Passado

514 Palavras

A casa era simples, silenciosa demais para o gosto de Marta. Assim que Jorge destrancou a porta, o rangido ecoou pelo corredor estreito, fazendo-a estremecer. — Fique à vontade — disse ele, acendendo a luz. — Tem comida na geladeira, toalhas limpas no armário. Amanhã cedo eu volto para ver como você está. Marta entrou devagar, observando tudo como quem pisa em território desconhecido. Sofá, fotografias antigas, um relógio de parede marcando as horas com um som seco e ritmado. — Obrigada… de verdade — disse ela. — O senhor não precisava fazer isso. — Precisava, sim — respondeu Jorge. — Às vezes a gente faz certas coisas para tentar consertar outras que ficaram m*l resolvidas. Ele hesitou antes de sair. — Marta… tente descansar. Amanhã conversamos melhor. Quando a porta se fechou, o s

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