CAPÍTULO 142 BEATRIZ NARRANDO O sábado amanheceu com o coração batendo fora do compasso. A noite anterior parecia um sonho bom que ainda grudava na pele, nos lábios, na alma. Acordei no colo do Arthur, com os braços dele me envolvendo como abrigo, e fiquei ali por alguns minutos… só sentindo. Só existindo naquela paz. O voo até a cidade dos pais dele foi tranquilo. Eu dormi a maior parte do tempo, meio exausta, meio sonhadora. Quando o carro que nos buscou estacionou na frente da casa da dona Helena, o frio na barriga voltou com força. Agora era real. Agora começava. — Chegamos — Arthur disse, encostando o queixo no meu ombro e beijando de leve minha bochecha. Desci do carro ajeitando o vestido leve que eu usava e estiquei os braços, respirando o ar calmo daquele lugar. Era bonito. A

