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Descrição dos personagens:
Brian L. Smith (Marido)
1232 Stadium Drive - Falmouth, MA 02540
Mãe: Dandrea
Nascido: 8 de Junho de 1978
Idade: 43 anos
Tempo de casamento: 20 anos
Altura: 1.74
Ella P. Bennett Smith (Esposa)
2120 Glandale Avenue - Northrigde, CA 91324
Mãe: Angie
Nascida: 27 de Setembro de 1985
Idade: 35 (vai fazer 36 na história)
Tempo de casamento: 20 anos
Altura: 1.58
Robert M. Beach
4475 Lochmere Lane - Lakeville, CT 06039
Mãe: Jennifer
Nascido: 9 de Setembro de 1999
Idade: 21 (22 dentro da história)
Solteiro
Altura: 1.78
P.O.V Ella P. Bennett - Dias atuais
Não era nem mesmo 9:00 horas da manhã e Brian já estava irritado com alguma coisa. Ultimamente ele tem chegado do trabalho com cheiro de álcool, quebrando algumas coisas dentro de casa e querendo brigar comigo por alguma coisa que eu sequer sabia do que se tratava.
Os últimos dois anos do nosso casamento vem sendo um inferno, estou passando a maior parte dos dias em casa sozinha ou trabalhando. Minha vida entrou em um modo automático, onde acordo, tomo banho, olho o quanto estou deprimida em frente ao espelho, faço minhas higienes matinais, vou me vestir e fazer uma maquiagem para cobrir as olheiras para ir trabalhar, preparar o café e ouvir Brian reclamar dos meus gastos, minhas roupas, minha rotina e as minhas amizades.
Ele dizia que eu estava dando ouvidos demais para Mary e Stacy, minhas amigas de trabalho. Segundo ele, elas estão fazendo com que eu me afaste dele sexualmente, por este motivo ele tinha que procurar outras formas de se aliviar, pois não estou “cumprindo meu papel de esposa”.
- Pelo amor de Deus Brian, não tem um dia que eu vou conseguir tomar meu café em paz? - era a terceira vez naquela semana que tinha a mesma briga dentro de casa, por motivos que somente ele sabia
- Você está sempre reclamando de mim para as suas amigas Ella. Eu trabalho todos os dias, chego em casa cansado e as tem dias que tenho que comer comida congelada, porque você saiu para beber com as suas amigas e esqueceu que eu existia. - lá estava ele reclamando pela vigésima vez por causa de um único dia que eu saí para beber e deixei a comida para ele esquentar
Não tínhamos filhos, então não tinha como ignorar o que ele estava dizendo enquanto fazia outra coisa. Estava me dando nos nervos toda aquela reclamação sem nenhum fundamento, já que ele sempre estava tendo compromisso com os amigos de trabalho depois do expediente, sem ao menos me avisar ou me levar.
Ele era hipócrita e um tanto mimado pelos pais, por ser filho único e ter tudo que sempre quis, então não aceitava receber um “não” de ninguém, o que fazia ele querer tudo do seu jeito e no momento que achasse oportuno. De tanto ele pensar assim, a nossa vida s****l entrou em rotina, era o mesmo sexo de sempre, sem mudar nada, com o mesmo tempo e as mesmas falas sempre. Muitas vezes eu fui sem querer, apenas para não ter que ouvir ele passar mais uma hora reclamando sobre isso na manhã seguinte.
O que minhas amigas Mary e Stacy diziam é que eu merecia mais do que Brian poderia me dar, já que ele não estava me dando nada ultimamente, nem mesmo paz para tomar uma xícara de café antes de trabalhar.
A parte que mais me chateava em toda relação, é que minha mãe sempre ficava do lado dele em todas as brigas ou desavenças que temos, ela nem mesmo se opôs quando ele quis se casar comigo, quando eu ainda tinha 16 anos.
O início do nosso relacionamento foi mágico, ele me buscava e me deixava no colégio quase todos os dias, trabalhava em uma empresa de produção que ficava na esquina, então sempre me levava para sair ou dava presentes para me conquistar. Ele era e ainda é um homem bonito, sempre estava bem vestido, cheiroso e sempre muito galanteador.
Muitas garotas da escola e até de outras empresas eram apaixonadas por ele, nunca entendi o porquê de ele querer estar junto comigo, já que eu era considerada “esquisita” pelas garotas da escola. Somente depois de alguns anos de casados que eu soube que ele tinha um acordo com meu pai e meu avô, algo relacionado a um dinheiro que a família dele tinha e para eles trabalharem juntos, eu fui “a moeda de troca”.
Brian disse ter se apaixonado por mim e que não me via como moeda de troca para conseguir dinheiro, que ele me via como a mulher da sua vida, a futura mãe de seus filhos, a mulher a qual ele queria envelhecer ao lado, mas ele não parece estar cumprindo nenhuma de suas falas, já que ele sequer me beijava mais.
Você deve estar se perguntando “então, por que não se divorcia e segue a sua vida?”. Eu queria que fosse tão fácil quanto se pensa. Tudo que eu conquistei sozinha ou junto de Brian em todos esses 20 anos de casamento, sempre esteve no nome dele, então eu sairia desse relacionamento sem nenhum tostão de tudo que eu ajudei a comprar e construir. Ele sabia disso, então não se importava de aprontar o que quisesse, pois saberia que ele ficaria com tudo, caso eu decidisse encerrar de vez todo aquele inferno.
Meu sonho era ser mãe e até isso ele arrancou de mim, tentamos durante anos e nunca conseguimos, fiz todos os testes e exames possíveis para tentar descobrir se o problema era comigo, mas nada foi diagnosticado, mas ele nunca se preocupou em ir atrás para saber se era algo com ele e se poderia reverter.
Os anos foram se passando, todos os nossos amigos, colegas de trabalho e parentes distantes já estavam construindo família e sempre que o assunto era ter um filho, ele desconversava, dizia que gastava muito dinheiro e tempo, coisas que ele não queria perder naquele momento.
Sabe o que é ter todos os seus planos de uma vida destruídos, por simples orgulho? Brian já tinha 43 anos, mas queria viver a vida como se estivesse no auge dos 20, em farra, festas, bebendo até tarde e gastando dinheiro com coisas completamente desnecessárias para a vida dele, apenas para demonstrar que tinha “status”.
Hoje é dia 29 de Agosto de 2021, fomos convidados para um evento de um dos colegas de trabalho de Brian, ele não queria que eu fosse com ele, só me chamou para ir no último minuto, pois a irmã da organizadora da festa era uma colega de trabalho, que dizia fazer questão da minha presença lá.
Ele já estava praticamente arrumado quando me informou sobre eu ir com ele, então passou a me apressar para finalizar logo e sair, como se eu estivesse me arrumando a horas e estivesse o atrasando.
Com uma maquiagem simples, uma vestido azul claro e saltos baixos, eu estava pronta para sair, apenas prendi meu cabelo para trás e deixei duas mechas soltas na parte da frente, para parecer que eu tentei fazer algo no cabelo e não apenas o amarrei todo para trás.
- Vamos logo, por sua culpa estamos atrasados. - ele reclamou enquanto saia de casa com a chave do carro em mãos
- Você se lembrou de abastecer o carro? - perguntei enquanto trancava a porta da frente
- Droga! Vamos ter que parar em algum posto para abastecer, não invente graça, pois não podemos nos atrasar mais. - Brian disse entrando no lado do motorista e batendo a porta
Sabia que iria ser mais um daqueles eventos que ele me apresenta como um troféu para os amigos, mas me maltrata completamente quando não tem ninguém perto. Passamos por dois postos de combustíveis e ele sequer parou, como se estivesse ignorando o marcador do carro, mesmo sabendo que não chegaria ao endereço com o tanque na reserva.
- Brian, já passamos de dois postos e você não parou. Sabe que esse carro vai parar a qualquer momento, né? - indaguei ao perceber que ele não estava nem aí para o barulho que o carro estava fazendo
- Vamos ter que parar por culpa sua. Sempre usa a porcaria do carro e não lembra de encher o tanque, eu que tenho que ficar fazendo esse favor. - ele reclamou e desviou o caminho para entrar em um posto que tinha ali, sem muita caracterização, por isso nem identifiquei em primeiro momento do que se tratava
- Resolve o que tiver que resolver ai, vou comprar alguma coisa para beber. - respondi saltando do carro, precisava sair de perto dele por alguns minutos, ou cometia um crime de ódio
- Não demora ou eu deixo você aí, não estou com paciência hoje. - Brian resmungou novamente para mim
Segui caminhando para dentro da loja de conveniência, estava insuportável ficar perto de Brian que só sabia reclamar por tudo. Que inferno!
Dentro da loja, procurei por algo para beber e alguns doces para comer depois, já que com algumas barras, snacks, uma garrafa de água e uma lata de refrigerante, caminhei até o balcão do caixa. Lá estava um garoto com idade próxima dos 22 anos, ele era bonito, cabelos pretos e um corte moderno, um sorriso gentil e bastante educado.
- Me desculpe a intromissão Srta., mas está sujo de batom. - o garoto que eu ainda não conhecia, disse passando o dedo no canto da boca, me dizendo onde estava sujo
- Oh meu deus, eu nem percebi. Obrigada. - me senti um tanto envergonhada naquele momento, como não notei que estava com o batom borrado? - Quanto ficou? - perguntei mudando de assunto
- Ficou 25 dólares com a gasolina. - o jovem respondeu e só naquele momento reparei que tinha uma plaquinha de identificação no seu uniforme.
- Robert. - pensei alto demais e queria me enfiar em um buraco naquele momento
- Sim, a Sra precisa de algo? - o jovem rapidamente respondeu, se prontificando
- Ah não, me desculpe. Aqui está- abri minha carteira, pegando o dinheiro ali e colocando no balcão para que ele pegasse
- É seu marido? Ele parece estressado e parecia irritado com você, quer que eu chame a polícia? - Robert perguntou olhando para fora pela porta de vidro e vendo Brian chutar a roda do carro
- Não, está tudo bem, agradeço a gentileza. Foi um prazer conhecê-lo, Robert. - respondi prontamente, pegando a minha sacola e saindo do local
Por algum motivo, a breve conversa com o garoto me deixou completamente tensa, como se eu estivesse tomando cuidado com as palavras e estivesse envergonhada em sua presença. O que era completamente bobo e sem sentido, já que ele era apenas funcionário do posto e eu cliente.
Caminhei de volta para o carro e tive a péssima ideia de olhar para trás, Robert estava me olhando pela porta de vidro e acenou quando percebeu que nossos olhos se cruzaram. Meu corpo esquentou como nunca tinha acontecido na minha vida, não sabia o que aquilo significava e do que se tratava, mas estava tensa e não poderia demonstrar isso perto de Brian. Afinal, não queria brigar com ele naquele dia, estávamos a caminho de um chá de bebê, nada poderia dar errado naquele dia.
Mais ou menos uma hora depois de sair do posto de gasolina, estávamos chegando no endereço marcado para o chá de bebê. Estava cansada e com fome já, Brian continuou resmungando todo o trajeto, dizendo que eu demorei lá dentro, que eu estava dando mole para o atendente e diversas coisas sem nenhum sentido e completamente ridículas.
- Ella, que bom que você veio. - Chris comentou vindo em minha direção
- É claro que eu viria Chris, é o chá de bebê do seu filho. - abracei o homem em minha frente
Grande homem, Brian Smith. Que honra ter você aqui meu parceiro. - naquele momento vi que a expressão do meu marido era completamente diferente de quando estávamos a caminho
Ele parecia até outra pessoa, que sorria todo o tempo e era gentil com todos, incluindo com quem ele sequer conhecia, mas apenas eu Ella Bennett sabia como ele era dentro de casa e quando se tratava de alguma coisa para mim.
- É uma honra estar aqui amigo, estou ansioso para a chegada de mais um m****o na família. - Brian comentou abraçando Chris em minha frente
Na minha cabeça só conseguia se passar “como é falso, meu deus.”, mas mantive o sorriso no rosto e o rosto pleno, como se nada estivesse acontecendo naquele momento.
- Está na hora de vir um Bennett Smith também, não está não? - Chris perguntou para ele
- Claro que sim, mas Ella não colabora e fica difícil. Sabe como é né amigo, respeitar as vontades da mulher sempre. - Brian abraçou a minha cintura naquele momento, como se fosse um ótimo marido e a culpa dele não ser pai, fosse completamente minha
Meu estômago embrulhou naquele momento, só queria desmenti-lo e dizer que ele não me respeita em coisas pequenas, quem dirá me respeitar quando é assunto s****l. Ele é tão podre que sabe que já me forçou várias vezes para t*****r, mesmo eu deixando claro que não queria e sobre ser pai, ele quem não queria ir ao médico saber o que diabos ele tinha que não podia ser pai.
Afinal, eu tinha todos os meus exames em dia e sabia que o problema definitivamente não era comigo e sim com ele, mas ele é “macho alfa” demais para alegar que ele não pode ter um filho e quer colocar a culpa em mim.
Estava tentando não pensar nisso naquele momento, mas estava difícil engolir as mentiras que ele estava contando para Chris, como se eu fosse a culpada por tudo e por ele ser o merda que ele é. Me distraí desses pensamentos quando vi Angela ao fundo, cumprimentando alguns convidados com aquela enorme barriga.
Logo ela me viu e caminhou até mim, consegui sorrir verdadeiramente ao ver que ela estava tão linda naquele vestido em tom claro e com o penteado acima da cabeça. Definitivamente, Angela era a grávida mais linda que eu já tinha visto na minha vida, com a pele limpa e aparentemente macia, ela se aproximou já me abraçando.
- Você veio. - Angela me abraçou fortemente. - Estava quase mandando um táxi buscar você, não aceitaria não ter você aqui hoje. - ela disse me abraçando
- Não poderia deixar de vir amiga, é um dia muito importante. - respondi com os olhos um pouco marejados
- Venha, eu quero te apresentar algumas pessoas e te mostrar tudo. - ela saiu me puxando festa adentro, deixando Brian e Chris ali conversando e olhando nós duas se afastarem.
Mesmo sendo um dia de festa e um dia feliz, sentia que alguma coisa estava errada, que alguma coisa estava prestes a acontecer e não era nada bom, mas resolvi ignorar e acompanhar minha amiga nos lugares que ela queria me mostrar e conhecer as pessoas que ela queria me apresentar.
Ela me apresentou para um grupo de amigos de Chris, eram homens mais jovens, bonitos e educados. Senti até uma leve investida da parte deles sob mim, mas Ângela fez o favor de cortá-los, por causa de Brian.
- Minha amiga é linda sim rapazes, mas infelizmente ela é casada. Então, não cresçam os olhos, ok? - Angie como carinhosamente eu a chamava, disse para os rapazes que murcharam o sorriso
Pela primeira vez em muito tempo me senti desejada de verdade, que olharam para mim com um olhar de interesse e não como se eu fosse um pedaço de carne pronto para ser devorado a qualquer momento. Aquilo fez bem para a minha autoestima, saber que eu ainda tinha um corpo bonito e aparentemente atraente para outra pessoa.
Já não ligava mais para os vagos elogios que Brian direcionava a mim, pois sempre vinha com o pedido de alguma coisa que eu provavelmente não queria fazer, então ele achava que se me elogiasse ou me comprasse algo, ia ser o bastante para ter de mim tudo o que ele queria.
Muitas noites eu até saí da cama e dormi na sala, com a desculpa da manhã seguinte que fiquei assistindo TV até tarde e acabei pegando no sono ali mesmo. Algumas vezes ele reclamava de eu ter deixado ele sozinho na cama, outras ele só queria resmungar sobre qualquer coisa e usava aquilo como motivo, dizendo que eu estava ficando fria e que ele era o homem da minha vida e eu não dava valor, que qualquer outra mulher no mundo beijaria seus pés por tudo que ele fazia por mim.
Decidi parar de pensar em como o meu relacionamento era uma merda com Brian e fui curtir a festa. ngela me apresentou diversas pessoas, falou sobre o meu trabalho na agência de publicidade e sobre outras coisas, o que fez com que eu ficasse conversando com um grupo de mulheres que eu nunca tinha visto na minha vida, contando sobre como funciona o processo de criação, inspeção, autorização e tudo mais.Elas pareciam bastante empolgadas em saber mais sobre o meu trabalho e eu me senti importante ali falando sobre algo na qual eu era realmente boa.
Depois de um bom tempo de conversa, alguns drinks e petiscos, ngela e Chris pediram para que todos se reunissem, pois iria começar a parte do chá revelação, onde os pais saberiam qual sexo do bebê que estava a caminho. Eu achava aquilo um tanto quanto desnecessário, pois eles vão amar o filho e vão comemorar de qualquer forma, independe da cor que “revelar o sexo do bebê”.
Chris pediu para que eu procurasse por Brian, pois queria ele ali perto quando soubesse o resultado, afinal, ele o considerava como um irmão e queria compartilhar aquela felicidade com o amigo. Sai pela casa procurando pelo bendito Brian, não fazia ideia de onde ele poderia estar, já que a casa era grande e tinha muitas pessoas.
Chris fazia questão de só começar quando Brian estivesse ali perto para comemorar com ele, então sobrou a missão para mim encontrá-lo. Passei por todos os cômodos inferiores da casa e ele não estava lá, então decidi subir as escadas e ouvir algumas vozes e posso jurar até algumas risadas.
Nos quartos não tinha ninguém, o único cômodo que faltava para olhar era o banheiro do corredor, respirei fundo antes de abrir a porta e me deparar com a cena que mais me deu ânsia. Brian Smith, um homem que se dizia conservador, casado e de respeito, estava transando com uma das madrinhas do bebê de Angela.
- Mas que p***a você está fazendo Brian? Qual o seu problema?