O porto dinamarquês ficava para trás, reduzindo-se a um conjunto de luzes cintilantes no horizonte conforme o Sereia Sangrenta se afastava da costa. O rugido do motor preenchia o silêncio da noite, e as ondas se chocavam contra o casco da embarcação, anunciando sua partida definitiva. A embarcação agora estava livre para seguir seu curso, e a tripulação não poderia estar mais feliz. Renato permaneceu no convés, observando a água escura se estender à sua frente. Ele inalou o ar salgado, sentindo o vento frio cortar sua pele. Havia algo na vastidão do mar que lhe trazia uma sensação de pertencimento. Mesmo depois de tantos anos, aquela imensidão azul ainda era sua verdadeira casa. “ Chefe! “, a voz rouca de um dos marinheiros ecoou pelo convés. — O curso está traçado! Renato assentiu. Lar

