O carro seguia pela estrada silenciosa, mas o silêncio não era paz. Era um silêncio sufocante, pesado, que me esmagava por dentro. O motor roncava baixo, os faróis iluminavam a noite, mas tudo parecia distante, como se estivéssemos isolados do mundo. Isadora estava ao meu lado, imóvel, olhando fixamente para a janela. As lágrimas ainda escorriam pelo rosto dela, e cada uma era como um punhal no meu peito. Eu quis falar. Quis quebrar aquele abismo entre nós. Mas a garganta estava seca, a voz presa. Até que ela mesma quebrou o silêncio. — Você me enganou esse tempo todo. — a voz dela estava quebrada, mas firme. — Me fez acreditar que podia confiar em você. Que podia... me entregar. Meu coração apertou. — Isa, eu... — Cala a boca, Enzo! — ela gritou, virando o rosto para mim pela primei

