CAPÍTULO 20

2456 Palavras
Hoje eu não fui a faculdade, estou a dois dias de me mudar para a nova casa. Eu e o Christian fomos na casa vê-la, está linda, adorei a decoração. Mas também eu não quero ir para lá brigada com ele. Essa situação tem que acabar. Resolvi acabar com o gelo que estava dando nele, não compensa mais, porém eu não vou desistir de saber se essa Bella que esteve com ele. Saio da cama e me arrumo. Desço as escadas e vou tomar café. Gail já está na cozinha preparando algo. -Bom dia Gail!  Digo -Bom dia Sra Grey! Ela me cumprimenta. -O seu patrão já saiu? Pergunto -Sim, ele saiu bem cedo. -Ótimo. Eu ficarei em casa o dia todo. Tenho que resolver a mudança. -Sim Sra.   Tomo meu café e fico a manhã toda resolvendo as coisas da mudança. Vamos levar somente as nossas coisas pessoais. Preciso pedir caixas e arrumar várias malas para as nossas roupas. Depois do almoço, estou na sala conversando com minha mãe sobre a mudança e noto que há alguém chegando. Escuto passos de saltos, olho para trás e vejo que se trata de uma mulher. Morena, cabelos longos e olhos esverdeados. Magra. Não há conheço. Digo a mamãe que tenho visitas e que depois nos falamos. Desligo e a mulher fica me olhando. -Boa tarde, posso te ajudar? Pergunto olhando para a mulher e cruzando os braços. -Vim falar com Christian. Ela diz. Bem parece íntima dele. -Ele não está. Quem gostaria? Eu posso te ajudar? -Sou Bella a amante dele,  e você não pode me ajudar. Ela diz com desdém, e eu fico em choque. Essa mulher é a ex dele, e está aqui se denominado “a amante”. -Hum, você é a tal Bella. E ainda “a amante” do meu marido? Nossa que legal da sua parte vir até a minha casa e procurá-lo. Como você se sente sendo a outra? Pergunto para ela com ironia. -Isso não será por muito tempo. Ele voltará a ficar comigo de vez. Ela fala com uma convicção. -Sério? Então porque você veio aqui? Porque não ligou para ele? Perguntei já ficando irritada com ela. -Ele não está me atendendo hoje. Já liguei várias vezes. Até achei que tinha acontecido alguma coisa com ele. Mas eu não vou perder mais meu tempo falando com você. Eu quero falar com ele e não com você. Diga a ele para mim,  que estarei esperando ele em nosso apto. Nosso apto? Ela quer dizer que eles se encontram em um apto deles? -Como assim?  Vocês dois tem um apto juntos? pergunto incrédula. Ele não pode ter feito isso comigo. Tem um lugarzinho com a amante? Já é demais para mim. -Na verdade é dele, mas como tudo que é dele será meu, eu digo que é nosso. Agora tchau, e não esquece de dar meu recado. Bjs florzinha. Ela me manda um beijo no ar e sai rindo. Eu estou p**a.  Ele não podia ter feito isso. Ele sustenta ela? Há, mais isso vai acabar hoje. Eu sou a esposa dele e nada vai mudar isso. Nenhuma vagabunda vai acabar com meu casamento. Sigo para meu quarto. Pego um blazer e colo em cima da blusa que estava. Calço um sapato de salto. Pego minha bolsa e a chave do carro. Eu vou resolver isso agora. Ela acha que eu sou boba. Ela quer os bens dele?  Ela não terá. Porque deu para ver que ela não gosta dele. Mas sim os bens dele. Saio de casa e sigo para a empresa dele. Ele terá que me explicar isso. Se ele acha que eu vou aceitar que ele sustente outra mulher, não, isso eu não vou permitir. Ele não sustenta nem meus gastos, dirá sustentar outra mulher que não é nada dele. Chego na empresa, e já passo na portaria. Não consigo ver nada na minha frente de raiva. A recepcionista vem me seguindo até o elevador e me dá o crachá, me pedindo desculpas. Eu a olho e ela sai voltando para o seu posto de cabeça baixa. Deus me perdoe, eu não sou de tratar as pessoas m*l, mas eu não estou com humor para nada agora. Só quero colocar meu querido marido e sua “amante” em seu lugar. Subo de elevador até o último andar. As portas se abrem e vejo já as meninas que trabalham para ele me olhando. Com certeza a recepcionista lá de baixo já avisou que eu não estou no meu humor. Andréia já me olha com um meio sorriso. -Boa tarde Andréia Sr Grey está? Pergunto já indo para sua sala e ela me seguindo. -Sim Sra Grey. Posso te ajudar em algo?  Ela pergunta com um fio de voz. -Sim. Quero a relação de todos os aptos em nome do meu marido. E Andréia ? -Sim. Ela diz -Para ontem -Tudo bem Sra. Ela para de me seguir e eu entro na sala dele sem bater e ele se assusta. -Ana, aconteceu alguma coisa? Ele pergunta demonstrando preocupação. -Sim. Aconteceu Sr Grey. -O que foi, o que eu posso te ajudar? -Sabe o que aconteceu Sr Grey? Ele me olhou e negou com a cabeça. Eu estava na minha casa. Sabe aquele apto que você me levou para morar desde que nos casamos? Eu considero aquela lá minha casa, e aí eu recebo nada menos do que “ a amante” do meu marido. -Ana, do que você está falando? -Do que eu estou falando Christian? Disso mesmo que você ouviu. A sua querida “amante” esteve na minha casa, querendo falar com você. Disse que hoje você não estava atendendo o celular, então ela resolveu aparecer na nossa casa para te procurar. -Ana, ela não é minha amante. Eu não tenho amante. -Mas não foi o que ela me disse Sr Grey. Agora me diz o que você quer que eu faça? -Ana, eu e Bella não temos nada. Ele diz se aproximando de mim,  mas eu me distancio. -Bella? Então ela tem nome? Quem é Bella?  Faço de desentendida. -Você não quis me ouvir. Tem mais de um mês que estou tentando falar com você e nada. -Ótimo Sr Grey. Então fale agora. Aproveita que eu estou com paciência de te ouvir. Há e cuidado com que vai dizer, porque do jeito que estou agora, sou capaz de sair daquela porta procurando um advogado para fazer o nosso divórcio, você querendo ou não. Digo e ele arregalou os olhos. -Eu conheci Bella a dois anos atrás, e me apaixonei por ela. Ela também foi uma submissa. Começamos a sair do mundo de submissão e namoramos, porém não deu certo. -Porque? -Ela não tinha saído do mundo de submissão, ela me traiu com outros caras e me disse que queria somente o que eu proporcionava a ela. Eu a amava, e queria. Tentei de tudo para mudar a cabeça dela, mas não foi possível. Ela foi embora e me deixou. Eu sofri muito, até voltar a minha vida de submissão e me afundar nesse mundo escuro que você já sabe. -Você ainda a ama? Perguntei, mas tenho medo da resposta. -Não. Confesso que quando ela voltou eu me sentir confuso. Mas eu não sinto nada por ela. Ele diz e me sinto bem em ouvir isso. -Quando você a encontrou? -Há uma semana antes do nosso casamento, o hospital me ligou dizendo que ela estava lá.  Ela havia sofrido um acidente. -E você a ajudou? -Eu não poderia fazer diferente. Ele diz, e eu vou mostrar a ele que ele pode e vai fazer diferente. -E você está sustentando ela até hoje? -Ela não tem como se manter. Ele diz como se fosse lógico. -Ela não tem pai,  mãe, irmãos, parentes? Só tem a você. Digo com ironia. -Ana tenta entender. Ela não tem ninguém que possa ajudá-la. -E você como salvador, está aqui para ajudá-la? Por quanto tempo? -Não sei. Neste momento ela não tem como se sustentar. -Que ela vá procurar um trabalho, que ela venda seu corpo, não me interessa. Você não irá mais “ ajudar lá” -Eu não sou tão r**m assim.  Isso não está me afetando em nada. Ele diz e eu não consigo entender esse homem. Mas já que ele quer conhecer a verdadeira esposa dele, ele vai conhecer. -Você não é tão r**m assim?  Mas eu sou,  eu não vou aceitar que meu marido sustente outra mulher. Afinal ela não é nada sua, ou é? -Claro que não Ana… Ele tenta continuar falando, mas eu não o deixo. -Então se não é, acabou a mordomia dela. Ela tem que procurar o que fazer da vida dela, e não ficar nas suas costas. -Ana… Mais uma vez ele tenta argumentar. -Ana p***a  nenhuma, eu não quero saber de nada. Eu não vou aceitar isso. Que ela arrume outro pra bancar ela. Meu marido não vai fazer caridade para vagabunda nenhuma. Ele me olha assustado. E é para se assustar mesmo, eu ainda nem comecei. E pode começar a expulsá-la do nosso apto. Ele me olhou erguendo as sobrancelhas. -Ela está lá em casa? Ele me. Pergunta incrédulo. -Não, no escala, mas sim no apto que você emprestou para ela. Digo e ele passa a mão na cabeça. -Ela não tem para onde ir. Ele diz baixo. -E você com isso? Pergunto nervosa. Você acabou de me dizer que não tem nada com ela,  que não é nada sua. Porque então a importância do que vai acontecer com ela? -Eu sei que não deveria me importar, mas eu não só má pessoa. Eu me preocupo com o ser humano, e não com a pessoa dela. -Ótimo, então chega de se importar com ela. Ela não vai procurar emprego enquanto você não deixar de sustentá-la. Acabou a farra. A menos que você queira ainda continuar com essa nossa vida. É isso que você quer? -Você sabe que não.  Tudo que quero é estar bem com você. Curte nosso casamento. -Então vamos curtir nosso casamento, mas sem essa tal de Bella em nossa vidas e na sua folha de pagamento. Quero que você tire ela agora do nosso apto. -Ana… -Nada de Ana, Christian. Eu sou sua esposa e dona de tudo que você tem. Quer que eu comece a agir como tal? Terei o maior prazer de fazê-lo. Digo firme, cruzando os braços e o encarando. -Eu vou resolver isso. Ele diz. Não, não, não mesmo. Agora quem vai resolver isso sou eu. A hora que vou falar o telefone dele toca, e ele pega, porém não atende. E eu tenho certeza que é a vagabunda. -Você não irá atender? Pergunto olhando para ele -Vamos terminar nossa conversa. Ele diz colocando o telefone no bolso. Mas ele não vai me convencer. Ele não me conhece. -Era ela, não é?  Perguntei chegando perto dele. -Sim. Eu não vou mentir para você. Ele diz olhando para mim. Olha eu não falo com ela tem muito tempo. Não quero nada e nem ninguém entre a gente. Ele termina de falar e vejo sinceridade nas suas palavras. -Que bom, porque eu também não quero. Digo e o celular dele toca de novo, ele tira do bolso e olha mais uma vez e eu não aguento e tomo da mão dele.  Tiro a bateria, o chip e quebro olhando para ele. Ele me olha incrédulo. Vamos começar a mudar as coisas aqui. Digo jogando o chip quebrado na lixeira. -A maioria das pessoas tinham o meu número, até empresários. Ele diz. -Você dará um jeito nisso. E como disse, vamos começar a mudar as coisas aqui. Quero ela fora do nosso apto hoje. -Vou dá um prazo para ela sair, procurar outra lugar. Ele diz e eu dou um sorrisinho de lado. -Talvez você queira levá-la para morar com a gente até ela arrumar outro lugar. Até mesmo para você não se preocupar. Falo com ironia. -Anastásia, não é isso. -Para agora. Chegar, eu estou aqui conversando com você numa boa. Mas se você quer me ver com toda irritação que eu estou sentindo por dentro, eu não ligo. Você quer me manter como sua esposa, mas quer também manter sua ex. Não vai rolar. Acabou aqui. E já que seu coração tão nobre não vai te permitir tirá-la de lá. Não se preocupe. Eu não tenho esse coração bondoso para vagabundas. Digo já saído. Abro a porta, olho para ele que ainda está me olhando. Te espero em casa amor para o jantar. Falo mandando beijo no ar e sorrindo para ele. Fecho a porta e sigo para a recepção. Andréia me ver e já levanta com uma folha. -Aqui está todos os aptos? Pergunto a ela. -Sim. Ela diz. -Obrigada Andréia. Há arrume um outro chip com um número diferente para seu patrão, e passe para todas as pessoas importantes do meio empresarial. Diga que ele trocou de número. Falei piscando para ela e me encaminhando para o elevador. Saio da empresa e pego meu celular e vou para casa da minha mãe. Vou checar cada um desses aptos para descobrir aonde a biscate se encontra. Ela acha que vai ter mordomia para sempre, jamais, meu marido não vai sustentar nenhuma p*****a. Ainda mais essa daí que está de olho somente na conta bancária dele. Chego na casa dos meus pais e minha mãe me questiona o porquê eu estou ali.  Digo que vim fazer uma pesquisa e precisava de um pouco de tranquilidade, já que meu apto está uma correria só por causa da mudança. Mamãe assenti, eu vou para meu antigo quarto. Me sento e já pego o telefone e começo a ligar. Andréia é bem eficiente, colocou na lista os que estavam ou não mobiliados. Começo a ligar, depois de meia hora, bingo.  A vagabunda atende. Desligo e já desço correndo dizendo a mamãe que esqueci de um matéria e já vou embora. Me despeço dela e vou rumo ao meu apto que aquela biscateira de quinta está. Hoje você vai deixar de ser bancada pelo meu marido. Chego ao prédio e me identifico para o porteiro, digo que quero ver o apto, e ele engole em seco. Mas eu digo que sei que tem uma amiga hospedada ali, porém ela sairá dali hoje mesmo. Seja por bem ou por m*l. Subo e toco campainha. Acho meio um cúmulo já que sou dona, mas vamos despejar essa inquilina indesejada. Espero alguns minutos e ela abre a porta somente de camisola. Ou ela pensou que era o meu marido ou alguém conhecido, pois o seu sorriso morreu na hora que me viu. Coitada, nem sabe do que eu sou capaz.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR