DANTE MANCUSO Acordei com o som de passos do lado de fora. Pesados, compassados. O navio já balançava mais forte — o Atlântico não perdoava amadores. Catarina estava acordada, amamentando. O rosto dela estava pálido, mas sereno. — Dormiu? — perguntou. — Tentei. — Desci da beliche e sentei-me na frente dela. — Ele acordou? Ela balançou a cabeça. — Só agora. Olhei o bebê. Pequeno, frágil. Um contraste absurdo com o cenário que nos cercava. — Ele tem nome? — perguntei. Catarina demorou a responder. — Ainda não decidi. — Tinha algum em mente? Ela assentiu devagar. — Tinha dois antes… mas isso foi antes de tudo isso acontecer. Agora… — deu de ombros — não vejo isso como prioridade. — Justo — murmurei. — Afinal, que tipo de nome combina com uma vida como essa? Ela me lançou um ol

