. — Por mim que vá ao inferno e deixe para trás o sir. Riverdale. - Continuou falando sozinha enquanto caminhava até seu quarto. — Uma maldita mesquinha. - Disse girando a maçaneta.
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