Mais tarde, Marta acorda novamente, deitada em uma cama na clínica do Dr Carlos Augusto, ela acorda tonta e confusa, o médico amigo de Eduardo havia lhe dado um calmante para a manter relaxada.
— Deus... O que aconteceu comigo? Onde eu estou? Gaspar! Por favor... Onde eu estou? Diz ela.
— Calma, fique calma... Eu trouxe você para uma clínica médica, meu amigo está fazendo alguns exames em você, acho que você pode ter batido a cabeça, não sei... Tudo é um mistério, você falando estas coisas, vestida dessa forma... Fique calma, você está bem... Está segura... Diz Eduardo.
Marta segura na mão de Eduardo e chora...
— Gaspar, por favor, eu não sei o que está acontecendo comigo! Onde estou? Meus pais? Estevão meu marido?
Neste momento, Dr Carlos Augusto chega com o resultado dos exames, todos realizados ali mesmo em sua clínica.
— Graças a Deus Carlos, me diz! O que ela tem? Tem algum vestígio de droga no seu organismo? Pergunta Eduardo.
Carlos olha para ele, depois para Marta ali na cama...
— Moça, me escute... Qual o seu nome? Ela te falou Eduardo o nome dela?
— Não, cara, ela não me falou, apenas disse coisa com coisa... Falou o nome do meu bisavô! Meio que como se ela o conhecesse...
— Marta... Meu nome é Marta Albuquerque... Aliás, Marta Albuquerque Buarque, Buarque é o nome do meu esposo... Estevão Buarque... Será que poderiam localizar meu marido? Estávamos hospedados no hotel Central de Teresina... Diz Marta.
— Bom, ao menos ela sabe que está em Teresina, isso já é um bom sinal... Diz Eduardo.
— Edu, Senhorita... Fiz um exame de sangue completo, não há vestígios de nenhum uso de drogas, nem álcool... Nada! Ela não usou e nem foi dopada por ninguém! Está limpa, nem mesmo ingeriu bebida alcoólica... Nada, nadinha mesmo! Diz Carlos, o médico amigo de Eduardo.
— Então... O que ela tem? Pergunta Eduardo.
— Não sei, meu amigo, mas acho que você deveria levar ela até as autoridades, a polícia vai saber como lidar com a situação, vai encontrar a família dela, talvez ela tenha algum problema de origem mental... Isso só um especialista pode ajudar... Diz Carlos.
— Não pode ser, apensar do que ela me falou, ela não parece ser louca! Diz Eduardo.
— Como não parece ser Edu? Olha as roupas dela! Olha o jeito dela... Cara! Falo não só como médico, mas como amigo também, é arriscado demais o que você fez! Diz Carlos.
— O que eu fiz de arriscado? Ajudar uma mulher indefesa, caída na beira de um rio? Cara, por sorte fui eu quem a vi... Ela é uma mulher muito bonita! Já imaginou o que uma mulher caída sem consciência poderia sofrer nas mãos de um elemento perigoso que a encontrasse? Você como médico me falar uma coisa dessa... Diz Eduardo.
— Não me interprete mau, eu teria feito o mesmo, apenas estou alertando você como amigo, que existem riscos... Ou você acha que ela caiu do século passado ali na beira do rio? Claro que não! Diz Carlos.
— Tudo bem, mas o fato é que eu não vou descansar, até descobrir a origem dessa mulher! E só entrego ela, nas mãos de sua família... É minha responsabilidade, já que me dispus a lhe ajudar, já que fui eu que a encontrei... E depois, ...
Carlos segura em seu ombro e comenta...
— Meu amigo, quero ver o que a Amanda vai pensar disso tudo, sei o quanto ela é ciumenta, viu... Mas enfim... Só promete que vai levar ela até as autoridades e se eu puder ajudar em alguma coisa... Pode contar comigo...
— Obrigado meu amigo, Dr Carlos... Eu sei que posso contar com você, eu... Eu quero desvendar o que acontece com esta mulher, não ficarei em paz sem descobrir... Diz Eduardo.
Enquanto isso, em São Luiz do Maranhão, para na frente de um hotel luxuoso, um táxi, dele desce uma mulher muito linda, longos cabelos loiros até a cintura, exalando elegância com um corpo beirando a perfeição, despertando olhares por onde passava...
— Por favor, minhas bagagens... Diz ela para o empregado do hotel.
— Sim senhorita...
Ela era Amanda, a noiva de Eduardo, que chegava ao hotel, um dos mais luxuosos da capital maranhense... Amanda se dirige a recepção do hotel...
— Amanda Ibiapina... Me aguardam no quarto 78... Diz ela.
— Claro que sim, senhorita... Aqui está a chave... Diz a recepcionista.
Amanda vai até o elevador e se dirige até o dito quarto do hotel, abre a porta... em seguida o empregado chega com sua bagagem, deixa ali e recebe uma gorjeta...
Amanda caminha pelo quarto, vai até a janela que tinha uma bela vista para o mar, quando ouve a porta se abrir, logo em seguida um homem chega e ao ver ela, resolve se aproximar, dando uma palmada em sua b***a e a abraçando por trás, cheirando seu pescoço...
— Nossa! Que saudade eu estava de você! Que saudade! Mau podia esperar a hora de te ver novamente! Não sabe a raiva que sinto, o ciúme de saber que você está com aquele cara todo dia, se entregando a ele, este seu corpo delicioso que deveria ser apenas meu! Diz o homem.
O homem se chama Hugo, ele e Amanda tem um relacionamento secreto e um plano tramado...
Amanda se vira de frente para ele, coloca os braços sobre o pescoço dele o beijando e mordendo seus lábios...
— Calma, meu amor... Falta pouco! Depois que eu me casar com o Eduardo, nós vamos dar um jeito nele, como planejamos... Vamos colocar nossas mãos em tudo que ele tem! Seremos ricos e vamos sair desa vidinha medíocre que temos... Falta pouco... olha só! Diz ela mostrando sua mão com a aliança em seu dedo…
— Miserável! Só de imaginar que você tem de se deitar com ele... De ter outro homem fazendo amor com você.... Eu tenho vontade de matar ele....
— Calma, meu amor... Você terá sua chance... Não vamos ficar falando dele, afinal é de você que eu gosto... Dele eu só quero o dinheiro! De você eu quero seu corpo e muito prazer... Por isso eu estou aqui! Para ser sua! Diz Amanda provocando Hugo colocando sua mão dentro de sua calça e segurando seu p@u até sentir ele duro em suas mãos...
Hugo pega Amanda em seus braços e joga sobre a cama, caindo sobre ela logo em seguida...