CAPÍTULO 158 CAMILA NARRANDO: — Então dança pra mim. A voz dele cortou o silêncio do quarto como uma navalha. Olhei pro Matteo sentando ali, no sofá imponente daquela suíte luxuosa, como se tivesse todo o controle do mundo nas mãos. Ele segurava o copo de whisky com a mesma firmeza que segurava os destinos das pessoas e agora, queria segurar o meu também. Soltei uma risada seca, quase cínica, cruzando os braços. — Você tá falando sério? Ele não riu. Só deu um gole na bebida, com os olhos fixos em mim, e repetiu com a mesma voz baixa, firme e autoritária: — Vai, Camila. Dança pra mim. Por um instante, pensei em virar as costas e ir embora. Eu já tinha dançado demais na vida pra gente que não merecia nem o ar que respirava. Mas ele não era qualquer um. Matteo Conti era perigoso, inte

