Eu poderia dizer que estar rodeada de boa parte das fantasias que, mais cedo ou mais tarde, rodeiam a mente de uma mulher solteira, tornaria a minha resposta mais fácil. Mas os chicotes, palmatórias e correntes estavam além do que eu procurei durante o meu tedioso ócio — ainda uma marca do quão profundamente inadequada eu parecia perante a sociedade. Como se o simples ato de imaginar que um homem me prendesse pelos pulsos e tornozelos em sua cama, e me abrisse ao seu bel prazer, fosse uma tatuagem de cruz virada ao contrário estampando a minha testa. Pecado. Inapropriado. Impossível de se admitir em voz alta, mesmo para mim, tão manchada pelos homens que já passaram pela minha cama. Eu me debrucei nestes pensamentos, olhando em volta sem enxergar absolutamente nada. Os sons conectavam-se

