"Can protege Demet".

1484 Palavras
Can ao chegar a casa, relembrou seu envolvimento com Leyla Sisman e também Banur Çelik e não queria repetir tal experiência com outra atriz, senão fosse um sentimento verdadeiro e sincero. Mas ele tinha que admitir que com nenhuma das duas mulheres anteriores, ocorreu a situação vivenciada hoje, por ele e Demet. O que foi aquilo? Que sensação maravilhosa, foi aquela? Essas e muitas outras perguntas invadiam sua mente e ele lutava para tirá-las de sua cabeça. Afinal tinha uma etapa a alcançar. Can colocou o foco para o bloco de falas que ele teria que decorar para série. Beijo do Albatroz em Samia no primeiro episódio. Ufa! Como seria isso? Novamente estava pensando nela... A noite chegou, Samia colocou um vestido branco bem leve, pois afinal era Primavera e o clima estava agradabilíssimo. Após pentear seus lindos cabelos sedosos, colocou seu perfume como toque final. Pegou seu celular, que estava carregando na mesa do canto da sala, colocou dentro de sua bolsa, após verificar se havia mensagens do Can . Ficando desapontada com a negativa. Ela havia bloqueado Seckin Sahin, pois ele estava tirando seu equilíbrio com suas palavras e ações e esperava não vê-lo durante algum tempo, para que pudesse se concentrar em seu trabalho. Chamou o elevador e desceu rapidamente para o táxi que a aguardava. Já que beberia, Demet resolveu deixar seu carro na garagem. Can chega à boate ao lado de seus assessores, chamando atenção por tamanha beleza. Ele percebe logo que a maioria dos atores já estavam lá, menos ela. Can sabia que estava se precipitando, mas era algo mais forte do que ele, que o estava dominando e puxando em direção a ela.  Não demorou 15 min, ele a viu chegar e sentiu uma ponta de ciúmes ao ver a quantidade de homem que a olhava passar. Can aproveitou o garçom que passava com as bebidas e pegou um copo de wuíske para dar início a sua noite. Alp foi em direção a Demet, que parou para cumprimentar sua mãe na trama. – E aí Demet? Juntos outra vez. – Evet (sim) Mais uma vez Alp. Demet abriu aquele sorriso maravilhoso, que de longe testemunhei. Alp e ela deram um abraço, que não sei como não despertou meu ciúme.  – Tenho algo para te contar. Sabe o Seckin Sahin? – Não me diga que ele está aqui. – Ainda não! Mas virá, mais tarde. – Alah! Você precisa me ajudar. Não quero encontrá-lo. – Ele tem um compromisso com a equipe de gravação da sua nova série e só poderá chegar no final da noite. – Ufa! Terei tempo de me divertir e ir para casa. A distante em que Can estava de Demet, não fora o bastante para que ele não visse, que algo a preocupava. – Demet, Alp... Como estão? Ela mais uma vez responde com um sorriso. Alp e Can apertam as mãos. – Merhabá Can. Chegou há muito tempo? – Aproximadamente 15 min. – Com licença um instante vou falar com Cihan Çim (Mustafá na série chamado de "Mumu") Can não sabia como agradeceria futuramente a Alp, aquela saída dele a francesa, parecia que sabia que ele queria ficar a sós com Demet. – Parece preocupada. – Você lê pensamentos?  – Nós atores temos a mania de tentar conhecer a interpretação facial uns dos outros, esqueceu? Mais uma vez Can arranca-lhe um sorriso e dessa vez é ela quem pega uma bebida quando o garçom passa – Estava precisando. – Você está linda, Demet. Demet abaixa a cabeça e senão fosse a baixa luz da boate, ele perceberia que seu rosto ruborizou. – Obrigada. Posso garantir que você também está. – Vamos dançar? Ambos colocam o copo que seguravam em cima da mesa e se dirigem ao centro da boate para uma música lenta. Agora sim que são elas. Que aroma era esse que vinha do pescoço dela? Que estava lhe tirando o raciocínio e o equilíbrio que lhe restava. Ela estava com poder total sobre ele, como nenhuma outra mulher jamais esteve. Suas mãos delicadas envolvendo seu pescoço estavam deixando-o louco. Enquanto a puxava sua cintura fina mais para perto de si, sentiu que ela fora puxada de seus braços bruscamente. Can olhou e deparou com um homem em pé lhe encarando. – Seckin? O que faz aqui?  – Você não responde minhas mensagens mais? Ainda por cima resolveu me bloquear? – Desculpe Can. Vou conversar com ele e nos falamos mais tarde. Demet se retira envergonhada, sendo seguida pelo seu ex s*******o, para o lado de fora da boate. Um local mais reservado.  – Escuta aqui Demet... Ela não o deixa falar, pois está deveras mente aborrecida, com a falta de sutileza dele. – Escuta aqui você! Acabou! Vai embora e não me traga problemas mais, não vê que estou na festa com a equipe da série? – Não você não estava na festa, com a equipe. Você estava dançando com o ator principal dela. Que pelo visto já está dando em cima de você. – E se tivesse? O que você tem com isso? – Você não pode estar falando sério. Eu não quero acabar. – Seckin entenda não funcionou eu e você. Can percebe que Seckin está passando dos limites e quase vai até ele, sendo impedido por Alp, que chega da mesma maneira, com que saiu. – Pelo visto, ele chegou mais cedo do que havia dito. – Ela parece estar em apuros. – Ele não está aceitando o término do namoro. – Eles terminaram então? – Há meses, mas ele vive cercando-a e ameaçando-a. – Isso acaba hoje. Can e Alp vão até Demet e percebem que Seckin a está segurando, impedindo-a de sair. – Me solta, por favor. – Você a ouviu falar? – Não se mete nisso! – Não me meteria se você não tivesse passando dos limites, machucando-a. Solte-a ou não me responsabilizo pelo que possa acontecer aqui. – Solta cara! Seckin solta olha com raiva para ela e vai embora. – Ele a machucou? – Não. Obrigada, Can. Que vergonha, nos conhecemos hoje e olha a má impressão que estou lhe passando. – Acredite, a impressão que você me passou não tem nada haver com esse i****a que acabou de sair daqui. – Vamos voltar pra festa ou vocês preferem ir pra outro lugar? – O que você acha Demet? Está com fome? – Evet (sim) – Conheço um restaurante tranqüilo e discreto aqui em Istambul, que podemos ir. – Podemos Demet? – Podemos. – Vamos sair por trás da boate, tem um ponto de táxi. Aqui na frente tem diversos paparazzis, que poderão seguir-nos. – Ok. Can coloca a mão no ombro dela e saem. Alp entra e senta ao lado do motorista. Can abre a porta e Demet entra primeiro, ele senta ao seu lado. Demet ainda nervosa pelo acontecido olha pela janela a paisagem do lugar. – Você está melhor? – Estou obrigada. Can posa sua mão sobre a dela no banco e aperta, tranquilizando-a. O táxi para em frente ao restaurante e os três descem. Alp não deixa Can pagar. – Eu pago a conta do restaurante então. – Nada disso. Nós dividiremos. Can não discute com ela, pois jamais permitiria que uma dama pagasse sua conta. Esse era o comportamento que adquirira na cultura da Turquia, embora eles conhecessem bem a cultura ocidental e a aderissem em muitas coisas em suas vidas. Alp senta, Can puxa a cadeira para Demet. Garçom chega com o cardápio, Can e ela pedem por incrível que pareça o mesmo prato. A noite segue com um papo agradável. Os rapazes não tocam mais no incidente da boate, deixando Demet bem mais a vontade. – Podemos dar uma esticadinha para dançar, em outra boate perto daqui. – Não Alp, hoje prefiro ir para casa. – Ok então. Vou chamar um táxi. Can faz sinal para o garçom, pedindo a conta. – Quanto deu? Can não responde apenas olha para ela carinhosamente e coloca dentro do pedido seu cartão. Garçom retorna e entrega-o. – Vamos? Ele estica a mão e a ajuda levantar. Seguem lado a lado para a porta e novamente entram no táxi. Deixam Alp em sua residência e seguem para a de Demet. – Senão fosse tão tarde, te convidaria para um chá. – Vamos deixar esse chá para outro dia. Amanhã será nossa primeira gravação, estou muito ansioso para contracenar com você Demet. – Também Can. Can não soltou a mão de Demet desde que entrou no táxi. Ela por sua vez também não fez menção em querer que ele a soltasse. Ele se aproxima e trocam beijos no rosto. – Tenha bons sonhos. – Você também. – Espera mais um pouco senhor. Até que ela esteja segura dentro do prédio. Taxista – Sim senhor. Can a observa lindamente entrando e pede que o motorista siga viagem para sua casa.  
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