Será que é o certo?

1718 Palavras
RACHEL 6 MESES ANTES (SEMANAS DEPOIS) Sentada na cama permaneci encarando a minha amiga. Ela tinha um olhar curioso e ao mesmo tempo transbordando em empolgação, como se soubesse qual seria minha resposta para aquela loucura. Sim, uma baita de uma loucura. Preciso está pensando seriamente na melhor decisão. Estou morrendo aos poucos, depois daquele dia em que meu nariz sangrou no mercado aconteceu outra vez. A diferença é que foi enquanto eu dormia. Como sou precavida girava a chave antes de dormir. Sabendo disso seria minha oportunidade de fazer o que malditamente quero antes de partir. Mas, também prometi para mim mesma a semanas atrás quando ele se despediu de mim naquele dia tão perfeito que o meu dever era esquecê-lo. Ele estava noivo. Na verdade... Está. — Pensa, Rachel. É sua chance. _Ela não ajuda. É possível, mas também involuntário. Eu observava com atenção a rosa que com tanto carinho ele me estendeu. — Você descola uma máscara que cubra a metade do meu rosto? _A olhei. O que estou a fazer? Ela assentiu, muitas vezes. — Sim. _Ela riu como se já tivesse planejado tudo. — Como sabia que você aceitaria. Bom... Eu consegui duas. _Encostou na cômoda ao lado. — Qual sua resposta? — Hoje? _Suspirei, ansiosa e cocei minha testa que formigava. Ela novamente meneava a cabeça em positivo. Balancei a minha também. Decidida. — Sendo pecado ou não. Não terei tempo para lamentações. _Sussurrei. — É o que? Neguei. — Não. Não é nada. _Fiquei de pé. — Eu vou. Rebeka bateu palminhas tão feliz ou quanto. — Então... _Gesticulou para a porta, seu riso tentava ser contido. — Eu vou falar com sua mãe e dizer que você vai dormir lá em casa e que volta amanhã de noite, sem falta. Pode ser? — Sim. _Desviei o olhar para o meu armário e apontei. - E eu vou procurar o meu mais lindo vestido e mais confortável salto. _Caminhei às pressas até o armário grandioso e abri todas as portas. — Pega o mais sexy. _Chegando à porta ela virou-se. — E nada desses balões que você chama de calcinha. Usa a lingerie. Deve impressiona-lo de todas as formas caso queira... Como posso dizer... Aprofundar um contato mais íntimo. Não tive tempo de questionar ou repreende-la. Ela correu batendo a porta. Tudo bem. Okay. Pousei as mãos na cintura enquanto procurava um belo vestido. — Vamos, Rachel. Você só precisa respirar fundo e crê que não tem como dar errado. _Respirei, encontrando exatamente o que eu queria. Com o tecido em mãos, inalei o cheiro. De repente, sorrio. No fundo do meu peito eu queria tê-lo como as árvores querem todas as estações do ano para torna-se inalcançável e florida. Chega de folhas e galhos secos. É uma nova era... Uma nova horta. *** Chegamos em sua casa faltando quinze pra cinco. Comemos algo e subimos para o banho. Eu me tranquei no seu banheiro e ela foi pro quarto dos seus pais. Só soube que fiquei quase meia hora em pé quando ela voltou pro seu quarto e me chamou. Bastou isso e me apressei no banho. Enrolando a toalha em meu corpo, saí e segui até minha bolsa sobre a cama. Tirei meu vestido, meu salto e alguns produtos de cuidado com a pele. Enquanto eu passava creme e arrancava a etiqueta da peça íntima. Não acreditava que usaria mesmo esse fio socado na minha b***a. Vi a Rebeka vestida apenas de roupa íntima andando de um lado e outro, recolhendo um salto que já estava separado ao lado da sua penteadeira e seu vestido pendurado atrás da porta a sua espera. — Seu namorado vai? _Perguntei e tive seu rosto em mim. — Sim. Mas não se preocupe. Ele já estará lá e não vem nos buscar. _Me olhou de cima abaixo e assoviou. — Caramba. Como perdeu aqueles quilinhos e continuou com essa b***a? Sorrio e sigo ao espelho, virando-me. — Nem b***a eu tenho. Tarada. _Propriamente me alto avaliei. — Meu Jesus Cristo! Olha quantos furinhos tem na minha b***a. _Fiz careta. — Mentirosa safada. _Ela estava ao meu lado e puxava minha mão que apertava minha b***a. — Apertando assim até modelo tem. Você está ótima. Queria eu ter seu corpo. _Foi a vez de ela fazer uma análise no seu, parecia descontente. — Olha esses culotes e esses peitinho de ameixa? Gargalhamos. — O meu também não é lá grandes coisas. _Comentei. — Maior que o meu e em pezinho? são, e consideravelmente. Preciso é de um silicone aqui e na b***a, uma lipo e preenchimento labial, aí sim, minha vida estaria perfeita. Revirei meus olhos e a dei as costas. Lembrando de um assunto que havíamos conversado semana retrasada o trouxe de volta. — É verdade aquilo que me contou? _Ela elevou uma sobrancelha, não sabendo do que se tratava. — Que quando nós mulheres perdemos a virgindade o peito caí e fica mole? _Eu quis saber. — Calma. Não é assim. Não vamos generalizar. Te contei o que aconteceu comigo. Eu pelo menos notei demais isso e até hoje me incomoda. Estranhei. — Não entendo o que isso tem a ver. Não é só o rompimento de um hímen? _Arrumei meus s***s dentro do sutiã. — Querida. Não sei se você sabe, mas os homens gostam de apertar, de chupar, de machucar... O meu na primeira murchou que nem bexiga. Não sorrio e colocando o roupão fui me maquiar primeiro. O vestido eu colocaria por baixo e assim não arriscaria suja-lo. — Acho que aconteceu isso porque você não esperou seu corpo formular. Me pergunto como não aguentou ficar de maior. 13 anos, sério isso? _A encarei do espelho enquanto usava sua base já que tínhamos o mesmo tom de pele. — Não me arrependo. O Luan é perfeito. Saiba. Não necessariamente existe uma idade ideal para que se perca a virgindade. Vai de mulher pra mulher. Eu quis, foi bom, estou ainda com o homem que avançou. Outras mulheres escolhem esperar o que não é o seu caso. _Pisquei confusa e ela vestia o vestido azul, lindíssimo. Momentaneamente, olhava para mim. — Se sua mãe e seu pai não te proibissem de sair você certamente não teria mais virgindade. Pensei, passando o pó. — Pode ser que tenha razão. No entanto, prefiro pensar que tudo tem seu tempo. Sei lá, se não aconteceu é porque não era pra acontecer. Como mesmo disse. Você teve a sorte grande. Eu, talvez, teria me arrependido depois. _Conto, escolhendo a sombra. — Posso usar seu creme? _Assenti. — Sobre isso que está supondo é algo que devo concordar. Porque quando se é pra ocorrer, simplesmente ocorre. — Pega por favor minha necessaire. _Pedi e ela procurou e trouxe até mim. — Me diga que trouxe aquele bom perfume que ganhou da sua cunhada? _Escondeu a nécessaire quando estendi a mão. — Trouxe. Agora me dá. _Puxei e abri em busca do meu curvador de cílios. Curvando, coloquei meus cílios postiços o que custou um bom tempo e passei muitas vezes o rímel em cima e embaixo. — Eu deveria usar lente? — Não. Deixe-me ver? _Me virei. — Passa o lápis branco na linha d'água e esfuma a mesma sombra escura que usou nas pálpebras abaixo. Arregalei meus olhos. — Pra que tudo isso? _Estou descrente. — Quando ver a máscara, entenderá. _Piscou para mim e voltou ao espelho. Me pus a fazer o que ela disse. — Meu olho vai ficar enorme e chamativo. — Essa é a intenção. Não seja boba. Deve sempre realçar o que tem de melhor. Minutinhos depois me virei para ela que secava os cabelos. — Fiz. _Ela me olhou novamente e fez joinha. — Que batom uso? — Na gaveta eu tenho uns Matte lindo. Qualquer um fica divino com a sombra. Com a gaveta aberta, peguei um marrom escuro. Passando-o percebi o quão esplendorosa eu estava. Quase irreconhecível. Maquiagens fazem milagres. Na minha nécessaire, peguei meu Splay e borrifei no rosto o que fixaria minha make até o fim do que eu não sabia. Fim da noite... Ou madrugada! — Vem Rebeka. Saí da sua penteadeira e segui para a cama e coloquei o vestido pelos pés. Era um estilo Midi na cor cinza. Ele tinha apenas uma manga longa e nas laterais uma f***a no tamanho de um palmo, uns bordados seguindo ao redor da barra que ficava acima dos joelhos e desenhava muito o corpo. — Fiu... Fiu... _Era a Rebeka assoviando novamente. — Que cinturinha de pilão. É hoje... É hoje. Adeus cabaço. Sorrindo de descrença me questionei interiormente: Eu seria capaz de ir tão longe? Me sentei na borda da cama e coloquei meu salto no tom nude. Eu o amei na vitrine e estou a me apaixonar quando sinto o seu conforto ao caminhar até o espelho, mais alta, mais linda... Mais cheia de vontade da vida. Tirando seu secador da tomada coloquei o babyliss e soltei meus longos cabelos, penteados, iniciei os cachos. Terminando, passei o pente até que as ondulações estivessem perfeitamente do jeitinho que eu queria. — Pronto. Agora me mostre as máscaras. — Vá pegando o perfume que eu estou indo buscar. Peguei minha nécessaire e a guardei na minha bolsa, seguindo ao banheiro recolhi minhas roupas e as guardei também na bolsa. No bolso peguei meu perfume e borrifei só o necessário para que não ficasse um exagero total. Peguei meu conjunto de brincos e colar e enfeitei minhas orelhas e meu pescoço. Entre o relógio e as pulseiras de ouro optei por o relógio pequeno e dourado com relevos de umas pedras preciosa. Querubins. Não evitei o ligeiro sorriso. Eu comprei quando ele estava longe e me lembrava o apelido que ele me chamava. — Escolha rápido. Virando-me vi a Rebeka direcionar uma máscara dourada aos olhos e rapidamente levar uma preta e brilhosa ao mesmo lugar. — Por que essa esconde apenas um olho? _Nitidamente eu quis a preta. mas. — Por isso eu mandei caprichar na make. _Me estendeu a máscara. Receosa de que de primeira fosse reconhecida, a recolhi tremendamente trêmula. De certo que as coisas mudariam para sempre, porque quando eu o visse não hesitaria em pecar com toda a minha carne.
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