Doze

1117 Palavras
Jacob Cedo me levanto e vou para Northlanke. Sigo direto para o escritório por volta das duas horas da tarde sinto fome, vejo que meu almoço está no forno e ainda está quente. Como feito um urso quando sai da hibernarem. Termino de almoçar, bebo um suco de laranja geladinho e vou dar uma volta pela fazenda, resolvo ir caminhando até o lago. Vou me aproximando e ouço vozes, fico tentando reconhecer, mas tá impossível, vou me esgueirando até chegar perto de uma pedra grande onde me escondo e fico observando até que vejo Sam dá um mergulho e aquele homem mergulhar atrás dela, ambos gargalhando feito dois adolescentes. Saio de trás da pedra e caminho em direção aos dois como estão distraídos leva alguns minutos para notar minha presença Sam dá um grito assustado assim que me vê e seu companheiro continua nadando com os olhos grudados em mim. — O que você está fazendo aqui, Jacob? Está me seguindo? Sam grita esteticamente jogando água em minha direção — Até onde eu sei eu estou na minha propriedade e vou para onde eu bem entender. — Ponho a mão no bolso da frente em minha bermuda de linho branca para disfarçar meu nervosismo e fico observando o desenrolar da cena. Aquele homem continua a nadar como se estivesse em sua casa e sem pudor nenhum, Sam fica me encarando e eu a ela. — Porque você não vem! a água está maravilhosa! não vai se arrepender! — O homem me convida com um sorriso que me irrita. Ele se aproxima de Sam e abraça ela por trás, passo as mãos no cabelo com tanta força que nem sei como eles não caíram e a fúria só aumenta, não consigo me controlar e acabo pulando na água com roupa e tudo. Nado até onde eles estão, puxo a Sam para longe dele e parto pra cima, mas ele só sabe gargalhar aumentando ainda mais minha ira. Sam vem pra cima de mim me socando e defendendo ele, gritando para eu largar esse homem que agora sei que se chama Antônio. — Lagar o Antônio! Seu ogro! e******o! Babaca! Antônio conseguiu se soltar de mim e nada para o fundo e em seguida para fora d'água. Seguro Sam não a deixando sair. - Onde você pensa que vai? O que esse covarde é seu? Amante? E seus pais não ligam de você levar homens para dormir com você em casa? — Olho para Sam que está até bufando de raiva, fica tentando soltar do meu agarre, como ela é bem menor que eu não consigo. Estou distraído segurando a Sam pela cintura quando sinto mãos fortes me segurando pelo ombro. — O que pensa que está fazendo? —Eu que pergunto o que você está fazendo? Que espécie de homem é você? Nesse momento a ficha cai e minha consciência volta e eu vejo a besteira que estou fazendo! Solto a Sam morto de vergonha olho para Antônio que me olha como se quisesse me matar e eu não tiro a razão dele. Nesse momento me afasto. — Desculpe-me por ter agido como um animal não sei o que passou por minha cabeça nunca agir com tamanho descontrole. — Abaixo a cabeça dou um mergulho e saio do outro lado da margem do lago sem olhar pra trás, sigo por um caminho que me leva direto para o casarão. Como hoje é domingo sei que não tem ninguém em casa, chego e subo direto para meu quarto, dispo toda a roupa que está toda molhada e vou tomar um banho frio, deixo a água cair sobre mim enquanto reflito no que acabo de fazer. Como pude questioná-la e ofendê-la daquele jeito? Só posso tá ficando louco, não tem outra explicação! Mesmo se o Antônio for de fato seu amante, eu não posso agir como se ela fosse minha. Saio dos meus devaneios quando ouço meu celular tocar, saio do banheiro enrolado numa toalha a procura do aparelho que volta a tocar em cima da cama. Sento na minha poltrona de couro confortável antes de atender. — Oi mãe! Já está com saudades? — pergunto com deboche. — Que bom que ligou, preciso muito conversar com a senhora. — Estou sim com muitas saudades! Você é meu único filho! O que você tem para falar comigo? Tenho que me preocupar? — Andei fazendo umas besteiras! — Conto com detalhes tudo que fiz e falei! Ouço um suspiro de desgosto da minha mãe que demora um pouco a responder, fico apreensivo até que ela diz em tom um tanto alterado! — Filho, como pôde agir feito um i****a? Pelo o que me contou vocês estão se conhecendo como amigos, não tem porque esses ciúmes todo! Você sempre foi um homem educado, age sempre com sensatez e ainda cometeu a imprudência de levar outra moça e ficar agarrado a ela. Não é um julgamento filho é só uma observação. — E o que eu faço agora? Como devo agir para consertar essa situação? — Pedir desculpas tanto para a menina Sam quanto para o rapaz, o Antônio. E tentar conquistar a confiança dela. -— Obrigado, mãe! Não vai ser fácil, mas vou tentar! — Me despeço ouvindo-a reclamando de mim. Vou até meu guarda roupas, escolho uma calça jeans em lavagem clara e uma camisa polo branca me visto, calço minhas botas e não posso esquecer meu chapéu e saí em direção à casa da Sam, observo que a camionete chamativa ainda está estacionada no mesmo lugar. Engulo o orgulho, bato na porta e assim que dou o segundo toque a Senhora Mary abre a porta e fico olhando para ela por alguns segundos que parecem horas e muito constrangido a cumprimento. — Boa tarde, Mary! Gostaria de conversar com a Sam e Antônio pode chamá-los por favor. — Enfio as mãos no bolso, meu corpo está tão rígido, que sinto que a qualquer momento vou cair, dou sorriso de lado quando vejo me olhar firme nos olhos. — Entre Jacob! Vou chamar minha menina e já volto. — Vou sentar aqui na varanda e esperar por eles aqui? Pode ser. — Fica à vontade, já volto. Mary sai, eu me sento em um banco bem grande e fico aguardando por eles. Me distraio com meus pensamentos, quando sou despertado por passos que vem em minha direção. — Que brincadeira é essa Jacob? O que veio fazer aqui me humilhar novamente? Se for isso dá o fora da minha porta agora! Sam chega esbravejando, ela está extraordinariamente linda, respiro fundo já me levantando e ficando à sua frente, procurando a melhor forma de falar tudo o que precisa ser dito.
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