Nicole não sabia mais há quanto tempo estava à deriva. Minutos? Horas? Dias? Seu corpo já não respondia da mesma forma. O frio tinha se infiltrado em seus ossos, anestesiando cada músculo e cada nervo. Ela já não sentia os dedos das mãos nem dos pés. O único som que a acompanhava era o das águas escuras do Mar do Norte, movendo-se de forma quase hipnótica ao seu redor. Seus pensamentos estavam turvos, fragmentados entre lembranças do passado e o desespero do presente. O tempo não fazia mais sentido. Será que já tinha amanhecido? Será que ela ainda estava viva? Seus olhos estavam pesados, cansados, e a inconsciência ameaçava dominá-la a qualquer momento. O sono se tornava irresistível, um abraço sombrio e traiçoeiro que prometia aliviar toda a sua dor. Mas Nicole sabia que ceder significa

