CAPÍTULO 12

2320 Palavras
Essa semana está uma loucura na minha vida mamãe não para de falar nessa merda de casamento e ainda me obriga a olhar tudo que eu quero nesse casamento, ou seja, tudo que não quero, pois eu não estou gostando de fazer nada, eu não quero olhar nada, eu nem almenos tenho vontade de me casar, ainda mais ficar olhando tudo que tenho para olhar. Outra coisa que tem me acontecido é a mãe, irmã e cunhada do Sr Grey me ligarem,como sei que são elas? Sr Grey me mandou mensagem dizendo que elas estavam tentando falar comigo, não atendi nenhuma das ligações, não que seja pelo jantar, sei que elas não tem nada com isso. Mas esse casamento é uma mentira, eu não consigo olhar para elas e fugir que está tudo bem, eu não estou conseguindo mentir para meus pais, olhando nos olhos deles, imagine para elas. Sei que elas querem me ajudar, mas eu também não quero ajuda. Não quero ninguém em cima de mim, me dizendo que esse é legal, aquilo é feio. Droga, porque eu fui me envolver nisso? Porque eu tive que conhecer esse homem? Que castigo eu cometi para a minha vida ter essa vida? Suspiro pesado, eu não sei mesmo o que vou fazer. Mas duas semanas se passam e minha mãe não para de me dizer sobre o meu vestido. Ela quer que eu mande fazer um. Mas eu não quero, eu não quero fazer um vestido para casar com o homem que eu não amo. Eu não quero fazer nada para ele. Ele não merece nada de mim. Porém como boa mãe que dona Carla é, ela simplesmente ignora tudo que eu falo. Pega o vestido que comprei no brechó e diz que vai jogá-lo fora. Ela já marcou hora com a costureira. Eu queria me matar, eu poder não estar aqui para nada. Eu queria ir embora, fugir daqui para ninguém me encontrar. Poder tomar minhas próprias decisões. Poder ser dona da minha vida. Porém não, eu não sou, eu tenho que seguir tudo que as pessoas falam para mim, eu tenho que abrir mão do que eu quero, e viver como os outros querem. A noite chegou e com ele meu desânimo. Terei que receber o Sr Grey. Não estou nem um pouco afim de vê-lo, de ouvir a voz dele. Mas vamos lá fazer um teatro para meus pais. A menina que quer casar apaixonada, que ama seu namorado. Bufo só de pensar. Não me arrumo, coloco um short e uma blusa regata, e meu chinelo, amarro meu cabelo em um coque bagunçado, e desço. Já encontrei ele sentado na sala, e minha mãe mostrando o vestido que ela disse que iria jogar fora. Não acredito que ela esteja mostrando para ele. Fico olhando para ela, e sinto o olhar dele sobre mim. -É com esse vestido que você estava pensando em se casar? Ele me pergunta. -Mamãe, você não disse que iria jogar fora? Pergunto não querendo falar com ele, e brava por ela ter mostrado a ele. -Filha não fique assim, eu só deixei ele aqui e Christian acabou vendo. Mamãe fala. -Sua mãe não tem culpa. Ele diz. Então seria esse vestido? -Algum problema? Pergunto me sentando e ligando a TV. -Todo o problema do mundo. Acredito que o casamento para um mulher deve ser uma coisa mágica, única, e você querendo casar com algo tão simples, tão feio. Ele diz na maior calma possível. -Para mim não, eu não sou aquelas mulheres que acreditam assim, se dúvidar as coisas podem não dá certo entre nós, e aí eu possa encontrar alguém pra me casar novamente. Digo sem nem almenos sofrer pelo que eu disse. Mamãe me repreende. -Anastásia que isso? Se for para você se casar assim é melhor você nem se casar. Mamãe diz olhando séria para mim. -Quem sabe no meu outro casamento eu escolha um vestido melhor. Eu digo para atiçar a fera dentro dele. Eu queria tanto que ele desistisse disso. -Eu não aguento mais você com esse seu humor. Eu vou lá dentro preparar o nosso jantar. Christian você fica para jantar? -Claro que sim Carla. Ele diz. Merda. -Ótimo, me dê licença. Mamãe sai e ele me pega pelo braço. -Você está me machucando, me larga. -Vamos conversar lá fora. Eu preciso realmente ti colocar no lugar. Acho que você está passando dos limites. Eu estou aceitando tudo de você calmamente, tenho sido o mais paciente possível com essa sua indiferença comigo, mas agora acabou, hoje para mim foi a gota d'água. Ele diz me arrastando para fora. Chegamos em uma distância da porta da sala. E ele me solta. -O Sr me machucou seu bruto. Digo com raiva. Ele não pode fazer isso comigo. -Escuta só Anastásia, eu estou cansado, cansado dessa sua indiferença, do seu comportamento. Nunca achei que você se comportaria desse jeito. Minha família tem te ligado incansavelmente, e nada de você atendê-los. Minha mãe está super chateada com meu pai, achando que você nunca mais falará com eles. Eu entendi seu lado naquele momento. Meu pai já pediu desculpas pelo erro que ele cometeu, mas a princesinha aqui resolveu que não dará uma oportunidade de conhecer a família do seu noivo. Você tem me tratado pior do que um cachorro, e ainda sim eu tenho tentado de tudo para te agradar. Cansei, cansei mesmo. Oba ele irá desistir agora. Deus ouviu minhas preces. Então eu vou ti colocar em seu devido lugar. Ou você melhora a sua atitude, guarde esse humor para você, ou vou dá um jeito de fazer você nunca mais ver seus pais, ter uma vida normal, ai vamos nós casar como você quer, não teremos nada, será somente eu e você, o juiz e meus seguranças como testemunha. E ainda faço com que pensem que você não está aqui. Que viajou novamente. p***a de homem. Não é possível que eu mereça ser tão infeliz. Então o que você vai querer? Ser trancada novamente? Ou respeitar não só a mim, mas também as pessoas a sua volta? E cuidado com que você irá falar, eu não estou brincando. Chega de brincar com você. Te dei liberdade demais, e agora acabou. Ele termina me encarando. Eu tenho tanto ódio dele. Sei que qualquer vacilo meu ele irá me prender, e sinceramente não sei se meu psicológico estará bom para ficar presa em um quarto. Eu não quero isso de novo. -Estou esperando Anastásia. Ele diz sem paciência. -Ok, eu vou me comportar como o Sr quer. Digo não olhando para ele. -Ótimo, estamos conversados e espero que não precise conversar com você sobre isso mais. Ele diz. Agora tenho que te falar outra coisa. Fico esperando ele falar. Amanhã vamos olhar uma casa para morarmos. Eu agendei uma visita com um corretor. Vou te pegar aqui as três da tarde. Algum problema? -Nenhum. Digo -Ótimo. Minha mãe quer falar com você. Eu disse a ele que você estaria na minha casa amanhã a noite. Então ela estará te esperando lá. -E porque tem que ser na casa do Sr? Pergunto, porque não queria voltar naquele apto antes de casar. Não tenho boas lembranças, e outra eu não queria falar com a mãe dele, e nem com ninguém. -Porque acho melhor vocês conversarem a sós. E outra aqui sua mãe ficaria em cima de vocês e até poderia saber do que houve no jantar. -Tudo bem. Não quero prolongar essa conversa. -E outra o jantar de noivado será no final de semana que vem. Será só a nossa família mesmo. Será na casa dos meus pais. -Eu não quero que o jantar seja lá. Meus pais não precisam ser humilhados como eu fui. Eu não queria voltar naquela casa nunca mais. -Não vai acontecer nada. Meus pais já estão ciente de tudo. Principalmente meu pai. Ele diz, mas ainda eu não quero que o jantar seja lá. -Mesmo assim, eu prefiro que não seja lá. -Anastásia, eu entendo seu medo, mas minha mãe faz questão que seja lá, até mesmo para se desculpar com você. Suspiro pesado. Faça a essa merda como quiser. -Faça como quiser. -Eu não quero mais um motivo para você ficar chateada. Quero muito que você se sinta bem e queira isso tanto quanto eu. Isso nunca vai acontecer. Não digo nada. Eu quero que isso acabe logo, se é para casar, vou me resignar a isso. Entramos e mamãe e papai estão na sala, sentamos e começamos a conversar. O jantar é servido e a conversa sobre o casamento continua. Eu respondo no automático. As horas vão passando e ele vai embora. Eu durmo chorando, não consigo entender porque minha vida é assim. Escolhas erradas, me fizeram ser a pessoa mais infeliz do mundo. Acordo e vou correr um pouco, os seguranças já estão aqui, será que eles não dormem? Corro e volto para casa, porque ainda eu e mamãe vamos olhar um modelo de vestido de noiva para a costureira fazer o vestido. Cheguei em casa mamãe já estava pronta me esperando. Tomo um banho e me arrumo para sairmos. Chegamos ao ateliê e vejo vários modelos. Confesso que achei um mais lindo do que no outro, acredito que se fosse em outro momento, eu adoraria está aqui. Opto por um vestido tomara que caia, rodado. Escolho o modelo do vestido e vejo os olhos da minha mãe brilharem. Ela está feliz, e eu tento também fingir uma felicidade que não sinto. Almoçamos no shopping e fizemos algumas compras. Mas era hora de voltar para casa, ainda tinha a visita da casa que ele queria comprar para nós, e a conversar com a mãe dele. Acho que meu dia não poderia ser pior. Mas vamos lá, eu disse que seria uma boa menina, e serei se não serei trancada na torre mais alta e lá ficarei. Chego em casa faltam vinte minutos para ele está aqui, subo e tomo outro banho. Coloca uma calça jeans e uma blusa amarela e um blazer preto com uma sapatilha. Amarro meu cabelo em um r**o de cavalo. Pego uma bolsa de mão e desço. Ele já está na sala, conversando com a empolgada da minha mãe. -Está linda filha. Mamãe diz -Obrigada mãe. Mãe separe meu jantar. Eu devo demorar. -Claro meu amor, não se preocupe. Ela diz -Não precisa Carla, ela vai jantar comigo. Ele diz. E eu não digo nada. Estou a mercê desse homem. -Tudo bem, divirtam-se. Mamãe diz e eu reviro os olhos. Saímos de casa e ele abre a porta do carro para mim, entro e depois ele entra. -Sua mãe disse que vocês foram ver o vestido. Ele diz, tentando puxar conversa. -Sim. -E como foi? O que você achou? Gostou do que escolheram? -Sim. -Anastásia vai ficar monossilábica? -O que o Sr quer saber? Digo sem olhar para ele. -Vamos tentar nos dar bem, por favor. Eu não quero mais essa distância entre nós. -O Sr me fez aceitar toda essa situação, então não me peça mais do que isso, que já é demais para mim. -Eu só quero curti cada momento com você. Anastásia como será o nosso casamento? Você não espera que casado com você, não possa te tocar, te beijar e te amar. -Eu espero que o Sr me respeite. Não quero ser obrigada a nada que não queira. Droga, ele pensa em me ter em sua cama? Isso não poderia ser pior. -Eu nunca faria nada que não queira. Não posso te obrigar a ter uma relação íntima comigo. Mas acredito que seja demais para mim, ser casado com você e não suprir os meus desejos e também os seus. Nosso casamento para você pode ser de mentira, mas para mim não. Eu quero você, eu amo você. Ele diz e eu não respondo nada. Terei que fazer o papel da esposa boa de cama também. Dá para melhorar a minha só um pouco? Chegamos em um condomínio fechado. Ele coloca o código e entramos. Seguimos até um portão grande de metal. Ele sai do carro e coloca o código. Volta a entrar e o portão se abre. Vejo árvores e um gramado, é enorme o quintal. Chegamos na casa e um senhor está nos aguardando. Saímos do carro, o Sr Grey me dá a mão. Seguimos para cumprimentar o senhor. Ele se apresenta e vamos entrando na casa. É enorme. Para que tudo isso? Me pergunto. São duas pessoas que irão morar aqui, não precisa disso tudo. Seguimos olhando cada canto da casa. Na parte de baixo, tem duas salas amplas, uma cozinha enorme, biblioteca, escritório, e duas suítes aqui perto da biblioteca. Subimos e tem mais sete suítes, e o quarto de casal tem uma vista linda para fora, janelas de vidro grande que abertas, dão para a varanda também enorme. Dois closet grandes, o banheiro três vezes o meu quarto na casa dos meus pais. Tem uma sala de jogos e outra de cinema aqui em cima. Fico pensando o porque de tudo isso. Vamos para fora. O quintal é bem grande, tem uma piscina enorme. Acabamos o tour pela casa e o corretor pergunta se a gente gostou. Sr Grey me pergunta. Eu digo que sim. Na verdade eu gostei mesmo, mas para mim tanto faz se fosse outra casa com dois cômodos. O meu problema não é a casa e sim ele. Ele ficou mega animado. Ele disse ao corretor que ele ligaria para fechar negócio. Seguimos para fora e eu ainda não consigo entender o porquê dele querer uma casa grande. Podemos morar em qualquer lugar, isso para mim não fará diferença. Mas se ele quer assim que seja. Vamos viver no automático. Agora enfrentar a mãe dele, e confesso que não estou para esse saco de conversa. Porém eu não posso chutar o balde, então vamos ver no que dá.
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