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3728 Palavras
RAFAEL Atravessando o saguão até a área da piscina na parte de trás do hotel, admirei a iluminação fraca e o brilho de orquídea na água, cortesia das luzes subaquáticas que eu tinha arranjado em nome de Isa, em sua cor favorita. Os lounges permaneciam de um lado da piscina, mas o resto do convés havia sido limpo para se socializar ou dançar. As pessoas já curtiam as festividades, seja nadando na água morna da piscina, indo até a praia particular ou dançando ao som da batida constante e sedutora da lista de músicas aprovadas que eu havia dado ao gerente para o evento da noite. Eu amava o techno de Ibiza tanto quanto qualquer outra pessoa, mas Isa exigia algo mais sutil para sua primeira incursão no mundo do pecado e do desejo. A lista de convidados fechada significava que, embora houvesse pessoas suficientes ao redor para fazê-la se sentir confortável, não era esmagadora. Nós não estaríamos presos em um amontoado de corpos quando eu a convencesse a dançar comigo. Poderíamos nos mudar para as cabanas na praia se ela quisesse conversar sem que a música servisse de distração. Eu tinha organizado tudo com perfeição absoluta enquanto o bar da piscina servia bebidas mais rápido que o normal. A ameaça de me desagradar servia como um maravilhoso estímulo para um bom serviço, mas eu não me importava com o serviço que nenhum dos outros festeiros recebia. Apenas uma mulher importava para mim. Unhas femininas se arrastavam sobre meus ombros, ameaçando deixar marcas rosadas na minha pele enquanto eu me afastava do toque invasor. — Olá, bonito. — a mulher ronronou, olhando para o meu rosto enquanto me dava seu sorriso mais brilhante. — Estou com alguém. — eu disse, girando nos calcanhares para vasculhar a festa em busca de Isa. Eu a teria reconhecido em qualquer lugar depois de passar muitos meses olhando suas fotos, mas não havia sinal da minha beleza única em nenhum lugar. De repente, desejei não ter deixado meu telefone no meu quarto, querendo nada mais do que verificar as atualizações de Hugo. Não importava que ele não tivesse me mandado uma mensagem para dizer que eles estavam a caminho apenas dez minutos antes. Eu precisava vê-la. Se eu tivesse que sofrer com sua ausência por muito mais tempo, eu poderia sair da minha pele. Ou esfolar alguém vivo. Este último era preferível. Fazendo meu caminho para a piscina, desci para a água rasa e fiz meu caminho para um dos salões nas bordas rasas. A água deslizou sobre minha pele enquanto eu colocava meu corpo de uma forma que me daria uma visão perfeita da entrada. O tempo passou em um ciclo interminável enquanto eu esperava, observando enquanto um punhado de mulheres se infiltrava na área da piscina com sorrisos brilhantes. Mais de um par de olhos pousaram em mim, ingênuos ao monstro à espreita no meio deles, mas meu foco obstinado na entrada esmagou qualquer coisa que pudesse ter se desenvolvido em uma situação infeliz e enganosa da qual eu teria dificuldade em tirar Isa. Os olhos do gerente encontraram os meus quando ele passou, um sorriso sutil e secreto curvando seus lábios. Todos queriam conhecer a mulher que cativou El Diablo. Todos queriam fazer parte da ascensão de uma rainha. Apenas alguns indivíduos escolhidos poderiam saber de sua existência até que eu a levasse para El Infierno. Mesmo se eu não estivesse assistindo, eu saberia no minuto em que ela entrou na área da piscina. Sua presença sugou todo o oxigênio do ar, exigindo atenção de uma forma que só Isa poderia. As fotos que eu tinha visto dela ao longo dos anos não fizeram justiça a ela. Nada poderia se comparar a ela em carne e osso depois dos meses que nos separaram. Esperei que ela virasse a cabeça para longe de sua amiga Chloe. Observava-a andar em suas sandálias como se não tivesse certeza de como se movimentar nelas, mas ainda conseguia com uma graça delicada que muitos não podiam esperar alcançar. Um vestido estampado tropical cobria seu maiô, vagamente transparente o suficiente para sugerir as curvas por baixo. Concentrei-me na linha do decote que o encobrimento revelava no centro de seu torso, mergulhando baixo o suficiente para mostrar a corda que conectava os dois lados de seu biquíni. A corda teceu entre o tecido em ambos os lados, conectando-o sobre seu estômago apertado, em seguida, fluindo para os pés para cobrir suas pernas, exceto pela f***a que subia para revelar sua coxa. Voltei minha atenção para Hugo para encará-lo por um momento, encontrando seus olhos quando eles se arregalaram. Ele teve a graça de parecer envergonhado quando deu de ombros. Mudei meu olhar de volta para Isa, engolindo minha raiva por ele ter permitido que ela saísse do hotel com aquele vestido. Se ela estivesse comigo, estaria tudo bem. Ela saberia que eu manteria os lobos afastados, mas saber que outros homens a tinham visto antes que eu pudesse impedi-los de molestá-la com seus olhares gananciosos? Isso colocou meu sangue em chamas. Ela olhou para Hugo, seguindo seu olhar para a piscina. O mesmo choque que senti anos atrás vibrou através de mim no momento em que seus olhos encontraram os meus. No momento em que aqueles deslumbrantes olhos multicoloridos se conectaram com os meus, a música parou. Tudo deixou de existir, mas a forma como sua respiração ficou presa e ela abriu os lábios apenas ligeiramente. Seu canino direito agarrou seu lábio, quase o mordendo em um movimento que mostrava o quão pouco Isa queria se comprometer com qualquer coisa. Ela viveu uma vida de meias medidas, mesmo quando expressava seu desejo por mim. Eu consertaria isso. CAPÍTULO CINCO ISA — Oh p***a. — eu sussurrei, meus lábios queimando com as palavras. Não havia um palavrão no mundo que pudesse começar a descrever a quão ferrada eu estava no momento em que seus olhos tocaram os meus. Algo mudou dentro de mim, desejos proibidos subindo à superfície apesar das minhas tentativas de empurrá-los para o fundo onde eles pertenciam. — O quê? — Chloe perguntou, movendo-se ao meu lado. Eu senti o momento em que ela o viu. Seu corpo ficou rígido, sua respiração ficou superficial enquanto ela estudava a pantera me observando. Qualquer outra pessoa, eu teria dito que estava enganada. Que seus olhos só poderiam estar na minha amiga deslumbrante, que usava sua sexualidade como apenas uma mulher que se sentia livre poderia realmente fazer. Mas de alguma forma, não havia dúvida de onde aqueles olhos incompatíveis pousaram. Eu os senti na minha pele. Senti-os em minha alma. Eu me afastei dele, indo até o bar enquanto Chloe corria para me acompanhar, rindo. — O que você está fazendo? Você precisa colocar sua b***a naquela piscina. — Não, eu preciso de uma maldita bebida. É disso que eu preciso. — Você não bebe. — Hugo disse enquanto se aproximava de mim no bar. — Eu faço agora. — eu rebati para ele, girando para frente quando os olhos do outro homem encontraram os meus mais uma vez na minha visão atrás de Hugo. Um sorriso pecaminoso enfeitou seu rosto enquanto seus lábios se inclinavam. — E o que exatamente você está bebendo? — Hugo perguntou, acenando com a cabeça para o barman. Gemendo, eu deixei cair minha cabeça no bar. — Eu não sei. Com o que eu começo? — Vinho. — Hugo riu. — Talvez eu não acabe segurando seu cabelo para trás enquanto você vomita desse jeito. — Ele se virou para o barman, chamando sua atenção e pedindo. — Un vino tinto. — Meus olhos acompanharam os movimentos do barman, observando enquanto ele derramava o líquido da garrafa no copo. Mesmo observando o processo, a ansiedade me atingiu no momento em que ele colocou o copo na minha frente. Sem um selo na garrafa, a memória de ser drogada parecia mais próxima do que nunca. Engoli o ataque de pânico que pairava no horizonte, ameaçando embaçar minha visão, levei o copo à boca. Forçando um gole forte do líquido, achei mais fácil respirar assim que o primeiro gole desceu, apesar do sabor amargo. Era irracional ver drogas em todos os fluidos em todos os lugares que eu ia, mas depois que minha irmã teve um papel no meu quase estupro, achei quase impossível não suspeitar de tal coisa. — O que você está fazendo? — Chloe perguntou, pegando a taça de vinho da minha mão e colocando-a em cima do balcão. — O que aconteceu com a vida? — Estou vivendo. Estou bebendo e curtindo a música. — argumentei. — Você está se escondendo. Deixe-o mostrar exatamente o que é viver, Isa. — disse ela, mordendo o lábio inferior enquanto olhava por cima do ombro para ele. — Eu não estou me escondendo. — eu sussurrei, revirando os olhos para olhar para a lua no céu acima. — Estou sendo prática. Eu não saberia o que fazer com um homem assim. — Querida, ninguém sabe o que fazer com um homem assim. Isso não significa que você não pode deitar e deixá-lo levá-la para o céu. — ela riu. Hugo gemeu sua frustração ao nosso lado, arrancando uma risada até de mim, apesar da minha ansiedade. — Você não pode ficar virgem para sempre. — Quem diabos disse que eu iria querer? — Tomei outro gole do meu vinho, fortalecendo minha decisão com cada gole do sabor amargo da cereja. Eu odiava instintivamente, mas não conseguia parar de beber. Não quando eu tinha a sensação de que minha vida estava prestes a virar de cabeça para baixo. — Eu só acho que alguém um pouco menos... — Fiz uma pausa, mordendo o canto do meu lábio enquanto pensava na palavra certa — Intenso seria um bom começo. — Você não quer perder sua virgindade como eu com alguém que se atrapalha e não sabe o que está fazendo. Você quer o unicórnio místico que parece capaz de fazer sua v****a implodir com um olhar e fazer de você uma daquelas raras mulheres sortudas pra c*****o que tem um orgasmo quando você perde a virgindade. Apenas vá falar com ele. — ela pediu, seu sorriso se tornando reconfortante enquanto ela estudava o pânico no meu rosto. — Eu não posso. — eu disse a ela, balançando a cabeça. Seus olhos se encheram de decepção, eu odiava saber que minha amiga se preocupava tanto com a seriedade da minha vida. Chloe foi uma das poucas pessoas que eu já contei sobre o acidente e como ele desfez a Odina, mesmo sendo muito jovens para entender o que isso significaria um dia. — Eu não acho que você terá muita escolha. — ela desabafou, seu tom mudando para uma excitação afiada. Agarrando minha cabeça, ela me virou para encarar a piscina. O homem levantou-se da sala em que se sentou em um gracioso desdobramento de membros. Ele saiu do parapeito do salão e entrou na parte rasa da piscina, subindo os degraus lentamente. Seus olhos seguraram os meus enquanto ele se movia, Hugo e Chloe tiveram que usar suas mãos em meus ombros para virar meu corpo para encará-lo enquanto ele lentamente caminhava pela água. A água escorria por seus ombros largos, sobre os músculos ondulantes de seu torso e minha respiração ficou presa enquanto eu a observava percorrer sua pele morena. Ele sorriu quando meus olhos viajaram de volta para seu rosto, seu olhar sabendo enquanto ele me estudava atentamente. Sua concentração nunca deixou meu rosto, algo tão enervante sobre o foco obstinado enquanto ele rondava em minha direção como um predador na noite. Com seu rosto incrivelmente bonito e olhos marcantes, ele parecia algo de outro mundo. De algum lugar destinado a tentar as mulheres para a morte. Uma das atendentes lhe entregou uma toalha quando ele saiu da piscina, mas ele nem sequer olhou para ela enquanto a pegava e a segurava ao seu lado. — Eu deveria ter usado um saco de batatas. — eu sussurrei para Chloe. Ela caiu na gargalhada ao meu lado, afastando-se enquanto seu passo longo fechava a distância entre nós. O mais leve indício de barba por fazer cobria seu rosto, seu cabelo escuro seco e repartido para o lado em um estilo meio estilizado, meio saído da cama. Enquanto seu rosto enchia minha visão, ele se inclinou mais para dentro da minha bolha do que era confortável. Elevando-se sobre mim, com o polegar e o indicador, ele me pegou pelo queixo e levantou meu rosto, para que pudesse me olhar com a mesma intensidade que tinha quando estava do outro lado da piscina. Um olho azul, um verde, aqueles olhos se estreitaram em mim como uma pantera se estreitando em seu jantar. Eu sabia que ele me comeria viva, mas não esperava o estranho déjà vu que senti quando ele estendeu a outra mão e tocou a pele macia logo abaixo da parte marrom do meu olho esquerdo e a acariciou com uma ternura estranha. Seu toque me queimou enquanto ele me apertava, cruzando todos os limites aceitáveis que deveriam existir entre duas pessoas que nunca falaram uma palavra uma com a outra. Seu hálito mentolado flutuou sobre meu rosto quando ele soltou um suspiro, deixando cair sua testa contra a minha e fechando os olhos enquanto ele afundou os dentes em seu lábio inferior exuberante. Olhei para ele por um momento, virando meu olhar para onde Chloe observava com a boca aberta em choque. Ela acenou com a mão para si mesma, parecendo encorajar o cruzamento de todos os limites que eu deveria ter. Mas não havia nada nele que me fizesse querer afastá-lo. Nada da repulsa que eu esperava sentir que alguém invadisse meu espaço. Apenas uma estranha sensação de pertencimento quando virei meu rosto para ele para encontrar seus olhos abertos e me observando. Ele afastou a testa da minha, inclinando a cabeça enquanto me observava. Eu me virei rapidamente para o bar, segurando meu vinho na mão e tomando um grande gole. Chloe me deu uma cotovelada na lateral quando ele não foi embora, rindo para mim enquanto eu bebia o resto do meu vinho. — Otro? — o barman perguntou, movendo-se para encher meu copo enquanto eu assenti. Bebi mais vinho sem nenhuma hesitação que senti antes, sabendo que ele claramente não tinha intenção de entender a dica e me deixar em paz, apesar de meus melhores esforços para ignorá-lo. — He estado pensando en ti. — disse ele às minhas costas. O som áspero e rouco de sua voz enrolou em torno das palavras, tornando-as suas e reivindicando-as de uma maneira que eu nunca encontraria novamente. Mesmo que alguém dissesse as mesmas palavras, nunca seriam como ele. Ele me deixou sem escolha a não ser me virar e encará-lo, eu engoli meus nervos antes de fazer exatamente isso. Enquanto eu pressionava minha coluna no bar para manter o máximo de distância entre nós, ele olhou para a lacuna como se fosse uma afronta a tudo o que conhecia. — Lo siento. No hablo Español. — eu disse com um sorriso tímido. — Eu estive pensando em você. — ele murmurou, o sotaque de sua voz em inglês de alguma forma tão atraente quanto quando ele falava espanhol. Mordi meu lábio inferior quando ele se aproximou, estendendo a mão para pegar minha mão na dele. Ele correu dedos calejados sobre minha palma, olhando para ela como se ele precisasse memorizar todas as linhas. — Isso é muito doce. — eu disse com uma risada desconfortável. — É normal ser tão ousado em Ibiza? — Eu perguntei, puxando minha mão de seu aperto. Ele a soltou com relutância. — Sim. — riu Hugo, inserindo-se na conversa e lançando um olhar de advertência ao estranho que parecia querer invadir meu espaço. — Os espanhóis não são conhecidos pela sutileza. — Tome um pouco mais de coragem líquida. — Chloe me pediu, colocando meu vinho na minha mão. Levei-o aos lábios, já sentindo os efeitos. O estranho se moveu ao meu lado, batendo os dedos no bar uma vez antes que o barman corresse para servi-lo. Chloe me deu uma cotovelada na lateral, arregalando os olhos para o serviço que ele comandava. — Un chupito de whisky. — ele disse, observando enquanto sua bebida era servida. Ele o deixou no bar, voltando sua atenção para mim e olhando para mim. Enervando-me a cada segundo que passava. — Do que você tem tanto medo, mi princesa? — ele perguntou, seus olhos brilhando enquanto seus lábios se curvavam em um sorriso brilhante. Eu bufei uma risada silenciosa, meus próprios lábios formando um sorriso hesitante para combinar com o dele quando um estranho momento de i********e passou entre nós. Com seu olhar multicolorido caindo sobre o meu, era impossível negar que parecia que ele me viu. Que ele viu tudo o que ansiava por se libertar da minha personalidade de obediência e responsabilidade cuidadosamente elaborada. — Você. — eu sussurrei. A admissão ecoou entre nós enquanto meus amigos paravam ao meu lado. Ele inclinou a cabeça, algo escuro passando por trás de seus olhos. Abaixando-se para pegar minha mão na dele, ele me puxou para longe do bar e em direção à área onde outras pessoas dançavam. — Baila conmigo a la luz de la luna. — disse ele, sua voz profunda levantando os pelos dos meus braços enquanto aqueles lábios pecaminosos formavam palavras em espanhol tão suavemente que quase derreti em uma poça aos seus pés. — Eu não entendo. — eu disse com um sorriso estranho, balançando minha cabeça enquanto Chloe se inseria e arrancava minha taça de vinho da minha mão enquanto ele me guiava para longe. Meus amigos eram traidores. — Dance comigo ao luar. — ele traduziu, puxando mais forte até que eu tropecei em seus braços. — Eu não sei dançar assim. — eu admiti, olhando para o lado para as mulheres que rolavam seus quadris e corpos ao ritmo suave do espanhol que pulsava no ar. — Eu vou te ensinar, mi princesa. — disse ele, baixando a voz. Suas mãos tocaram a parte de trás dos meus ombros, me dando uma pequena sacudida enquanto ele sorria. Dedos ásperos percorreram a pele nua das minhas costas para ambos os lados da minha coluna enquanto seus olhos seguravam os meus. Inclinei-me para o toque, desejando mais apesar de mim mesmo, ele usou o aumento da distância entre nós para movê-los para meus quadris. A pressão de seus dedos os guiou para a música, movendo-os de maneiras que eu nunca considerei possível. Minhas mãos cavaram em seus ombros, agarrando-se a ele na crença de que eu cairia de cara se não fosse por seu apoio. Com um olhar ao redor, eu me preocupei com o que eu deveria parecer com ele me guiando pelos movimentos da dança de uma forma que os outros faziam sem hesitação. Algumas pessoas ao redor do espaço nos observavam em estado de choque, só piorando a insegurança que eu sentia. Quando me virei para ele, ele tocou sua testa na minha novamente. — Só eu e a música. — ele sussurrou, enrolando meus quadris de um lado para o outro. Eu me movi enquanto ele me guiava, até que a pressão de seus dedos desapareceu e me atrevi a tentar me mover por conta própria. Eu poderia parecer uma monstruosidade por tudo que eu sabia, mas ele nunca me deixou sentir isso. Não com sua pele sob minhas mãos, seus olhos nos meus e seu toque queimando através de mim. Havia apenas ele. Continuamos a dançar por algumas músicas, meu corpo ficando mais confortável a cada música que passava, até o suor escorrer pela minha nuca sob a cortina do meu cabelo. Colocando uma mecha atrás da minha orelha, ele se afastou e me puxou para a beira do pátio. Escadas na beirada levavam à praia e eu hesitei no topo. Saltos, mesmo sandálias, eram novidade para mim. Usá-las na areia não parecia um pensamento promissor. Eu o segui descendo os degraus de qualquer maneira, parando na parte inferior para me abaixar e tirá-las para não quebrar meu pescoço. Ele sorriu, balançando a cabeça antes que eu pudesse soltar as tiras. Ele me agarrou pelas minhas coxas e me levantou do chão para me levar até dos sofás montados na areia. Gritando com uma risada nervosa, eu olhei para ele enquanto ele me colocava no chão gentilmente. — Você é problema. — eu provoquei, balançando minha cabeça para ele. Ele sorriu com aquela expressão de bom e mau ao mesmo tempo, enquanto seu rosto assumiu um brilho escuro que chamou as piores partes de mim. — Princesa, você não tem ideia. Os avisos de minha mãe soaram em meus ouvidos enquanto eu contemplava o que ela teria a dizer sobre o homem misterioso consumindo meus pensamentos e me tentando a ser imprudente. — O problema tem um nome? — Rafe. Qual é o nome da mi princesa? — ele perguntou, as notas suaves de sua voz me puxando para sorrir. — Você vai me ligar se eu te contar? — Eu provoquei, rindo quando ele se inclinou e tocou a mão no meu rosto. — Você quer que eu faça? — ele voltou rapidamente. Mordi o lábio, balançando a cabeça. Pensei em dar um nome falso, qualquer coisa para tornar mais fácil ir embora e nunca mais vê-lo quando tudo isso acabasse. — Isa. — eu disse em vez disso. — Isa. — ele murmurou, inclinando-se para passar o nariz pelo meu lado. Seus lábios tocaram os meus brevemente enquanto ele segurava meus olhos, nada além de um toque delicado de sua carne macia na minha. — Eres mia. Ele tocou sua boca na minha novamente, com mais firmeza, sua boca me atormentando com uma provocação delicada que eu não conseguia o suficiente. Eu nem estava ciente de me aproximar. De inclinar-se para o toque e precisar de mais, até que ele enrolou uma mão sob a cortina do meu cabelo e me segurou enquanto provocava a a******a dos meus lábios com a língua. Todas as minhas defesas caíram com apenas a sensação de sua boca na minha, sua língua dentro de mim me despertando para a vida enquanto eu chupava uma respiração irregular que parecia a minha primeira desde o acidente. Eu estava perdida.
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