Pré-visualização gratuita Prólogo.
Olá, Bem vindo(a) ao meu mundo imaginário!
Meu nome é Driele, pode me chamar de Dri ou de autora mesmo.
Antes de começarmos eu quero dá alguns avisos sobre o que você pode encontrar no decorrer da história:
1 - Palavras de baixo calão.
2 - Cenas de sexo.
3 - Cenas de Brigas ou tortura.
4 - Violência contra mulher.
5 - Bebidas alcoólicas
6 - Drogas ilícitas
7 - Dependência emocional.
8 - Imaturidade dos personagens
9 - Alguns erros ortográficos (Por que a autora revisa, mas é lerda)
Interação: Eu gostaria muito de pedi para que vocês comentem, votem, marquem o coraçãozinho ou até mesmo indiquem essa história para um amigo(a) que goste do tema.
Eu sempre respondo todos os comentários.
Sobre a história: Esse é um Spin-off do segundo livro da obra O Favela e a Mimada. Você não precisa ler os outros livros para entender a história. Mas caso queria saber a história dos pais da protagonista, eu recomendo o Primeiro, para saber com mais detalhes sobre como a amizade do irmão e da cunhada da protagonista se transformou em amor, eu recomendo o Segundo. E para saber a linda história de amor do Pigmeu e da filha da mulher que quase destruiu a vida de sua mãe, eu recomendo o Terceiro.
Obs: Isso é ficção e a autora NÃO compactua com algumas falas, atitudes e formas de pensar de todos os personagens.
Obs²: Essa história terá capítulo novos durante todos os finais de semana a partir do dia 06. Por que atualmente estou focando na história de: Um Roteiro (Im)Perfeito. Assim que a história lá terminar, eu começo a focar somente nesse.
Obs³: O início desta história se passa no mesmo tempo que o favela e a mimada dois, mas com o enredo mais voltado para o casal segundario. Com o objetivo de preencher todas as lagunas que viraram entre o casal.
( Eu tenho um i********: com a foto de como eu imagino os personagens, então para todos aqueles que estiverem curiosos é só ir no @autora.bacelar )
Boa leitura!! Espero que goste ^^
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>> Maria >>
A vida é feita de escolhas.
E eu acho que nunca vou entender o motivo que me fez escolher viver dessa maneira. Nunca conseguirei entender o tipo de amor que faz com que eu me submeta a esse tipo de coisa.
Eu ouvia, todos os dias, a minha mente gritando que eu merecia mais. Para não deixar que ele me tratasse como se eu fosse uma qualquer. Que o certo a se fazer era esquecer dele e seguir em frente.
Mas o meu peito, entrando em total discordância entre o meu sentimentos por ele e a minha lógica que dizia para me afastar, fazia com que eu ficasse. Mesmo sabendo que eu merecia muito mais do que ser a simples segunda opção de alguém que um dia já me prometeu o mundo.
Eu me agarrei tanto a essa promessa, que deixei escapar todos os meus princípios entre meus dedos. Victor não merecia que eu deixasse as lágrimas escorrer pelas minhas bochechas todas as vezes que eu pensava o quão ridícula eu estava sendo. Mas mesmo assim, aqui estava eu, sentada na cama de um motel qualquer que encontrávamos na esquina de uma rua.
Se não fosse pelo fino lençol que eu usava para me enrolar enquanto abraçava minhas pernas, eu estaria completamente exposta. Coloquei o meu queixo no joelho e fechei os olhos enquanto as lágrimas escorriam, combinando perfeitamente com a respiração pesada que saia das minhas narinas.
O barulho de alguém batendo na porta do quarto me tirou dos meus devaneios. Limpei as lágrimas que escorriam pelas minhas bochechas enquanto me sentia uma i****a com o sentimento de sastifação que sondava o meu peito com a esperança de ser o Victor. Arrependido por ter ido embora sem nem olhar para trás e pronto para dizer que ficaria só comigo.
Me enrolei um pouco mais no fino lençol branco que já estava sob meu corpo e me levantei quase em um pulo para abrir a porta. Sentir o sorriso que tinha nascido em meus lábios se fechar quando percebi que não era ele, mas sim uma funcionária do motel. Que eu não sabia o nome pelo simples fato do seu crachá não estar preso na farda.
— Bom dia! Eu peço desculpas pelo inconveniente, mas o moço que estava com você só pagou por… — Não permitir que ela terminasse a frase, já estava me sentindo i****a o suficiente para isso.
— Eu já vou sair, posso tomar um banho primeiro? — Perguntei e balancei um pouco as mãos que estavam presas no lençol. Ela analisou o meu rosto por alguns segundos antes.
— Claro! — Respondeu com um sorriso doce e eu retribui o mesmo enquanto chegava à porta lentamente.
O lençol deslizou pelo meu corpo assim que eu abri a minha mão, ficando com o corpo completamente exposto para qualquer pessoa que entrasse. Amarrei o meu cabelo em um coque alto e comecei a recolher as minhas roupas enquanto caminhava em direção ao banheiro.
Entrei no box e liguei o chuveiro. Sentindo cada pedacinho do meu corpo magricelo sendo atingido pelas gotículas de água gelada que passava por ele. Ao mesmo tempo em que elas se misturam com as lágrimas e partículas de suor que desciam pelo ralo.
Eu, que normalmente estava certa sobre tudo, sabia que era errado deixar que ele tratasse da maneira que trata. Que talvez ele nunca me seja novamente como alguém que mereça ser assumida ou que ele simplesmente deva se dar ao trabalho de olhar novamente antes de passar pela porta.
A cena em que o Victor se levantava, vestia a sua roupa e dizia que ele estava atrasado para o jantar com a Ingrid que me fazia querer morrer. Eles não namoravam sério, ainda, mas só o simples fato de saber que eles estavam caminhando para essa direção, fazia com que eu morresse um pouco mais por dentro a cada dia que se passava.
Quando terminei o banho. Tirei da mochila a segunda peça de roupa que eu sempre trazia. Era um vestido preto, com a frente cruzada sobre os p****s e um elástico na cintura. Soltei o meu cabelo, desembaraçando ele com os dedos e respirei fundo enquanto olhava para a minha expressão cansada refletida pelo espelho.
Eu estava terrível e tudo o que eu queria agora era ficar nos braços da minha melhor amiga enquanto ela me consolava. Mas se ela soubesse do Victor eu sabia que passaria na minha cara as inúmeras vezes que ela já tinha me dito que ele não prestava e que não era homem o suficiente para mim.
Respirei fundo, me olhei no espelho uma última vez antes de caminhar até a porta e sair do quarto onde a poucas horas tinha tido alguns minutos de prazer. Com a intenção de chegar o mais rápido possível no morro onde meus pais e a minha amiga moram desde que nascemos.
Depois de ler uns três capítulos do livro que eu estava lendo online. Deixei o celular de lado e comecei a olhar pela janela do ônibus. Fechei os os meus olhos e encostei a minha cabeça na lateral da janela, pedindo a Deus mentalmente para que ele me tirasse dessa maldita tortura que era amar aquele homem de maneira tão dolorosa.
Fui tirada dos meus devaneios quando meu celular apitou uma notificação. Tirei ele do bolso e desbloqueei a tela, franzindo a testa assim que eu percebi do que se tratava. Era um lembrete de que hoje seria o tão falado paredão no Complexo do Alemão. Eu não estava no clima para esse tipo de coisa, mas a lembrança do Victor nesse momento está possivelmente nos braços da Ingrid, fez com que eu discasse o número da Elisa no meu celular.
— Preparada para mexer a raba? — Perguntei com um sorriso e uma animação que se ela tivesse ao meu lado perceberia com clareza que não existia. Ao mesmo tempo que ignorava a maneira nada educada em que ela atendeu o celular.
— Mas hoje nem é sexta — A ouvir resmungar sonolenta do outro lado da linha e eu rir de maneira abafada.
— Você marcou comigo pra gente ir no morro vizinho, tá esquecida? — Perguntei enquanto me levantava e caminhava até a saída do ônibus que estava parecendo no meu ponto nesse exato momento.
— Marca 20! — Falou e desligou o telefone na minha cara. Fazendo com que eu tirasse ele de perto da minha orelha e olhasse para o aparelho com a testa franzida.
Comecei a subir ao morro. Cumprimentando alguns vapores que eu conhecia desde pequena enquanto me dirigia até a casa de meus pais.
— Se eu soubesse que ia brotar hoje, eu teria feito a sua janta preferida — Minha disse enquanto caminhava em minha direção e me abraçava. A gente se ver todos os finais de semana, mas sempre parece que a gente fica anos sem se ver.
— Eu vou pra um baile com a Elisa lá no Complexo. Não precisa se preocupar. Cadê o papai? — Perguntei. Jogando a minha mochila no sofá e observando a sala que estava exatamente do mesmo jeito que estava no sábado passado. Olhei para a minha mãe que me encarava como se estivesse procurando alguma coisa de errado em mim.
— Tá na boca com o seu tio. Você está bem? — Ela perguntou enquanto me olhava com a testa franzida. Sobre achei incrível esse dom que ela tem de saber quando as coisas não estão bem, mesmo sem eu ter dito nada. Mas mesmo sabendo que ela não acreditaria, eu fiz que "sim" com a cabeça, torcendo para que ela não insistisse — Ok…
Retribuir a sua resposta com um sorriso e subir as escadas até o meu quarto como se estivesse fugindo desesperadamente de qualquer outra pergunta que ela poderia fazer. Abrir o meu guarda-roupa e optei por uma saia jeans, uma blusa vermelha com as mangas pouco - quase nada - bufante e um sapato fechado branco.
Amarrei o meu cabelo em um r**o de cavalo e fiz uma maquiagem suave, já que não gostava do meu rosto muito marcado. Coloquei no pulso a pulseira de couro com o nome de Jesus que a Elisa tinha me dado no meu aniversário e desci as escadas.
Eu sabia que quando a Elisa me mandava marcar algum tempo é porque ela precisaria de muito mais tempo do que isso para se arrumar. Por esse momento, não me importei quando a dona dos olhos verdes mais lindos que eu já conheci apareceu no meu campo de vista quase uma hora depois.
— Eu estava quase me picando e deixando você aí — Comentei emburrada e abracei a minha amiga que eu não via há dias.
— Eu sei que você me ama, tá bom?! — Falou em um tom convencido e eu revirei os olhos enquanto nos afastamos do abraço.
— A autoestima do meu irmão contagia — Digo em um tom de tédio e a mesma dá risada.
Logo começamos a caminhar para fora do morro e corremos em direção ao uber que estava parado quando um dos vapores começou a ameaçar pegar o radinho para avisar aos nossos pais que a Elisa tinha fugido do castigo.
Fomos o caminho todo conversando animadamente e dizendo que iríamos aproveitar ao máximo esse baile que passamos o ano todo comentando, já que provavelmente estaríamos com as cabeças perdidas assim que voltássemos pra casa. Ela por ter fugido e eu por ter encoberto. Quando chegamos no morro vizinho, algum dos vapores fez uma chamada pelo rádio para um tal de B-Boy que não demorou muito para liberar a nossa entrada. O vapor nos acompanhou até o galpão onde estava acontecendo o baile.
Que estava um pouco mais cheio do que ficava o baile lá do morro, mas não era toda essa coisa que o povo dizia não. Olhei em volta e vi que tinha muito mais vapores armados do que eu estava acostumada a ver, fazendo com que um incômodo e uma sensação estranha de que a minha vinda até aqui daria merda me atingisse.
Balancei a cabeça, com a intenção de afastar de mim todos os pensamentos que me preocupavam e peguei a mão da minha melhor amiga, começando a puxar ela para a mesma direção onde outras centenas de pessoas estavam dançando. Fui até o bar e pedi duas doses de uma vodka de uma marca duvidosa. Bebi em um único gole sentindo toda a minha garganta arder e tudo em minha volta começar a girar, mas isso não me impediu de pedir outra dose e caminhar em direção a minha amiga como se eu não tivesse acabado de me embriagar.
Eu nem sei quanto daquela bebida eu já tinha bebido, mas eu estava muito mais animada do que eu costumava ficar. Na minha cabeça não tinha mais nada que me relacionasse ao terrível sentimento que eu estava sentindo hoje cedo.
Peguei o meu celular e comecei a gravar o lugar com a câmera traseira do meu celular. Com o objetivo de postar nos stories e mostrar para o panaca do meu ex namorado que eu também conseguia me divertir sem ele. Mas acabei tomando um susto quando virei para a direção de Elisa e ela estava se agarrando com um homem.
Ele era alto, com braços musculosos. Tinha a pele escura e toda tatuada. Também parecia ser uns 5 ou 6 anos mais velho que a gente. Eu não soube ao certo o que fazer quando a Elisa mordeu o homem e saiu correndo. Mas eu estava bêbada demais para notar que o flash da câmera estava ligado, fazendo com que o homem olhasse para mim com a expressão fechada.
Eu senti o meu corpo todo paralisar quando seu olhar se encontrou com o meu. A minha mente estava girando como se eu estivesse em uma montanha russa. A minha mão - por algum motivo - foi parar na frente da minha boca.
— Apaga essa merda — Ela ordena de forma grosseira, fazendo com que todo o encanto de minutos atrás se apagasse por completo e eu olhei para ele com a testa franzida. Me senti aliviada quando vi o meu irmão passar por trás do trogloditas e ir atrás da Elisa.
— Como é? — Perguntei em um tom de quem estava desacreditava com a audácia do homem e o mesmo umedeceu os lábios, aparentemente irritado.
— Tá surda, princesa? — Ele perguntou em um tom de deboche. Normalmente eu ficaria feliz em ser chamada de princesa, mas dessa vez era quase como se eu tivesse sido ofendida.
— E por que eu apagaria? — Cruzei os braços sobre o peito. Eu normalmente ficaria calada, mas por algum motivo, a vontade de retrucar foi mais forte do que eu. O brutamontes em minha frente olha surpreso para mim e morde os lábios, de um jeito incrédulo e ao mesmo tempo sensual.
Acho que doparam a minha bebida…
— Porque eu tô mandando. Sacô? — Ele perguntou em um tom ameaçador e eu engoli em seco quando percebi que ele não estava brincando. Fazendo com que eu olhasse fixamente em seus olhos castanhos bem escuro e quando notei o pingente de maconha no seu colar, soube na mesma hora de quem se tratava.
— Você tem alguma noção de quem eu… — Fui impedida de continuar.
— Desculpa aí patrão, ela tá doidona. A mina não é daqui, não sabe com quem tá falando... — FK me interrompeu, fazendo com que eu olhasse para ele sem entender. Arregalei os olhos quando percebi do que ele tinha chamado o homem à minha frente, que nesse momento estava me olhando com a sobrancelha erguida.
Seus olhos não pareciam o de alguém que estava brincando, mas sim o de alguém que estava esperando uma atitude em especial da minha parte. Eu revirei os olhos e desbloqueei meu celular, joguei o vídeo na lixeira, e depois virei a tela do celular para ele
— Satisfeito? — Perguntei com a sobrancelha erguida. Ele estava olhando nos meus olhos de uma forma intimidadora, eu não conseguia desviar o olhar.
Ele não me respondeu, apenas abriu um sorriso ladino. Me olhou de cima para baixo, analisando cada centímetro do meu corpo com tanta atenção que eu jurava que se vacilar ele poderia ver até a minha alma. Olhou para o FK que estava ao meu lado e pelo jeito que suas mãos tremiam ainda presas no meu braço, eu comecei a perceber que o homem em minha frente não era flor que se cheirasse.
— Tira essa pi.ranha daqui. Se eu me esbarrar com ela de novo, a dona aí vai desfilar careca. — Falou firme enquanto me olhava com desdém, caminhando para a mesma direção onde a Elisa tinha corrido. Minhas mãos automaticamente foram parar na extensão do meu cabelo.
— Pi.ranha é você! — Esbravejei alto assim que o homem começou a se afastar, nitidamente ofendida.
O vapor ao meu lado apenas deu risada e negou com a cabeça como se eu tivesse ficado louca. Não demorou muito para que o homem fosse aos poucos sumindo do meu campo de visão, mas pouco antes que ele sumisse por completo, algo que realmente me tocou - de alguma forma - aconteceu.
Ele se virou...
Mas não com seu olhar de brabo. Ele transmitia malícia e curiosidade, fazendo com que o simples fato dele ter curvado a sua boca em um sorriso, fizesse com que meu coração acelerasse e com que a bebida começasse a ter um efeito ainda maior sobre mim.