o ódio

1609 Palavras
Quando voltei pra França, não via a hora de contar a Giselle tudo o que consegui aqui. Quando lhe mostrei a foto da minha futura esposa, ela ficou branca. Aí me contou que não fiz a verificação de terreno corretamente, pois se tivesse feito, saberia que você tinha mais duas filhas além de Helena e que Celina era uma delas. Eu entendi que realmente, me deixei levar por Celina e não me preocupei muito em conhecer seu convívio, Carlos ou seus outros filhos. E comecei a desenvolver uma raiva constante de Giselle. Ela que era safa e r**m por natureza, percebeu que eu não consegui tirar Celina de meus pensamentos, mesmo sabendo que nunca poderia tê-la por ser minha irmã de sangue. Então, nas minhas últimas semanas de internato, repassou milhões de vezes o novo plano, que seria usar Celina pra chegar até você , se vingar e colher sua assinatura. — Então vocês planejaram isso por três anos? E você concordou com tudo, mesmo apaixonado por sua irmã? — Não. Cada vez que ela falava em torturar Celina, eu a odiava mais. Fiz o meu plano e minha estratégia a parte dela! Tudo o que eu precisava, era de ela me ajudar a vir para o Brasil e ter acesso a vocês. Fui inocente por ser manipulado por ela, mas não era burro. Pelo menos eu achava que não. Ela precisava de mim! Se eu morresse ou não aceitasse mais ajuda-la, ela não tinha mais nada! Todo o dinheiro iria para Helena e mesmo que ela matasse você e Helena, o dinheiro iria pro Marcos que era o dono da cadeira dela no conselho! Deixei ela pensando que o plano dela estava correndo bem até chegar aqui. Meu plano seria me aproximar de vocês, contar tudo, levar vocês três para a França, depois mandar você e Helena de volta pra casa ricas. — E Celina? Você não ia mandar ela pra casa comigo? — Não, mamãe. Eu não sou bonzinho. Já te falei isso. Sei que não poderia tocar em Celina, mas ela seria minha pro resto da vida e ninguém a tocaria também! Marcos viria para garantir isso, por isso também deixei o plano correr. Um pouco de tortura e ela seria eternamente grata em ficar comigo na França! Mas Giselle sente o cheiro de traição, putå que pariu! Ela tratou de minar minha certeza de que Celina iria pra França, e me manipular novamente! Ficava me deixando a par de tudo o que Celina andava aprontando e eu então comecei fazer besteira. Tudo o que um mafioso não pode ser é afoito, ou colocar os pés pelas mãos. Quando descobri que Celina tinha saído de sua casa e passado dois dias em um hotel de luxo no Guarujá, mandei matar o Luís e o pai dele de ódio daquele filho da p**a ter tirado a pureza da minha mulher! — Ela nunca foi nem poderia ser sua mulher, Caio! Ela é sua irmã! — Não pensei em nada disso quando dei a ordem! Quando me avisaram que ela estava no carro com ele, a ordem foi fritar toda a escolta e fazer ele sair do carro pra fritar ele sem colocar Celina em perigo. Mas aquele desgraçado estava bem preparado, matou meus atiradores do helicóptero, o carro era blindado e Celina estava de colete! — Então não foi o Marcos quem mandou assustar ela? — Não. Eu que fiz um monte de besteira e depois ele limpou. Marcos era assim. Limpava a besteira de todo mundo, sempre fazia o que lhe era pedido. Embora ele ficou muito bravo comigo por isso e quase abandonou o plano. E Giselle conseguiu o que queria, que foi provar que eu estava com a cabeça virada por causa de Celina. Ela não estava preocupada com o plano, porque Celina seria só agente pra deixar você mansa pra assinar os documentos. Mas estava com ciúmes! E eu percebi que Giselle se apaixonou por mim ao longo dos anos. Mas surtei de verdade quando descobri que Marcos estava se apaixonando por Celina. Aí soube que teria que encurtar o plano antes que ele a ganhasse. — Mas Celina disse que para o plano dar certo, precisavam que Marcos ficasse no Brasil. Se vocês não precisavam dela, não seria mais inteligente deixar ela aqui com o Marcos? Sem causar tudo aquilo com ela? — Seria, claro que seria. Se Marcos ganhasse Celina, quase todos nossos problemas estavam resolvidos! Mas vai pedir para dois passionais serem inteligentes! Eu estava me corroendo de ódio e ciúmes do cara que era pra ser meu pai estar pegando minha mulher. E Giselle estava fudidamente revoltada por perder dois homens para as mulheres da mesma família. E ela me prometeu que não ia passar por isso de novo. E ao menor sinal de que eu queria pegar minha irmã, ela eliminava Celina! Por isso vim para o Brasil e a torturei. — Todos vocês são um bando de mafiosos de meia pataca! Vocês quatro fizeram um plano original que poderia dar super certo se tivessem seguido! Mas cada um tinha um plano individual dentro do plano original! E tanto o seu quanto do Marcos era torturar Celina para proteger! — Eu sei, fizemos uma bagunça danada. Tanto que estamos nessa situação. Aliás, onde estão Michelle e Giselle? — Michelle doou seu corpo vivo e doente para a ciência. Está em um hospital norte americano recebendo algumas experiências... — E Giselle? — Foi levada para a França e está recebendo seu próprio veneno. — Como assim? — O conselho aceitou mante-la presa e drogada até que Marcos decida o que fazer com ela. Marcos contou os comprimidos que tem e chegou a conclusão de que se a mantiver drogada por dez dias e dois sem, pode manter a tortura dela por 9 anos e dois meses. — Diz pro Marcos que se fizer uma semana com 7 dias drogada e dois sem, economiza dois comprimidos a cada 36 dias, 11 compridos no ano e mais 4 meses! — Você fez essa conta de cabeça assim, tão rápido? — Sou programado pra isso, mamãe. Pra projetar o m*l. Diz pra ele que pode providenciar uma semana de tortura a cada 6 meses e economizar até ganharmos mais um ano ou dois. E ele ou eu podemos viajar pra lá pra torturar Giselle! — Não, você não. Eu já disse que vou recuperar seu caráter, e pra isso você não sai de perto de mim! Desde que Caio saiu do hospital, Nancy cumpriu sua palavra. Não o deixava sair de perto dela, acompanhava cada movimento dele e se precisasse, batia nele no meio de todo mundo! Também foi incentivando Celina a perdoa-lo e incluir na família, e pra isso teve a ajuda de Marcos, que apesar de tudo que Caio aprontou, ele criou e tinha como filho! A surpresa de todos, foi quando o bebê nasceu. A idéia de Nancy era colocar Caio de babá para Bruno, claro, sobre vigilância, como uma forma de castigo. Mas Caio se apaixonou pelo sobrinho. Via naquele menino uma esperança de dias melhores, de vida melhor! Sabia que podia ser educado junto com ele e não precisava mais ser m*l, mafioso ou nada disso! Conforme Bruno foi crescendo e eles inseparáveis, Celina já não via mais o irmão como seu abusador. Tratou de fazê-lo entrar na faculdade e ensinar tudo o que sabia sobre ser herdeiro da máfia. Caio passou a ser seu conselheiro, ensinava a ela e a Joyce, com quem conseguiu manter uma relação de respeito. Apesar de nunca falar no assunto, ninguém esquecia o que Caio fez com a irmã, e ele menos ainda. Aprendeu a aceita-la apenas como irmã e chefe, e a relação deles foi ficando cada vez melhor! Quando se formou em administração de empresas, Marcos cogitou de ele ser o CEO dos lícitos, mas Celina não permitiu. Disse que se alguém tinha que sujar as mãos, seriam os subalternos. Luís e ele apenas administravam suas organizações. Assim, a Caio foi determinado recrutar os homens de confiança para a regência de Celina, e ele se saiu tão bem nessa função, que Luís o deixou com a função em sua organização também. Joyce entrou para a faculdade de medicina, que era seu sonho, então Caio perdeu seu braço direito. Ele adorava o jeito da irmã falar com os peões. Odiava que ela dormia com alguns de vez em quando, e mais ainda quando algum boca aberta contava pra alguém que dormiu com ela ou quando algum emocionado se apaixonava e achava que era bandido suficiente pra ficar com ela. Odiava porque ela matava o coitado sem dó! Aí ele tinha que repôr o homem e dava trabalho! Então, quando ela saiu do posto que estava , ele precisou repôr seu braço direito, mas não ficou tão triste assim. Aquela menina era novinha, mas era uma encapetada! E com o poder de decisão que tinha nas mãos, Carlos, Nancy, Celina e até Caio cortavam um dobrado pra controla-la. Luís mais uma vez foi gente boa e lhe apresentou Pablo, um mexicano que nem sotaque tinha mais, pois veio pro Brasil muito cedo. Viraram ótimos amigos. Pablo era casado e tinha dois filhos. Celina permitia Caio levar Bruno pra brincar com os filhos dele de 5 e 7 anos. E nessas visitas, ele conheceu Beatriz. A irmã de Pablo era brasileira e morava com ele desde que os pais faleceram em acidente de moto, 5 anos atrás. Era uma boa moça, educada, falava pouco e ajudava Samira com a casa e as crianças. E se tomou de amores pelo amigo do irmão...
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