A madrugada caía pesada sobre a ilha, trazendo consigo um silêncio quebrado apenas pelo som insistente das ondas se chocando contra o penhasco. A lua m*l iluminava o quarto, deixando tudo num tom azulado e sombrio. Eu já estava cansado, os pulsos ardiam por causa das algemas e minha mente não conseguia descansar. Cada vez que fechava os olhos, a imagem de Lara sorrindo diante de mim surgia como um fantasma, lembrando-me de que eu não tinha para onde correr. Foi nesse estado, perdido entre a exaustão e a raiva contida, que ouvi a porta ranger suavemente. Abri os olhos e, pela fresta de luz do corredor, vi a silhueta dela entrando. Lara caminhava devagar, quase teatral, e só quando se aproximou da cama percebi que trajava uma camisola de seda vermelha, curta e provocante, que deixava suas p

