─ Agradeço por nos receber em sua casa, Ana. - Júnior sentou-se no sofá pequeno e gasto pelo uso, encarou a mulher, muito mais abatida e apagada. ─ Sei que não é a melhor pergunta, mas como estão indo? Ana sentou em uma cadeira na pequena sala integrada com a cozinha, encarou os pés e engoliu a vontade de chorar pela milésima vez naquela manhã. ─ Vazia. - Respondeu ao médico. ─ Tem um buraco em mim, que sangra todos os dias. As vezes escuto meu menino me chamar, e por um segundo esqueço que ele já não vive aqui. Aí volto a chorar. Marcelo que observava a pequena e bem limpa casa, deslizou os olhos para a mulher a sua frente. O desespero dela fazia o corpo dele doer de uma forma inexplicável. Júnior juntou as mãos na frente do corpo, apoiou os cotovelos nos joelhos. ─ Murilo tem ido a e

