bc

Além da Amizade: Amor e Desejos

book_age18+
0
SEGUIR
1K
LER
HE
amigos para amantes
heroína poderosa
doce
fxf
alegre
cidade
like
intro-logo
Sinopse

Joice Vianna e Eliza Martinez nunca imaginaram que uma amizade marcada por encontros inusitados e provocações se transformaria em algo maior. Entre risadas, ciúmes e silêncios cheios de significado, nasce um desejo impossível de ignorar. Mas quando o amor finalmente encontra nome, elas precisam enfrentar rivais insistentes, medos escondidos e descobertas que podem mudar tudo. Uma história intensa e apaixonante sobre amizade, coragem e a beleza de se entregar ao inesperado.

chap-preview
Pré-visualização gratuita
O Início de Tudo
Olá, eu sou Joice Vianna, tenho 21 anos e sou estudante de Arquitetura. Estou no segundo ano da faculdade, que faço junto com minha melhor amiga, Eliza Martinez — uma pessoa incrível, que ilumina meus dias. Nós nos conhecemos de um jeito bem inusitado, mas, antes de contar essa história, deixa eu me descrever um pouco. Sou loira, tenho 1,70 m de altura e olhos verdes claros. Eliza insiste que eles mudam de tom dependendo do meu humor — mas, sinceramente? Nunca reparei nisso. Meus cabelos são curtos e desfiados, e tenho dois piercings: um no nariz e outro que... bom, prefiro não comentar kkk. Ah, e minhas tatuagens! No braço direito, uma rosa vermelha vibrante; no esquerdo, um pequeno gatinho laranja, que representa muito para mim. Modéstia à parte? Me considero uma baita de uma gostosa. Ah, antes que eu esqueça: sou bissexual. Mas, ultimamente, estou ficando apenas com mulheres. Agora… deixa eu te contar como eu conheci a Eliza Martinez. Então, foi assim: eu tinha 16 anos e fazia uma semana que estudava na escola nova. Fui expulsa da minha antiga escola por ter ficado com uma menina no banheiro — já tinha aprontado outras coisinhas também, kkk. A diretora não teve escolha e acabou me expulsando. Nessa nova escola só tinha patricinhas e playboys, tudo um bando de metidos. Como tinha gente chata, meu Deus! Foi na segunda semana nessa nova escola que eu conheci a Liz. Acabei, literalmente, esbarrando nela. Pensa numa criatura brava: era a Liz! Vocês acham que ela ficou brava porque eu esbarrei nela? Que nada! Ela ficou furiosa porque eu chamei ela de “baixinha”. Fui me desculpar por ter esbarrado nela e, na hora, acabei chamando de “baixinha” sem nem pensar — eu nem sabia o nome dela ainda! Só saiu um: “foi m*l aí, baixinha”. Ela ficou furiosa! Os cabelos ruivos dela contrastavam com o humor — parecia que iam pegar fogo de tão brava que ficou. Quando eu pedi pra ela se acalmar, dizendo que não tinha sido nada demais, cometi outro erro: chamei ela de “Acalma aí, baixinha ruiva”. Aí, sim, foi que eu me lasquei de vez. Não deu nem tempo de eu sair correndo quando ela acertou um soco em cheio. Quando achei que tinha acabado, ela apontou o dedo na minha cara e avisou que, se eu a chamasse de “baixinha” de novo, ia ser pior. Fiquei parada, com o dedo dela ainda apontado na minha cara, pensando: “Caramba, essa garota não tá de brincadeira.” Por um segundo, quase achei que tinha exagerado demais. Mas aí, bem, no fundo, comecei a achar que talvez aquela baixinha ruiva tivesse algo especial. Só não sabia ainda que ia acabar virando minha melhor amiga. Aí, de repente, o diretor apareceu furioso e nos mandou direto para a detenção. E, para piorar, me mandou ir na enfermaria pegar um saco de gelo pra eu colocar na cara. Então nos colocaram em uma sala, só nós duas, sentadas em carteiras separadas, com um silêncio que dava pra cortar com faca. Eu com um saco de gelo na bochecha, e ela me lançando aquele olhar de “se falar mais uma besteira, te arrebento de novo”. Juro que tentei ficar quieta… por uns cinco minutos. Mas do nada comecei a rir. De tudo aquilo. Da situação, do gelo na minha cara, da cara emburrada dela. Ela me bateu por eu ter chamado ela de baixinha e não por ter esbarrado nela. Que coisa doida! Era oficial: eu tinha acabado de conhecer a pessoa mais maluca e autêntica daquela escola. E, de algum jeito estranho, eu sabia que aquilo era só o começo. Ela me olhou. Com aquela expressão séria, sobrancelha arqueada, como se estivesse tentando decidir se ria junto comigo ou se me dava outro soco. — Você é doida, sabia? — ela soltou, finalmente quebrando o silêncio. E aí foi a minha vez de rir ainda mais. — Já me disseram isso algumas vezes... — respondi, dando de ombros com o gelo ainda na cara. — Foi m*l aí pelo jeito que te chamei, não foi por m*l, juro. — Não sei seu nome, então chamei pela primeira coisa que veio na minha cabeça. Ela me encarou por um instante, e um sorriso de canto apareceu no rosto dela. — Tudo bem, e foi m*l aí também por ter te dado um tapa. — Eu pensei que você tava me zoando, sabe? Mas, pensando bem, nunca tinha visto você por aqui antes. Ela deu uma risadinha, mais leve agora, e eu senti que o gelo começava a derreter — não só o da minha cara. — Perai, foi um soco, não um tapa, tá? — eu disse, sorrindo. — Você não me viu antes porque essa é só minha segunda semana aqui. Ela deu uma risadinha, e eu percebi que aquele clima pesado tava começando a ir embora. — Segunda semana e só te vi hoje... estranho. — Ela me olhou com a testa franzida. — Aliás, meu nome é Eliza Martinez. Ela estendeu a mão, ainda meio na defensiva. Eu segurei com um sorriso no canto da boca. — Joice Vianna, prazer. Abaixinha brava com soco potente. — Última vez que você me chama assim, tá avisada — ela disse, mas com um leve sorriso. — Relaxa! É que eu tava ocupada observando as patricinhas daqui, sabe? — dei de ombros. — Por isso que você não me viu antes. Quase nem andei pela escola... só olhando o ambiente. Ela riu pela primeira vez, de verdade. — Então você é daquelas que observa antes de agir, né? — Só às vezes. Outras, eu esbarro em ruivas bravas e tomo um soco. Ela semicerrou os olhos e apontou o dedo de novo, dessa vez com um meio sorriso nos lábios. — Não me provoca, criatura... se não te acerto outro soco, hein. — Ih, já tô até com medo — provoquei, colocando a mão no peito, fingindo drama. — Você é perigosa mesmo, Eliza Martinez. Ela riu, e dessa vez foi mais solto. O gelo entre a gente começava a derreter, junto com o da minha bochecha, ainda dolorida. — Você é perigosa mesmo, Eliza Martinez. — E você é muito cara de p*u, Joice Vianna. — ela rebateu, mas agora com um sorriso sincero no rosto. Ficamos em silêncio por uns segundos, só ouvindo o tique-taque do relógio da sala. Aquele tipo de silêncio que não incomoda, sabe? Que até parece confortável. — E aí... — ela começou, olhando de lado pra mim — foi verdade o que ouvi sobre você? — Depende. O que você ouviu? — perguntei com um sorrisinho de canto. — Que foi expulsa da escola anterior por... você sabe... uma menina no banheiro. Revirei os olhos e dei uma risada baixa. — Nossa, já espalharam isso aqui? m*l comecei e já virei lenda urbana. — Então é verdade? — ela arqueou uma sobrancelha ruiva, curiosa. — Mais ou menos. A história é mais longa do que esse boato bobo... mas sim, teve uma menina. E sim, no banheiro. — dei de ombros, sem vergonha. Eliza não pareceu chocada. Só soltou um leve "ah" e balançou a cabeça. — Você é intensa, hein. — Você também não fica atrás, ruiva. Ela me lançou aquele olhar ameaçador de novo, mas logo os dois sorrisos se encontraram. E foi ali, naquela sala de detenção, com gelo na minha cara e ironia no ar, que começou a coisa mais improvável e bonita da minha vida: a nossa amizade.

editor-pick
Dreame-Escolha do editor

bc

Casamento Arranjado (Omegaverse)

read
5.4K
bc

A Marrenta e a Dona do Morro

read
31.5K
bc

Redescobrindo eu e você

read
1.8K
bc

Golden Boy

read
1.3K
bc

Bad Luck

read
1K
bc

Apenas Amigos

read
6.6K
bc

Meu Coração é Arco-Íris

read
1K

Digitalize para baixar o aplicativo

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook