Pré-visualização gratuita Capítulo 01
Aviso Importente!!!
ANTES DE TUDO QUERO AGRADECER AS MINHAS QUERIDAS LEITORAS, QUE AGUARDARAM ANSIOSAS POR MAIS ESSA OBRA. JÚNIOR ME DEU TRABALHO, EU SENTIA QUE ELE NÃO QUERIA A HISTÓRIA E ACABAVA POR APAGAR. (ELE TEM OPINIÃO FORTE. RISOS NERVOSOS)
TODO O TRATAMENTO AQUI DESCRITO É FICTÍCIO, ASSIM COMO OS LOCAIS E LINGUAGENS EMPREGADOS.
NESSE LIVRO IRÁ ENCONTRAR PALAVRAS DE BAIXO ESCALÃO, CENAS DE SEXO EXPLÍCITO, MORTE, E NECESSÁRIO PARA O LIVRO, ESTUPRO, ESSE ÚLTIMO NÃO MANTEREI TANTOS DETALHES.
A CIDADE É REAL, SENDO ALTERADOS NOMES DE RUAS E ESTABELECIMENTOS.
HAVE´RA ERROS? SIM. IREI REVISAR, MAS OS MEUS OLHOS CEGUETAS SEMPRE DEIXAM PASSAR ALGUM.
ESPERO QUE GOSTEM. EU ESTOU AMANDO DAR UMA VIDA Á ELES.
PLÁGIO É CRIME!!! (NUNCA É IMPOSSÍVEL ESCREVER UM ROMANCE)
BORA LÁ QUE EU ESTOU CHEIA DE SAUDADES DE CRIAR.....
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CAPITULO 01
Júnior parou o carro na vaga exclusiva, juntou a bolsa, carteira e celular. Fazia horas que havia desembarcado em Marília, as poucas coisas ainda estavam em caixas, e a mãe, Dona Flor não aguentava mais a correria de mudar-se constantemente.
Pelo menos ela havia gostado do clima quente, dizia que os nervos debilitados doíam ainda mais no clima frio.
— Bom dia. - Passou pela recepcionista alta e morena.
— Bom dia, Doutor.
Chamou o elevador, e quando esse se abriu, a mesma funcionária lhe encarou, com um sorriso no rosto.
— Quanto tempo, Doutor.
— Bastante, Maria. - Ele enfiou as mãos nos bolsos. — Estou até com uns fios brancos.
— Ah Doutor, cabelo branco em rico é charme. - Ela deu de ombros, a mulher não sorria para mais ninguém.
O elevador parou no décimo andar, era como voltar ao tempo em que o melhor amigo entrou ali sentenciado a morte, e a agonia de olhar para a cadeira onde Ingrid sentou o fez engolir em seco.
Júnior encarou a placa com seu nome, Doutor José Carlos Alcântara. Passou os dedos na plaquinha de ferro, orgulhoso por todo o caminho que traçou até ali. Ao entrar, o cheiro da limpeza o rodeou.
— Doutor?
Ele virou-se rapidamente para ver uma moça morena, era carrancuda também, usava o famoso terninho feminino.
— Você é a?
— Nadine, sua nova secretária. - Ela o encarou friamente.
— Ah sim, ótimo.
Nadine era intimidadora, baixinha e carrancuda. Não era feia, longe disso, mas também não sorria. O que o levou a procurar as mãos dela.
— Sou noiva, Doutor. - Ela manteve o olhar nele. — Caso em um ano.
— Meus parabéns então. Bom, eu acho que vou começar a me organizar aqui, tenho algumas visitas a fazer pelo projeto.
— Estarei a postos. Com licença.
Que mulher amargurada. Pensou ele enquanto sentava-se na poltrona.
Júnior buscou o celular e digitou, colocou no ouvido e esperou ser atendido.
— Fala boneca.
— Oi princesa, acabei de chegar no hospital. - Júnior esticou as pernas em baixo da mesa. — E adivinha? Alguém me contratou um carrasco.
— Queria o quê? Uma dançarina? Júnior você tem que ir a caça cara, daqui a pouco a Maria Helena arruma um namorado e você aí.
— Primeiro de tudo. - Júnior encarou o céu limpo para fora da janela. - Maria é uma bebê do padrinho, e sabe que caso aconteça, eu posso limitar o garoto, ou garota. Depois, eu não sou velho, ainda não.
Fernando riu do outro lado da linha. Era um alívio para Júnior ouvir essa risada e saber que tudo se resolveu, e que o amigo era feliz.
— Aproveita o clima do interior, bota essa b***a branca para bronzear. - Fernando aguardou o amigo parar de rir. — Lembre-se que foi aí que encontrei minha esposa. Minha eterna namorada.
Luiza. José Carlos sentiu um aperto no peito. Porque tinha de ter aquele sentimento por ela? Engoliu em seco sentindo a empolgação acabar.
— Nando, vou cuidar da minha vida. Sei que está fazendo das unhas, pinta de rosa dessa vez.
— Com toda a certeza, minha manicure já escolheu um bem chamativo.
Ele encerrou a ligação, pensativo nas palavras do amigo. Não era um velho ainda, mas também não tinha mais tempo para se dar ao luxo de sofrer ou iniciar tudo o zero de novo.
— f**a-se. Preciso de uma mulher, depois vejo se darei chance ao amor.
(***)
— Benjamin, tem dez anos.
— Eu posso responder por mim, mãe. - O menino pálido endireitou a cabeça. — Me chamo Benjamin, e faz uma semana que completei dez anos.
Junior viu muito de Fernando no menino, até mesmo as covinhas nas bochechas manchadas.
— Ben, tem um jogo no meu celular, e não sei como passar o nível, pode ver se consegue? - Júnior procurou em seu aparelho e o entregou ao garoto. — Enquanto isso, vou pegar um suco para nós, aqui é muito quente. A sua mãe pode ir comigo?
O menino deu de ombros, a concentração estava totalmente no jogo.
Júnior afastou-se do quarto, parou em uma recepção pequena, totalmente infantil e estendeu a mão para a senhora se sentar.
— Ana Cláudia, acho que tem noção da situação do seu filho.
O sorriso da mulher morreu ali. Ana Cláudia era forte na frente do filho, os olhos com poças negras em baixo denunciavam o cansaço físico e mental dela. A mulher respirou fundo, os olhos inundados de lágrimas por cair.
— Eu sei, Doutor. - Abaixou a cabeça. — Meu menininho está muito m*l.
— E o pai dele? Ainda não tive a oportunidade de vê-lo.
— Meu marido não aceita a situação dele, prefere vir pouco e volta para casa. Mas eu sei que no fundo está pior que eu.
— Olha, pela situação do Benjamin, vamos iniciar os tratamentos paliativos, infelizmente ele está em estágio terminal, os rins estão apresentando falência, o tumor no estômago está crescendo bastante e fora encontrada metástase nos pulmões. Eu lamento muito Ana, queria lhe dar outra notícia.
— Quanto tempo? - Quando ela levantou os olhos, Júnior precisou colocar em prática tudo o que aprendeu com os anos em sua profissão.
— Impossível te dizer Ana, mas podem ser meses, semanas ou até mesmo anos. Dê tempo a ele, faça o que ele deseja, construa memórias.
Ana Claudia voltou a se encolher, em pouco tempo os ombros se sacudiam pelo choro dela. E isso destruía qualquer homem grande. Júnior se levantou, afagou o ombro da mulher e voltou ao quarto.
— Cadê a minha mãe? - Ben olhou pela a******a da porta.
— Está vindo amigão. Conseguiu?
— Consegui, isso é jogo de bebê. - O menino devolveu o celular á ele.
— Obrigado Ben, agora vou visitar outros quartos.
Ele brincou um pouco com a mão do menino, apertando naquelas saudações de menino. O deixou no quarto e ia encostar a porta quando Ben o chamou:
— Doutor?
— Sim? - Júnior o olhou por cima do ombro.
— Não conta para a minha mãe, mas eu sonhei que estava partindo.
Júnior deixou o quarto dele com um sentimento estranho de perda. Sentindo-se impotente rumou para o outro lado daquele andar recheado de histórias tristes.
Parou frente a porta meio aberta, bateu e entrou.
A menina devia ter seus quinze anos, ainda não estava careca de todo, mas o cabelo ralo denunciava a progressão dos tratamentos.
— Marion Nascimento Gonzales? - Ele entrou no quarto.
A menina desligou a tela do celular e o encarou, os olhos esverdeados brilharam.
— Eu sou o Doutor José Carlos, tudo bem? - Estendeu a mão e quando ela o aceitou a levou aos lábios. — Onde está seu responsável?
A menina emudeceu, estava pensando em uma desculpa quando olhou além dele.
— Ali. - Apontou.
José Carlos virou o rosto e viu passar pela porta uma mulher jovem, era como a menina, com os mesmos cabelos, só que fartos e longos, olhos esverdeados e boca pequena.
— Lillian, esse é o Doutor José Carlos. Tenha educação e se apresente a ele.
— Me desculpa Doutor, eu precisei sair às pressas, - Ela estendeu a mão para ele. — Sou a irmã mais velha da Marion. Lillian.