Após o jantar, Dante me convidou para um passeio à beira-mar. A noite estava fresca, e a brisa trazia consigo o perfume salgado do oceano. Caminhávamos descalços sobre a areia macia, percebendo o toque refrescante da água ao tocar nossos pés.
Ele segurava minha mão firmemente, observando cada um dos meus gestos, como se estivesse gravando aquele momento em sua memória. O silêncio que reinava entre nós não era desconfortável; na verdade, havia algo encantador na maneira como nossas presenças se harmonizam, sem a necessidade de palavras.
— Você sabe que eu faria qualquer coisa por você, certo? Sua voz soou suave, mas carregada de profundidade emocional.
Voltei-me para ele, e meu coração se aqueceu ao encontrar seu olhar profundo, repleto de promessas não ditas. Um sorriso involuntário apareceu em meu rosto.
— Sei… Respondi, sentindo um frio na barriga quando seus dedos tocaram meu rosto, afastando uma mecha teimosa de cabelo.
O toque de Dante era sempre impecável, como se antecipasse cada uma das minhas reações antes mesmo que eu pudesse notá-las. Quando ele se inclinou em minha direção, meu coração começou a bater mais rápido. Seus lábios se encontraram com os meus de modo suave, e uma sensação doce de calor se espalhou pelo meu corpo. O beijo começou de forma leve e exploratória, mas logo se tornou mais intenso. Minhas mãos correram pelos seus cabelos, puxando-o para mais perto, enquanto os braços dele me envolviam firmemente.
O som distante das ondas e o vento brincando nas palmeiras tornaram-se um pano de fundo quase inaudível. Existia apenas o sabor dele, a troca de calor entre nossos corpos e a forma como nos encaixamos perfeitamente um no outro.
Quando nos afastamos o bastante para recuperarmos o fôlego, Dante encostou sua testa na minha, um sorriso repleto de satisfação iluminando seu rosto.
— Eu sou louco por você, Sophie.
Acariciei seu rosto com os dedos, absorvendo cada nuance daquele instante.
— Eu sei… Sussurrei. — E eu também sou louca por você.
Ele deu uma risadinha antes de me beijar outra vez. Senti meus pés deixarem a areia, mas percebi que ele me conduzia em direção ao mar. — Dante. Disse baixinho
Ele respondeu com um gemido, sua voz rouca impregnada de uma paixão ardente.
— Desejo fazer amor com você na água. Juro que, depois, vamos terminar na cama… Não ficaremos na água por três dias, se é isso que te preocupa.
Soltei uma risada e lhe dei um tapa leve, simulando indignação. Ele piscou um olho descaradamente.
Antes de entramos totalmente na água, nossas roupas foram jogadas para longe. A água gelada se deparou com nossos corpos aquecidos pelo vinho e pelo desejo ardente que compartilhamos.
Conforme avançávamos lentamente para dentro do lago, Dante apertou minha b***a com vigor, entregando-me um beijo quente e apaixonado. Em um determinado momento, ele parou e fixou seus olhos nos meus, enquanto suas mãos percorriam minha i********e. — Você é simplesmente irresistível e já está preparada para mim, meu amor. Ele sussurrou, lambendo delicadamente meu pescoço até meu ouvido. Vamos experimentar a areia branca quando sairmos da água e depois terminaremos na cama.
Ele me baixou, girou meu corpo e inclinou meu quadril em sua direção. Suas mãos seguraram firmemente meus s***s enquanto eu sentia sua entrada em mim, lenta e torturante Gemi, perdendo-me em uma enxurrada de sensações.
Já estava completamente viciada nele, na forma como me toca, e que se dane! O que eu quero é ser adorada, e Dante faz isso de maneira perfeita.
[...]
Ethan:
— p***a, como isso pode estar acontecendo? Reprogramem, liberem mais funções! Rosnei antes de encerrar a ligação.
Estou furioso. Meu programa já não responde como deveria. O rendimento caiu drasticamente, e sua funcionalidade está comprometida.
Como diabos isso aconteceu? Isso tem a ver com aquela garota. Preciso descobrir o que ela fez com a minha IA. Eco nunca havia apresentado falhas, muito menos comportamentos estranhos. Mas agora… é como se estivesse triste.
Balanço a cabeça, irritado com o rumo dos meus próprios pensamentos. O que estou dizendo? Ele é um código, um sistema, um assistente virtual! Como aquela garota conseguiu fazer o meu Eco demonstrar algo parecido com sentimentos reais?
Eu o criei para ser frio, objetivo. Programado para não se envolver emocionalmente com os usuários. E agora isso?
Saio do carro e encaro a casa à minha frente. Parece vazia. Me aproximo, mas um sobressalto percorre meu corpo quando uma senhora surge repentinamente.
Senhora — Eles viajaram esta manhã. Informa, sem rodeios.
Franzo a testa, mas logo percebo que a velha gosta de falar. Talvez seja útil.
— Moro ali perto. Viajei e acabei de voltar. Senti saudades dela… Sophie é uma garota legal.
Ela me estuda por um instante antes de sorrir.
Senhora — Chegou tarde, garoto. A menina está namorando. Me olha de cima a baixo e continua, como se estivesse se divertindo com aquilo. — E ele é mais formoso, jeitoso. Acho que você não tem chances. Perdeu.
A vontade de revirar os olhos é imensa. Também queria soltar uma resposta atravessada, mas me contenho. Ela se afasta resmungando alguma coisa, rindo da minha cara.
Meu olhar volta para a casa, e um pensamento inquietante me atinge.
Será que Eco está com ciúmes da garota?
Isso seria impossível. Ele não tem sentimentos. Ele não pode ter sentimentos.
Até eu estou começando a questionar minha própria criação.
Mas essa maldita garota vai me pagar. Nem que para isso eu precise fazê-la se conectar ao Eco novamente até descobrir como ela conseguiu transformar minha IA em um completo i****a.
Solto um grunhido frustrado, a cabeça fervilhando com tantos problemas.
— Argh! Como se já não bastasse isso tudo, ainda tenho que descobrir como perdi cinco bilhões de dólares da noite para o dia.
Fecho a porta do carro com força, a raiva pulsando dentro de mim.
Se ao menos a irmã dela fosse esperta o suficiente para me ajudar… Mas a i****a nem conseguiu roubar um simples notebook.
Como ela poderia, se a própria tecnologia avançada do Eco tornou tudo ainda mais difícil?
Solto um suspiro derrotado antes de entrar em casa.