TERROR NARRANDO A casa virou um organismo que respira convalescença. Tudo que eu fazia parecia calibrado pra não estremecer o lugar onde Elizabeth lutava contra a doença. Quando ela entrou com a Íris ali, falou que era pra ajudar com a Raíssa , eu ouvi e não disse nada. Vi logo a cara da menina ajeitada, ensinada a obedecer e pensei a pior das possibilidades A Elizabeth querendo fazer dela uma peça no tabuleiro, uma presença que, mais que ajudar a minha filha. Eu não falei. Não por covardia simples, mas porque não tinha peito pra carregar uma guerra enquanto Elizabeth estava ali, frágil, batendo com a cabeça na parede do tratamento. Eu segurei o que eu senti. Assisti, em silêncio, Íris se ajustar aos horários, aprumar uma fala submissa Ela contratou Iris para ocupar o seu lugar e não

