Capítulo 69

1721 Palavras

Manuela narrando Eu estava no meio da sala daquela, encolhida, sentindo cada rajada de fuzil vibrar no meu peito, minhas mãos estavam postas, e a única coisa que eu conseguia fazer era implorar a Deus que guardasse o Gabriel. — "Traz ele de volta, Senhor, não deixa o meu homem cair" – eu sussurrava, enquanto o suor frio escorria pelas minhas têmporas. De repente, o barulho mudou, não eram mais tiros distantes; eram gritos e estalos secos bem na porta de entrada, corri até a fresta da janela, com o meu coração parecendo uma bateria de escola de samba de tão acelerado, o que eu vi me fez perder o chão: a Isadora, com aquele rosto de ódio, e o Dinho, estavam trocando tiro com os poucos vapores que tinham ficado na contenção da casa, era uma carnificina. Dei um passo para trás, o pânico

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