Capítulo 48

1240 Palavras

Satan narrando O pó ainda estava estalando nos meus neurônios, transformando cada pensamento numa lâmina afiada, o uísque tinha descido queimando, mas não apagou o fogo; só serviu de combustível, eu saí da minha sala no veneno, com a mandíbula travada e o sangue fervendo, fui direto para aquela masmorra buscar o lixo. Cheguei chutando a porta da salinha o Coringa estava lá, um trapo humano, mas ainda com aquele brilho de deboche no olho inchado, ao lado dele, a Josefa, a mulher que me pariu para depois me enterrar vivo, tremia como uma vara verde. — Você queria ver o que eu me tornei? Pois agora você vai ver o espetáculo da primeira fila. Os meus vapores Arrastarão os dois para a praça principal, o morro estava parado, o silêncio era tão denso que dava para ouvir o som das moscas, eu

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