Vendo Eduardo naquele estado, Carlos só conseguia chegar a uma conclusão: ou o amigo havia enlouquecido, ou era vítima de alguma armação muito bem feita. O que ele dizia não fazia sentido algum. — Eduardo, se acalma! Respira! — dizia Carlos, segurando-o pelos ombros. — Quem é Brígida? Essa mulher é a Amanda! Sua noiva! Eduardo respirava com dificuldade. Seus olhos estavam arregalados, não de confusão, mas de consciência plena. Pela primeira vez, tudo fazia sentido. O passado e o presente haviam se fundido. Não existia mais divisão. Ele era Eduardo… e também Gaspar. E isso o apavorava. Marta. O nome ecoava em sua mente como um grito. Ele havia mandado Marta embora. Ele mesmo. Agora sabia exatamente o que estava acontecendo, quem eram Amanda e Hugo, e o perigo que Marta corria sozinha

