Quem fui... ou quem sou!

896 Palavras
RACHEL Para muitos: ingênua, burra, inocente. Que por não fazer o que pessoas da minha idade faziam era taxada de i****a, fui por vezes vista como um alguém que não enxergava a maldade das pessoas. Ou que as enxergava demais por me privar de estar no erro com os outros. Tantas e tantas vezes, fui aquela pessoa que permitia que me fizessem de gato e sapato quando me usavam para ter o que quer. Já para outros: um tanto inteligente, prestativa, de bom coração, que sabe onde quer chegar e o tamanho valor que tem como pessoa. Sim, era assim que me nomeavam ao início dos meus 17 anos quando terminei o ensino médio. Citei aqui determinados 'Eus' ou melhor faces que usava para que os outros enxergasse aquilo que eu queria simplesmente mostrar. Cada pessoa eu estudava a dedo e sabia o que exatamente elas teriam de mim. Consegui "Amigos," "inimigos," "ficantes" entre outras coisas. E então, percebi que o tempo estava passando e eu não estava preenchendo as linhas vazias que era o meu eu. Porque na verdade somos um livro em branco e quando colocamos os olhos no mundo e abrimos um esganiçado berreiro, bem ali onde nascemos, seja lá em uma cama de hospital ou no chão de qualquer recinto começamos a preencher a primeira linha da página com o nosso primeiro dia de vida. Desde então acontecerão tanto erros, tantas falhas, tanta vontade de crescer, tanta sede de arriscar, tanta curiosidade, tantos sorrisos e lágrimas, tantos passos errados, tanto arrependimento e tão pouco amor que eu alimentava das pessoas. Com uma tristeza profunda me tranquei no meu mundo sem perceber que mesmo que os dias passassem as páginas que eram cada dia não seria preenchida se eu não tivesse momentos, se eu não vivesse. Um, dois e três anos se passaram, graças a Deus não desencadeou uma depressão, mas houve algo pior que contarei pra vocês e infelizmente quando decidi e parei de viver para fulano e sicrano, por meus pais que eram tão protetores a cada jornal que assistiam. Decidida a esquecer como seria vista para a sociedade fui fazer algo por mim, quis viver mesmo sabendo que era tarde demais. Ainda que eu fosse a hipocrisia em pessoa. E reconhecia isso, era uma verdade concreta. No tempo que fiquei presa comigo mesma só houve de aumentar o ódio pelas pessoas. Eu quis ser lembrada, chamar a atenção e acabei que caindo no esquecimento. Nunca fizeram questão de nada, se eu estivesse sentada a mesa, um riso nos lábios e pensamentos suicidas na mente. Estava tudo bem. Tudo perfeito. Aí agrega um dos porquês de eu odiar pessoas. Elas nos magoam por prazer, pessoas nos desprezam por inveja, pessoas se sentem poderosas por pura egolatria, pessoas são terríveis por instinto, elas se veem no espelho um Deus por ganância, Pessoas mentem porque querem, enganam porque gostam, machucam para mostrar quem manda, nos fere para está no poder, pessoas fingem tão bem. Nós humanos somos um espiral de coisas ruins e temos que viver e ainda nos policiar para não pecar. Maldita Eva e ao mesmo tempo... pobre Eva. Pra falar a verdade, é que nós Seres humanos somos horríveis, como disse Woody Allen uma vez "Mais do que em qualquer outra época, a humanidade está numa encruzilhada. Um caminho leva ao desespero absoluto. O outro, à total extinção. Vamos rezar para que tenhamos a sabedoria de saber escolher." Ele estava totalmente certo, somos as piores raças que existem e apesar da nova era, do novo século tem sim, piorado a cada dia. Quando odiamos temos atitudes drásticas, tomamos decisões péssimas e que no dia seguinte não nos orgulhamos nada. Já parou para pensar que quando nos traí o pensamento de maldade está lá. O amor que devia existir na humanidade não existe, não os 100%. Tudo de r**m que sentimos é maior que as boas e não era assim, mas está se degradando com o tempo. O mundo está repleto de pessoas rancorosas. A pergunta de vocês agora deve ser... E que raiva é essa do mundo? Simplesmente por aversão ao despeito. Nós bons nos doa tanto para recebermos migalhas. Nunca fui de acreditar em Astros, mas meu signo pode ter a ver. Maldita lua que não estava na hora certa e no lugar certo. Eu, uma pessoa que era extrovertida, animada, boa, incrível... eu era incrível e no primeiro dia que achei que teria seus olhos em mim. Não houve. ele estava de mãos dadas com a mulher que apresentaria para nossa família como sua namorada. e******o canalha! Como aquilo tirou meu chão. Meu desgraçado coração bobo, burro e cego. Como pode me dá essa rasteira? Ordinário! De certo que não podemos permanecer a margem do que acontece em nossas famílias. Por este motivo, me chamo Rachel e eu hoje irei deixar vocês vislumbrar detalhes da minha luta, da minha vida e conhecerem a cada página dentro do meu eu. No entanto, saibam de algo, serei a adversária, a antagonista. Então, permita-me contar a minha história. Lembre-se do que vou dizer quando pensar em me julgar: Quem, em prol da sua boa reputação, não se sacrificou já uma vez - a si próprio? Somos egoístas. Nos castigamos e tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo. Eu fui, quem não foi, não é mesmo?
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