113- NO FLAGRA

1186 Palavras

CAPÍTULO 113 ARTHUR NARRANDO: Respirei fundo. Aquilo podia ser qualquer coisa. Problema do passado. Chantagem. Alguma bomba prestes a estourar. E justo agora… justo quando tudo tava se ajeitando com a Beatriz. Desliguei o interfone, larguei o aparelho no criado-mudo e me levantei com cuidado pra não acordar ela. Olhei de novo pra Beatriz. Dormia feito anjo. Toda encolhidinha no lençol, com o rosto virado pro lado e aquele suspiro leve que escapava entre os lábios. A visão dela ali me deu vontade de esquecer o mundo e deitar de novo. Mas eu sabia… certas coisas, se a gente não resolve na hora, viram bomba-relógio. Fui pro banheiro em silêncio, fechei a porta com cuidado e liguei o chuveiro. A água quente bateu nas minhas costas e eu encostei a testa na parede de azulejo, tentando organ

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