CAPÍTULO 98 BEATRIZ NARRANDO Acordei com a cabeça pesada, o corpo inteiro dolorido, como se eu tivesse corrido uma maratona… ou vivido um furacão. Pisquei devagar, tentando entender onde eu tava, o que era sonho e o que era real. A luz suave entrando pela fresta da cortina me fez franzir os olhos. Demorei uns segundos até tudo voltar pra minha cabeça. Arthur. A gente. Tudo que rolou. Minha mão foi instintiva até o lençol, procurando por ele do meu lado… mas tava vazio. Frio. O travesseiro ainda com o cheiro dele, mas o quarto em silêncio. Me sentei na cama, sentindo o corpo reagir na hora. Cada parte minha denunciava a transa intensa que a gente teve. Meus músculos doíam, minhas pernas estavam fracas… minha i********e ainda latejava. Olhei em volta. Nenhum sinal dele. Nenhuma roupa

