Grego . . . O celular vibrou em cima da mesa. Nem número salvo tinha, mas alguma coisa dentro de mim mandou atender. Eu não disse nada, só levei o aparelho até o ouvido e esperei. Silêncio por um segundo… até que a voz da Fabiana ecoou do outro lado. Baixa, nervosa, abafada. E então escutei a Bárbara. Bárbara: — Se você me ameaçar, eu atiro. Chama eles, eu tenho uma fofoca das boas pra contar pra todo mundo! Meu coração acelerou. Fiquei completamente em silêncio, prestando atenção em cada palavra. A respiração das duas. O tom de voz. A tensão. E o que veio depois foi o soco na minha cara. Bárbara: — Eu quero saber onde o Deco tá! Fabiana: — O que eu ganho em troca? Bárbara: — O meu silêncio. Fabiana: — Eu não confio em você, Bárbara! Bárbara: — Nem eu em você. Por isso mesmo

