CAPÍTULO 125 BEATRIZ NARRANDO Chegamos na empresa de mãos dadas. Os vidros espelhados refletiam o céu claro daquela manhã de segunda-feira, e eu sentia o calor da mão do Arthur como um lembrete constante: não era mais sozinha. Tinha alguém do meu lado. Alguém que fazia questão de mostrar isso pro mundo. Assim que entramos no saguão, os olhares vieram. Alguns disfarçados, outros escancarados. Tinha cochicho, gente cutucando o colega, alguns sorrisos maldosos, e claro… as especulações. Porque naquele lugar, ninguém vê um casal de mãos dadas sem querer fazer uma novela em cima. Mas eu? Eu tava em paz. Não abaixei os olhos, não soltei a mão dele. Muito pelo contrário. Cruzei o saguão inteira, de salto alto, cabeça erguida, e um sorriso tranquilo no rosto. Se eles estavam chocados… problema

