Marion sentou no sofá, passou as mãos magras pela caixa, desatou o nó da fita larga na cor azul. Todos na sala mantiveram silêncio. ─ Antes, leia isso. - Otávio esticou a mão com um bilhete. Marion aceitou, ressabiada abriu o pequeno envelope e firmou as mãos trêmulas na frente do rosto. “Querida Mari, dizem que amor cura, e eu provei dele uma vez. Assim como você tive meus fios enfraquecidos e tirados de mim, e um anjo me deu um pedaço dele. Aproveite esse gesto de amor verdadeiro de quem te amou de verdade desde o início. Com Carinho, Nanda.” ─ A garota da peruca da Luiza? - Marion indagou. ─ Me deu a peruca dela? ─ Abre a caixa, papagaia.- Lillian disse, estava nervosa por ver a irmã aceitar ou se chatear com ela. Marion deixou o laço de lado, tirou a tampa da caixa e se demorou

