Era sexta-feira. Lillian encarava o roupeiro com a mesma dúvida de quando precisou enterrar a mãe. Não tinha roupas para aquilo, e também não tem roupas para um jantar. Depois do susto, Marion lhe explicou de forma leve que não suportava ver o cabelo caindo cada vez mais, e era até melhor assim, podia usar os turbantes ou lenços que estavam na moda. Marcelo dormiu na casa com elas, e no dia seguinte se foi. A semana passou voando, Mari estudava em casa, Lillian trabalhou durante todas as noites até a próxima sexta, dia de sua folga. E só então contou para a irmã sobre o jantar. — Li, - Mari entrou no quarto. — Falta menos de uma hora para ele chegar. — Eu sei. - Lillian sentiu a inquietação crescer. — Acho que vou de calça.. — Espera aí? Vai sair com um homem daqueles, pra usar calç

