Capítulo 47

1081 Palavras
A casa rústica à minha frente parecia saído daqueles filmes de um conto de fadas.Tudo nela e ao redor criavam um ambiente acolhedor e romântico. O caminho de pedras que levava até a entrada era cercado por arbustos bem-cuidados, e o som distante das ondas quebrando contra as rochas trazia uma sensação de paz maravilhoso. Sem perceber, levei as mãos à boca, tentando conter a emoção avassaladora que me dominava. — Dante… Minha voz saiu em um sussurro, sentindo meus olhos arderem com a súbita vontade de chorar. Senti sua presença logo atrás de mim, quente e firme. Suas mãos deslizaram suavemente pela minha cintura, puxando-me contra seu peito. — Esse será nosso refúgio, gatinha. Sua voz grave e envolvente soou perto do meu ouvido, enviando um arrepio delicioso por toda a minha pele. Minhas mãos tremiam levemente quando toquei a maçaneta da porta. Empurrei devagar, e assim que entrei, fui tomada por uma sensação de lar. O ambiente era um misto de aconchego e sofisticação. O piso de madeira antiga rangia sob meus passos, enquanto a iluminação suave criava uma penumbra delicadas pelo espaço. No centro da sala, uma lareira estava acesa, lançando um brilho quente e dourado pelas paredes de pedra. Meus olhos vagaram por cada detalhe: o sofá de couro escuro estrategicamente posicionado próximo à lareira, o tapete macio em tons terrosos, e ao fundo, uma grande janela de vidro revelando uma vista de tirar o fôlego. O mar se estendia até onde a vista alcançava, e a cidade ao longe parecia um punhado de estrelas refletindo na água escura. Soltei um suspiro trêmulo, ainda absorvendo tudo aquilo. — É, perfeito. Minha voz saiu em um sussurro, como se eu temesse quebrar a magia do momento. Dante encostou-se ao batente da porta, os braços cruzados sobre o peito, um sorriso satisfeito nos lábios. — Sabia que você ia gostar. Me aproximei devagar da janela, tocando o vidro frio com a ponta dos dedos. A brisa do mar entrava suavemente pela fresta da porta entreaberta, trazendo consigo o aroma salgado e fresco da noite. Meu coração estava acelerado, mas não por nervosismo, e sim pela intensidade de tudo aquilo. Senti sua aproximação antes mesmo de vê-lo. Suas mãos tocaram meus ombros suavemente, depois deslizaram até meus braços, me envolvendo em um abraço firme e cálido. — Esse lugar é nosso, Sophie. Sua voz saiu baixa, repleta de algo intenso. — Aqui, nada mais importa além de você e eu. Fechei os olhos por um instante, absorvendo suas palavras, a sensação de segurança e pertencimento que ele me proporcionava. Então, virei-me devagar, encarando aqueles olhos azuis que pareciam ainda mais profundos sob a luz suave da lareira. — Eu não acredito que você fez tudo isso. Sussurrei. Ele sorriu, e sem dizer nada, segurou meu rosto entre as mãos e roçou os lábios contra os meus. Em seguida fui arrastada para fora, temos algo romântico. Ao sair, recebi o aroma do mar misturava-se ao perfume das trepadeiras. A brisa da noite era fresca e envolvente, trazendo consigo o som suave das ondas quebrando ao longe. Minha atenção se voltou para a mesa elegantemente posta no pátio, ao lado da fonte de mármore. As velas acesas tremulavam com o vento, criando um jogo de sombras delicado sobre a toalha branca. O vinho já nos esperava, refletindo o brilho dourado da iluminação ao nosso redor. Dante segurou minha mão, me conduzindo até a cadeira. Com um gesto refinado, ele a puxou para que eu me sentasse, e então se acomodou à minha frente, os olhos fixos nos meus. — Esse lugar… Minha voz saiu quase como um sussurro, ainda encantada com tudo ao redor. — É como se tivesse saído de um sonho. Ele sorriu, servindo o vinho antes de levantar a taça em um brinde. — Não é um sonho, gatinha. É a realidade que eu quero para nós. Meu coração deu um salto dentro do peito. Peguei minha taça, brindamos e, por alguns instantes, ficamos apenas ali, saboreando o momento, os olhares se conectando mais do que qualquer palavra dita. O jantar foi servido, e a conversa fluía naturalmente entre risadas e toques sutis. A comida deliciosa, o cenário perfeito, a presença dele… tudo parecia orquestrado para ser inesquecível. A entrada era uma tábua de antepastos com queijos selecionados, como pecorino e gorgonzola, acompanhados de mel trufado e geleia de figo. Também havia finas fatias de presunto de Parma e bruschettas de tomate-cereja e manjericão sobre pão rústico tostado. O prato principal era um filé de carne ao molho de vinho tinto, servido com risoto de parmesão. Para acompanhar, um toque de ervas frescas e um fio de azeite extravirgem italiano. Mas então, Dante inclinou-se um pouco sobre a mesa, seus dedos deslizando pelo dorso da minha mão de maneira deliberadamente lenta. — Sophie… A forma como ele disse meu nome me fez prender a respiração. Seus olhos estavam mais intensos agora, carregados de algo que fazia minha pele arrepiar. — Desde o primeiro instante, mesmo antes de você perceber, eu já sabia… Ele fez uma pausa, respirando fundo. Engoli em seco, meu coração martelando no peito. Então, ele soltou minha mão por um instante e retirou uma pequena caixinha de veludo do bolso. O tempo pareceu parar. Dante a abriu devagar, revelando uma delicada aliança de ouro branco, que captava o brilho das velas e do luar. — Eu não quero que haja dúvidas entre nós. Sua voz era firme, mas carregada de ternura. — Quero que saiba, sem qualquer incerteza, que você é minha. E que eu sou seu. As lágrimas já ardiam em meus olhos. — Accetterai ufficialmente di essere la mia ragazza, amore mio? ( Você aceita ser oficialmente minha namorada, meu amor?) Minhas mãos tremiam, minha garganta estava travada, e tudo que consegui fazer foi sorrir em meio às lágrimas. — Dante… Certo che sì, amore mio. (É claro que sim, meu amor) Ele sorriu satisfeito, como se já soubesse minha resposta. Pegou minha mão e deslizou a aliança pelo meu dedo, selando aquele momento com um beijo lento e intenso. O mar foi nossa testemunha. A sobremesa foi servida, um tiramisù tradicional, com camadas delicadas de mascarpone cremoso, café e cacau polvilhado, finalizado com raspas de chocolate amargo. O vinho italiano envelhecido, encorpado e aveludado, harmoniza perfeitamente com os sabores da noite. As velas continuavam a brilhar, o vinho ainda estava ali… mas nada, absolutamente nada, poderia ser mais embriagante do que aquele instante.
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