"Can sente o aroma de Demet".

1255 Palavras
Estava frente a frente com ela, como um passe de mágica. Como se ela, tivesse saído dos contos de fadas, para viver uma história de amor com ele, em suas séries e quem sabe na vida real. Demet não sabia, mas Can já a conhecia pela TV, em suas atuações brilhantes. Ela não imaginava que a mãe de Can, admirava-a. Ambos não sabiam como criar um clima de i********e, mas era de necessária urgência, que isso acontecesse entre eles, o quanto antes. Já que logo na primeira cena teria que beijá-la. Como faria? Sem que ela percebesse seu nervosismo? Diretor – Bem, mais tarde nos vemos na festa de inauguração. Can e Demet, praticamente não ouvem nada do que o diretor diz, com relação à festa. Só o percebe saindo a passos largos. Mas certamente suas assessorias haviam tomado nota de tudo e os informaria se houvesse necessidade ou algo importante a dizer. – Nos vemos mais tarde na festa? – Certamente Demet. Precisamos nos conhecer e nada como uma festa, não acha? Demet sorri sem a necessidade de jogar charme, como tantas mulheres já haviam feito com ele, porém Can se apaixona por aquele sorriso, como ele dirá na trama: "Sorriso que mata um homem". Can percebe a delicadeza de cada gesto dela, a doçura da sua voz que lhe encantou assim que trocaram as primeiras palavras. Como isso era possível? – Sim vamos nos conhecer melhor e tenho certeza nos tornaremos grandes parceiros, para essa belíssima história de amor, que viveremos em "Albatroz. Can olhou Demet fixamente e teve a impressão de que ela ao falar história de amor, referiu-se a si mesma e a ele e não somente a "Albatroz". Não! Só poderia ser loucura! Essa belíssima mulher e ele juntos, além da trama? – Tenho certeza, que pela sua experiência em trabalhos, vamos ter o sucesso que todos nós almejamos. – Não só a minha experiência, mas você também Can Yaman é um homem bastante centrado no que faz, segundo quem já trabalhou ao seu lado. Naquele instante o coração de Demet dispara, pois sem querer ela dá a entender a Can, que sondou um pouco de sua vida, com pessoas que foram próximas a ele. Can entende e fica feliz, por saber que ela está querendo conhecê-lo além da trama. Mas quem? Quem próximo a ele falaria de sua vida a Demet? Eles estavam se conhecendo hoje. Can sempre mantinha a imprensa longe de sua vida pessoal. Havia vazado é claro algumas informações a respeito de seu envolvimento com a atriz de uma antiga série, mas a confirmação do término também tinha sido do conhecimento de todos. Havia sido uma atração física somente e não amor. Can sabia que poderia confundir esse tipo de sentimento também com Demet e tomaria cuidado. Pois ela era uma mulher muito linda. A mais linda e doce, que havia conhecido. Não seria difícil se apaixonar por ela. Mas e ela não estivesse disponível? Can estaria perdido. Era melhor não se entusiasmar e alimentar esperanças de um futuro ao lado dela. Demet se aproximou e esticou a mão para Can, que olhou e a puxou dizendo. – Se vamos fazer uma série juntos, durante um bom tempo, temos que estreitar a distância entre nós. Por isso me dê um abraço forte de boa sorte. Can a puxou propositalmente para desconcertá-la e percebeu que ela estava sem jeito, como ficam as pessoas quando tem interesse umas pelas outras. Ele a manteve em seu peito, por alguns segundos, que foram o bastante, para sentir seu aroma delicioso. Que perfume era esse? Havia arrepiado todos os poros do seu braço e acendido o seu desejo como homem. Imediatamente ele afastou-a delicadamente, para que não percebesse o poder que esse abraço exerceu sobre ele. Demet por outro lado estava tonta a ponto de desmaiar, porque jamais havia experimentado uma emoção maior, a ser tocada por um homem. Quem era Can Yanki? Por que seu toque, fez todo seu corpo estremecer? Ela não podia se envolver novamente com nenhum ator. Sempre achava que estava apaixonada e mais tarde vinha a decepção da traição e da mentira. Can era lindo e ela já havia escutado muitas histórias de envolvimento dele com mulheres. Ela sabia se abrisse a guarda ele se aproximaria mais e mais dela, afinal ele era homem e gostava de aventuras, como qualquer outro. Mas e depois? a deixaria sofrendo apaixonada? Não! estava decidida a não passar por essa experiência dolorosa. – Demet.   (Can chamou) – Sim Can. Can – Eu pedi o seu número. Mas parece que você estava em outro planeta. Demet mais uma vez, responde Can com um sorriso, que não tem nada de programado, pois é o natural dela em seu cotidiano. – Deixa eu gravar meu número. Can entrega o celular na mão de Demet, que grava e entrega a ele. – Agora sim até mais tarde. Há! Você quer uma carona? – Não seria abusar demais, para o primeiro dia que nos conhecemos? – Demet, acho que não entendeu o abraço ainda e talvez precise de outro. (ambos riem da brincadeira de Can) – Não é verdade. Compreendi que o abraço foi para estreitar a distância entre nós. E assim nos tornarmos parceiros e grandes amigos. Disse Demet, apavorada com a possibilidade daquele homem de 1,83m, lhe abraçar novamente. Certamente perderia a razão e desmaiaria em seus braços fortes. Can achou que a palavra "grandes amigos", dita naquela hora, caiu como um balde d'água no clima existente entre eles. Afinal ele estava imbuído de uma sensação estranha de paixão, por aquela garota, que hoje conhecera pessoalmente. Ao chegar ao estacionamento, Can abriu a porta de seu carro para Demet, como bom cavalheiro que é. – Então onde te deixo? – Em casa. Vou te dando as coordenadas. Can sorri, põe o cinto e ela também. Liga o carro e põe uma música e sai quase sem acreditar, que está com ela, sentado no banco carona ao seu lado. Depois de algum tempo um diálogo se inicia entre eles. – Foi difícil pra você, tomar a decisão de aceitar trabalhar nessa série? – Não e pra você? – Também não. E tenho que confessar-te algo. Demet – Can vira à direita, moro na próxima rua. Aqui nesse prédio. (Can estaciona, Demet olha para ele)  – Como estava dizendo. Tenho algo pra confessar-te. – Sim Can. Can – Fiquei muito feliz ao escutar seu nome entre as preferências das atrizes. E só aceitei fazer o Can Duglü, porque você aceitou fazer a Samia. Can estava sendo sincero e Demet pode enxergar isso no seu olhar. Um clima de paixão novamente roubou a cena. O palpitar do coração de Demet era muito forte e ela teve medo que Can ouvisse. Ele sentiu uma contração no estômago, que não era fome e sim seu corpo começando a dizer que escolheu o dela. – Obrigada pelo carinho. Saiba que foi recíproco ao escutar seu nome. (sorri) (ele aproxima seu rosto e beija a face dela, que retribui. Can fala baixinho) – Até mais tarde. – Até mais tarde. Can observa-a entrar no prédio e diz para si mesmo. - Que princesa, você colocou no meu caminho Alah! Que princesa! Can liga o carro e sai sorrindo para sorte que teve em Demet aceitar contracenar com ele. Ao chegar em casa, Demet vê as inúmeras mensagens que até então o seu ex havia lhe mandado.  - Eu não acredito que ele me encheu a caixa de mensagens outra vez.
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