CAPÍTULO 13

2119 Palavras
Chegamos no apto dele, e esse lugar me desagrada. Eu não gosto daqui, preferiria encontrar a mãe dele na esquina do que aqui. Entro e vejo Gail, a cumprimento. Ela sorrir para mim. Sr pede para eu me sentar. -Há que horas sua mãe virá? Pergunto não querendo ficar tanto tempo aqui. -Ela virá jantar com a gente. Pedi a Gail para fazer um jantar para nós três. Merda, eu não queria prolongar essa conversa. -Eu poderia ter ido para minha casa e na hora do jantar vim para cá. Digo sem muito ânimo -Nós temos muito o que conversar. Você não dá espaço para isso acontecer na sua casa, então achei melhor trazê-la para cá e conversarmos. Ele diz sentando do meu lado. Você quer comer ou beber alguma coisa? Ele me pergunta. Não. Só quero saber o que o Sr quer conversar. -Sobre a gente. Eu quero saber como vamos fazer em nosso casamento, com nosso relacionamento íntimo. -O Sr quer que tenhamos um relacionamento íntimo? As coisas nunca vem ao meu favor. -Nosso casamento é real, não tem nenhuma mentira nisso. Eu vou assinar, nós vamos assinar um registro de casamento, então não sei o que poderia ter de diferente em nosso casamento. Só falta o amor né. Penso comigo. -Eu não quero ter nenhum tipo de envolvimento com o Sr. Já estou fazendo o que o Sr quer. Digo sem olhar para ele. -E como vamos fazer então? Você pensa que viverei sem sexo casado com você? Eu não sei o que ele fará e nem quero saber. -Não sei, só não quero que o nosso casamento seja consumado. Digo firme. -Não quer que nosso casamento seja consumado? Anastásia, eu não sei se você se lembra, mas eu conheço o seu corpo. Sei cada detalhe dele, então não vejo motivo para isso. Ele termina de dizer com malícia. Merda de homem. O que faço para fugir dele? -Conhece, mas não me tocará mais. Eu não quero. Digo levantando e indo para a janela. -Eu não vou conseguir dormir com você e não te tocar. Eu sou homem, e serei seu marido. Eu quero que nossa vida de casados seja como de um casal normal. Ele diz me abraçando por trás e mordendo a minha orelha. Me separo dele. -Escuta é só essa sua exigência para o Sr me deixar em paz? Droga, já não aguento mais isso. -Não é uma exigência Anastásia, é um desejo meu. Eu estou custando a manter a minha sanidade até nos casarmos, mas depois não sei se serei capaz de mantê-la. Eu quero você. Eu amo você, e quero demonstrar isso a cada dia em nossa cama. Ele diz se aproximando de mim. Eu me desvio dele. -Ok Sr Grey, será feito a sua vontade. Eu não vou brigar com o Sr mais por isso. Afinal de contas tudo aqui é a sua vontade. O Sr venceu mais uma vez. Ele quer assim, será. -Não digo que venci, só acredito que desejamos a mesma coisa, e você só não estava afim de admitir. Bufo com o comentário dele. -Mais alguma coisa que queira de mim? Perguntei séria. -Você, eu só quero você. E já que você concordou, porque não matamos a saudade agora. Ele diz me puxando para ele beijando o meu pescoço. -Não quero. Prefiro esperar o casamento. Digo me desvencilhando dele. -Tudo bem, só vai aflorar mais o meu desejo por você. Ele diz passando a língua em seus lábios. Ele pode usar todo o seu charme que não vai me convencer. Conversamos mais sobre o casamento, e minha mãe me manda uma mensagem com os modelos de três convites para enviar aos convidados. Ela pede para mostrar ao Sr Grey, e para decidirmos, ela mandará para gráfica até amanhã. -Minha mãe mandou uma mensagem mostrando três modelos de convites. Quer que o Sr escolha para ela mandar para a gráfica amanhã. -Ela quer que eu escolha, ou quer que nós dois escolhemos? Ele perguntou e eu reviro os olhos. -Qual o Sr gostou? Pergunto não dando vazão para o que ele disse. -Para mim o segundo, são muito bonitos, mas o segundo é mais a nossa cara. E você? Ele pergunta, e tanto faz para mim. -O segundo também. Vou enviar para a minha mãe. -Tudo bem. E quando eles ficam prontos. Já estamos entrando no segundo mês, e a gente ainda não distribuiu nada. -O Sr tem que me passar sua lista de convidados. E endereços.Vou mandar cada um assim que estiverem pronto. -Minha mãe está vindo, ela vai te passar a lista de convidados. Eu não digo nada. Ela queria participar de alguma coisa do casamento. Não só ela como Mia e Kate. Eu não preciso de nada. -Não sei em o que elas podem fazer agora. -Eu queria que você deixasse elas participarem. Saco. -Além de ter que agradar ao Sr ainda tenho que agradar a sua família. Digo exasperada dessa conversa. -Não é isso Anastásia, mas elas estão empolgadas com o nosso casamento, e querem muito ajudar. -Ok. Vou falar com a mamãe. Não sei ainda o que tem que ser feito, mas vou ver. Merda de vida. -E aonde você está pensando que poderíamos nos casar? Afinal de contas os convites já vai ser confeccionados, e você não me disse o local. -Na igreja perto da minha casa. Só temos que levar os documentos. -Eu quero ver essa igreja antes. -Porque? -Porque eu não vou me casar em uma igrejinha. Anastásia nosso casamento é único. Nem eu e nem você casaremos de novo. Então pare de escolher coisas e lugares feios. -Eu não acho que igreja seja feia. Então escolha o Sr o local. Vou pedir a minha mãe para adiar os convites. Digo, eu não faço nenhuma questão de nada. -Não vamos adiar nada. Eu já até acho que estamos atrasados com isso. Vamos esperar minha mãe chegar e eu ti direi aonde vamos nos casar. Eu m*l sei o que é pior, eu ter que aguentar tudo isso, ou me aprisionar naquele quarto maldito. Ficamos mais algumas horas conversando até que venho na minha cabeça a merda do acordo pré nupcial. -O Sr já pediu o seu advogado para redigir o acordo pré nupcial? Digo olhando fixamente para ele. -Eu já ti disse que não teremos um. -E eu já disse ao Sr que não me casarei sem um. Quer me trancar naquele quarto agora? Pois essa é a sua oportunidade. Se não houver um acordo pré nupcial eu não me casarei. Acabo de falar e vejo raiva em seus olhos. E escutamos uma voz que vinha da entrada da sala. -Boa noite. Merda é a mãe dele. Será que ela escutou? O que eu estou pensando? Por mim que tenha escutado. -Mamãe, tudo bem com a Sra? Ele diz. -Sim filho e vocês? -Bem, estávamos só esperando a Sra. -Anastásia querida, como você está? -Bem Sra Grey. Digo a cumprimentado com dois beijos no rosto. -Me chame de Grace querida. Dou um meio sorriso. -Sente-se mamãe. Estávamos falando do casamento. -Desculpa eu acabei ouvido sobre o acordo pré nupcial. Anastásia, eu não queria que Carrick tivesse tocado nesse assunto, mil desculpas por ele. Advogado sempre focado no bem estar de um casal. Não dê ouvido ao que ele falou no jantar. Eu me sinto envergonhada até hoje com isso. E queria muito que começássemos de novo. Não só eu, como Carrick também. Não queremos que nem você e nem Christian se afastasse de nós. Ela diz, e eu fico olhando para ela, e ela parece sincera. -Sra Grey, não precisa se preocupar. Eu já relevei o que aconteceu na sua casa. Mas o seu filho aqui já está ciente que não me casarei sem esse acordo. E eu acho mesmo que o seu marido Sr Grey, ele tem toda razão em querer proteger o patrimônio da família. Digo e Sr Grey aqui me olha com raiva. Estou pouco me fodendo para isso aqui. Ele quer casar, quer que eu aceite todas as condições. Aceitarei, mas não vou abrir mão do acordo. -Eu entendo você. Mas então mudando de assunto. Como está os preparativos para o casamento? Ela perguntou empolgada. -Está fluindo bem. Vamos mandar confeccionar os convites amanhã. Ela me olha meio triste. -Anastásia, me desculpe, mas eu queria fazer isso, tanto que queria ti pedir a sua lista de convidados. Eu já conversei com os responsáveis pelos convites. Então só falta você me passar a lista. Ela diz como se não fosse nada. Ela quer tomar as rédeas, eu darei as rédeas para ela. Possessa, mas vou dar. -A senhora quer fazer os convites? Já escolheu qual será o convite? Perguntei incrédula. Ela não podia fazer isso, mesmo eu odiando tudo isso que está acontecendo comigo. -Se você não se importa sim. Eu sei os gostos de Christian, e acho que você também irá gostar. Até trouxe um modelo, para você ver. Ou seja eu não preciso gostar e aprovar, ela já fez isso por mim. Ela tira da sua bolsa o convite, e sinceramente não era o que eu escolheria, mas como tudo aqui é fingido, eu vou gostar. -Bonito. Digo simplesmente isso. E o filho dela fica me olhando. Meu Deus por que isso tem que acontecer comigo? -Que bom que você gostou. Ficamos conversando sobre um outro detalhe, onde ela queria se meter, e eu disse que já tinha sido resolvido. O jantar ficar pronto, Gail aparece para informar. Vamos para a mesa e nos sentamos para comer. Ela não parou de falar. Que saco. Falou do jantar de noivado, em como ela estava organizando. As meninas estão doida para falar comigo, pois elas querem fazer algo também. Digo que verei. Mas sinceramente não estou gostando dessa intromissão toda. O jantar ocorre bem, ai ela pergunta aonde vamos nos casar para colocar no convite. -Vocês já sabem onde vão se casar? Eu preciso disso para colocar nos convites. Mas ela não espera a gente responder. Christian, ficaria muito feliz se fosse no jardim da nossa casa. p***a, ela está de brincadeira comigo. -Mamãe a gente não tinha decidido ainda, mas acho um lugar bacana o jardim de vocês. O que você acha amor? Ele me pergunta, e eu fico ali olhando com uma raiva me consumindo. -Para mim o que vocês decidirem está bom. Digo, e ele me olha sério. -Que bom querida, olha vamos marcar um chá lá em casa só as meninas. Ai dará para você conhecer o jardim e ver que será o lugar perfeito para o casamento. Ela diz, e eu simplesmente dou um sorriso falso. O jantar terminou e ela ainda fica falando o que pode ser feito ou não na decoração. Isso já estava me casando tanto, que a minha vontade era de entregar tudo na mão dela. Ela se despede, e assim eu digo a ele que quero ir embora. Ele diz que vai me levar. Fico esperando ele. Entramos no carro e Taylor como sempre está na direção. -Anastásia, olha para mim. Ele pede e sabe que eu estou invocada. Eu olho. Fala o que você tem. -O que eu tenho? O Sr jura para mim que eu sou obrigada a aceitar tudo que sua mãe quer? Ela escolheu os convites sem me consultar, ela decidiu o local sem almenos deixar a gente decidir. Digo gritando de raiva -Para de gritar que eu estou do seu lado. Ela não fez por m*l, minha mãe estava a dias tentando falar com você e nada. Ela não queria perder tempo. -Não queria perder tempo? Porque o Sr está me obrigando a participar dos preparativos, sendo que sua mãe quer fazer tudo? Deveria ter deixado tudo nas mãos dela. Eu não ligo. -Nós dois temos que participar porque o casamento é nosso, e não dá minha mãe ou da sua mãe. Ele diz -Jura? Então porque as escolhas feitas por mim não são aceitas pelo Sr? -Pare de ficar alterada. Não são aceitas porque você não está se esforçando para que tudo saia perfeito. Para você tanto faz. Eu quero esse casamento perfeito, independente de você gostar ou não. -Ok. Seja feita a sua vontade. Boa noite. Digo saindo do carro. Escuto ele me chamar, mas eu estou p**a de raiva. Não quero escutar mais nada hoje. Chega desse homem e suas exigências. Chega da sua mãe e suas decisões. Abro o portão e fecho com toda força do mundo. Quero me afundar no meu quarto e esquecer que minha vida é uma merda. Que sou a pior pessoa do mundo por ter me envolvido com uma coisa que não me deu nada, pelo contrário tirou minha vida.
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