CAPITULO 69

1816 Palavras

Dante Mancuso O Veliky era uma aberração de metal e ferrugem. Um monstro flutuante que gemia a cada onda que o golpeava. Seu casco, marcado por décadas de mares violentos, parecia a carcaça de uma b***a pré-histórica que se recusava a morrer. O som dos motores ecoava nas entranhas do navio como o coração cansado de um gigante. Enquanto caminhava ao lado de Catarina pelo corredor estreito que levava à sala de comando, contei mentalmente: vinte homens. Pelo menos esse era o número de tripulantes que eu havia visto desde que pisamos a bordo. Todos russos. Todos ex-militares. Todos com passados tão negros quanto o aço oxidado sob nossos pés. O ar era pesado. Cheirava a óleo, sal e fumaça. Os homens nos observavam em silêncio, com olhares que misturavam desconfiança e desprezo. A maioria tr

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